Cofundador da Tesla, Elon Musk se tornou recentemente o primeiro trilionário da história, com patrimônio que flutua em torno de US$ 970 bilhões (R$ 4,93 trilhões). Essa fortuna colossal traduz-se em cifras que desafiam a compreensão: enquanto um trabalhador brasileiro ganha R$ 1.621 mensais, Ele acumula R$ 436,1 milhões diariamente.
Reportagem do The Wall Street Journal decompôs essa riqueza extraordinária para revelar a disparidade absurda. A maior parte dessa fortuna permanece vinculada às empresas que ele fundou, especialmente na forma de ações e participações que tendem a valorizar-se continuamente.
Como a riqueza se distribui
O patrimônio de Musk está dividido em múltiplos ativos, e a participação pré-IPO na SpaceX representa US$ 538 bilhões, enquanto suas ações na Tesla valem US$ 167 bilhões. Opções de ações nessas duas companhias somam US$ 150 bilhões adicionais, que ele pode converter em caixa praticamente quando desejar.
Fora do universo de seus empreendimentos mais notórios, o empresário ainda acumula US$ 5 bilhões em participação na The Boring Company. Empresa de escavação de túneis, e outra fatia de US$ 5 bilhões na Neuralink, sua iniciativa em implantes cerebrais. Imóveis, aeronaves e outros investimentos fecham o portfólio com US$ 104 bilhões adicionais.
A escala da desigualdade
Colocar essa fortuna em perspectiva exige comparações chocantes. O patrimônio líquido de Musk supera o produto interno bruto anual de mais de 125 países, incluindo economias relevantes como Noruega, Tailândia, Argentina e África do Sul. Uma família americana típica, ganhando US$ 83.730 por ano, precisaria trabalhar durante mais de 11 milhões de anos para acumular a mesma riqueza.
Sua fortuna autoconstruída representa aproximadamente 3% de toda a economia americana. Essa proporção supera facilmente a concentração de riqueza alcançada por John D. Rockefeller, o americano mais rico antes de Musk chegar ao topo.
A fortuna de Rockefeller atingiu US$ 1,4 bilhão em 1937. Equivalente a 1,5% do PIB americano na época — uma diferença que ilustra como a concentração de capital intensificou-se ao longo de um século.


