Recorde mundial

Esta abóbora dos EUA pesa mais que um Fiat Uno: são impressionantes 1.432 kg

O produtor rural aguarda agora a confirmação oficial do recorde.

Nos Estados Unidos, o produtor rural Ron Wallace, de Rhode Island, chegou a uma abóbora com 1.432 kg de massa, número que pode valer a ele o título de maior do mundo pelo Guinness, o Livro dos Recordes. A pesagem aconteceu no último sábado (10), durante uma competição voltada a abóboras gigantes no sul da região da Nova Inglaterra.

Em termos práticos, isso significa uma massa maior do que a de carros populares antigos, caso do Fiat Uno, cujo peso costuma variar entre 800 kg e 1.000 kg. O produtor rural aguarda agora a confirmação oficial do recorde pela entidade responsável pelo Livro.

Como surgiu a disputa pelo título

Até então, a marca pertencia ao britânico Ian Paton, de Lymington, cuja abóbora alcançou 1.296 kg e teve o recorde confirmado em 3 de outubro. A diferença de pouco mais de 1 semana entre as duas marcas mostra como a disputa pelo título está acirrada entre produtores de diferentes países.

Em declaração por telefone na segunda-feira (12), Wallace relatou a satisfação por ter conseguido produzir um exemplar daquele tamanho. Ele recebeu US$ 3.500 pela vitória na disputa local. Valor bem menor do que outras competições chegaram a oferecer, com prêmios de até US$ 70 mil — mas optou por permanecer perto de sua comunidade no momento da conquista.

O papel da troca de técnicas entre produtores

Wallace credita parte do resultado ao fato de os cultivadores de abóboras gigantes compartilharem entre si aprendizados e estratégias de cultivo. Pela primeira vez neste ano, ele usou uma estufa para o plantio, mudança que, na avaliação dele, fez diferença considerável no resultado final.

Wallace informou ao G1 que produzir uma abóbora de mais de 1.360 kg só é possível quando há uma comunidade trabalhando em conjunto. O hobby começou depois que ele abriu uma loja virtual de produtos de jardinagem. Hoje, segundo Wallace, essas competições dão mais visibilidade aos produtores, que vêm sendo chamados com frequência crescente pelo setor agrícola para dar orientações sobre manejo do solo e outras práticas de cultivo.

Outras disputas acontecem pelo país

A corrida por Recordes se espalha por outros Estados americanos neste mês. Na Califórnia, uma abóbora de 1.083 kg apelidada de "Rocky" venceu, também na segunda-feira (12), um concurso tradicional em Half Moon Bay, perto de São Francisco — longe da marca mundial, mas suficiente para garantir a vitória na categoria.

O professor de horticultura Travis Gienger levou o exemplar numa viagem de 35 horas desde Minnesota até a Califórnia. Foi o quinto título dele na competição, com premiação de US$ 21.501. A premiação foi de cerca de US$ 19,84 por quilo de abóbora.

Da rachadura ao quinto título

No ano anterior, o professor ficou fora da disputa porque sua abóbora rachou ainda durante o crescimento. Por isso, batizou o exemplar deste ano de Rocky, em referência ao boxeador interpretado por Sylvester Stallone, como símbolo de retorno após a derrota.

A viagem de 35 horas pela estrada carregando um vegetal do tamanho de um carro pequeno marcou a trajetória até a vitória. Gienger cultiva as abóboras no próprio quintal, em Anoka, às margens do rio Mississippi, ao norte de Minneapolis, mesmo enfrentando temperaturas abaixo de zero nesta safra.

O organizador do evento, Ronan Fowler, destacou a dificuldade de produzir um exemplar daquele porte em condições climáticas adversas, com temperaturas de cerca de −1°C. Para o próximo ciclo, o professor já cogita adotar o cultivo em ambiente com temperatura controlada, técnica semelhante à usada pelo produtor de Rhode Island.

Centenas de pessoas compareceram à 53ª edição do Campeonato Mundial de Pesagem de Abóboras, que reuniu comida, música e brincadeiras sobre o tamanho dos vegetais. Enquanto isso, a confirmação do novo recorde mundial de 1.432 kg segue pendente de validação pelo Guinness.

Reflexão e Filosofia

Victoria Camps: "Desejos não são direitos"; Kant explica por que ser livre vai além dos impulsos

Confusão reflete uma crise profunda de valores.

14/10/2026 16h28

Angela Silva / Própria

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A filósofa Victoria Camps alerta para uma tendência perigosa nas sociedades contemporâneas: transformar desejos em direitos. Para a catedrática emérita de Filosofia Moral e Política da Universidade Autónoma de Barcelona, essa confusão reflete uma crise profunda de valores e transforma o individualismo em egocentrismo.

Camps critica a transformação da busca pelo bem-estar em um projeto egocêntrico, no qual cada pessoa persegue a satisfação imediata sem considerar a dimensão social ou o sentido de comunidade. Essa mentalidade distorce a liberdade: já não se trata de agir conforme a razão ou o dever moral, mas de ceder aos impulsos do momento.

A confusão entre liberdade e capricho

A raiz do problema está em uma compreensão equivocada da liberdade pessoal. O que deveria ser uma escolha racional e responsável transformou-se na mera satisfação de desejos instantâneos. Camps observa que o pensamento contemporâneo deixou de perguntar "o que devemos fazer" para se concentrar apenas em "o que nos agrada fazer".

Essa inversão de prioridades dissolveu os limites coletivos que historicamente estruturavam a convivência. Quando cada indivíduo assume que qualquer desejo legítimo é um direito, o espaço comum encolhe e a confiança nas instituições e nas pessoas desmorona — tema central de seu ensaio "A Sociedade da Desconfiança".

Kant e a verdadeira liberdade

O filósofo alemão Immanuel Kant oferece uma perspectiva fundamental para compreender essa distinção. Para Kant, a verdadeira liberdade não consiste em ceder aos impulsos ou desejos imediatos, mas em agir guiado pela razão e pelo dever moral. Isso pode contrariar nossa vontade biológica ou emocional. A liberdade kantiana é disciplinada e reflexiva, não impulsiva.

Essa concepção contrasta com o individualismo atual, criticado por Camps. Ser livre, na visão kantiana, exige renúncia e contenção — qualidades que a educação moderna raramente cultiva. A filósofa enfatiza a necessidade de recuperar a disciplina nas escolas, pois a formação moral e racional é essencial para uma sociedade funcional.

A urgência de redefinir direitos e deveres

Camps deixa claro: ter direito a buscar felicidade não significa que cada impulso mereça satisfação. O desafio contemporâneo é resgatar a compreensão de que direitos e liberdades existem dentro de um marco de responsabilidades compartilhadas. Sem essa costura social, a sociedade fragmenta-se em monadas de satisfação pessoal, incapazes de confiar umas nas outras.

A reflexão da filósofa aponta para a urgência de um reequilíbrio — reconhecer que a vida em comunidade exige tanto o direito à realização pessoal quanto a capacidade de abrir mão de caprichos em nome do bem coletivo. Nessa tensão criativa entre o indivíduo e a sociedade reside a possibilidade de uma liberdade autêntica e duradoura.

Tendência

Adeus à decoração tradicional de Natal: a tendência para 2026 é mais moderna e elegante

Elegância natural e um toque contemporâneo à entrada da casa.

14/10/2026 16h00

Foto: Matthew Jesús/Pexels

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A coroa natalina na porta é um clássico da decoração de casas no período festivo. Para o Natal de 2026, porém, uma alternativa mais moderna e sofisticada ganha espaço: os arranjos verticais de ramos, que levam elegância natural e um toque contemporâneo à entrada da casa.

Esses arranjos combinam ramos frescos, fitas de veludo e pequenos detalhes decorativos. O desenho se adapta a ambientes minimalistas e a decorações clássicas, sem comprometer a composição.

Como o novo adorno se diferencia da coroa tradicional

O arranjo vertical se destaca pela forma alongada e irregular, com ramos que caem de maneira natural e fluida. Pode ser feito com folhagem verde, eucalipto, ramos de pinho ou ramagens secas, conforme o estilo do espaço.

A mistura de materiais e tons dá personalidade ao arranjo. Uma fita de veludo bordô, bege, champanhe ou branco pérola funciona como ponto focal. Pinhas pequenas, frutos decorativos ou detalhes metálicos discretos reforçam o aspecto refinado sem sobrecarregar a composição.

Por que vale a pena escolher essa opção

O principal diferencial é a versatilidade, e sem uma forma circular rígida, o adorno se adapta a portas de diversos tamanhos e combina com guirlandas finas, vasos com plantas ou lanternas decorativas.

O arranjo também permite estilos diferentes, e em entradas minimalistas, ramos verdes e uma fita de linho natural bastam. Em casas de estilo clássico, uma fita de veludo e toques dourados acrescentam sofisticação. Há ainda versões totalmente secas, com ramos naturais em tons neutros, para quem prefere uma decoração aconchegante e discreta.

Passo a passo para montar em casa

Montar esse tipo de arranjo é simples e permite personalizar cada detalhe. Separe ramos naturais de pinho e eucalipto ou folhagem resistente. Uma fita de veludo, linho ou algodão, arame fino ou barbante forte, pinhas pequenas ou outros adornos opcionais e um gancho apropriado para pendurar o arranjo sem danificar a porta.

Primeiro, agrupe os ramos na vertical e distribua as extremidades de forma irregular para criar um efeito natural. Em seguida, prenda os ramos com arame fino ou barbante resistente. Depois, incorpore a fita na parte superior para completar a decoração.

Por fim, acrescente pinhas pequenas ou ornamentos discretos, sem sobrecarregar o arranjo, e pendure-o na porta com um gancho que não danifique a superfície. Quem optar por ramos frescos deve lembrar que eles secarão com o passar dos dias. Por isso, vale escolher materiais que continuem bonitos mesmo com essa mudança de aspecto.

Por que a decoração vertical se alinha com a tendência 2026 de autenticidade

A decoração de Natal em 2026 se afasta das composições rígidas e perfeitas para valorizar espaços com textura, nostalgia e personalidade. O arranjo vertical de ramos segue essa tendência: em vez de impor uma forma circular e definida, como a coroa tradicional, permite que cada pessoa adapte a composição ao próprio estilo.

A irregularidade dos ramos que caem livremente torna o espaço mais autêntico e expressivo, sem deixá-lo com aparência artificial.

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