Tecnologia

Logo após Elon Musk lançar a Starship, NASA prepara viagem que pode bater recorde

NASA se prepara para sua própria missão.

<p>A SpaceX alcançou um marco histórico nesta segunda-feira com o primeiro voo orbital da Starship, apesar de um motor ter sido desligado inesperadamente durante a ascensão. Enquanto a empresa SpaceX consolida esse avanço histórico com a Starship, a NASA prepara sua própria missão para a Estação Espacial Internacional.</p>

<p>A NASA se prepara para sua própria missão: levar a tripulação da Crew-13 até a Estação Espacial Internacional saindo de Cabo Cañaveral no dia 1º de outubro às 11h10 (horário do leste).</p>

<p>Após superar desafios em voo, a espaçonave conseguiu atingir a órbita com sucesso. A espaçonave atingiu a órbita e lançou satélites Starlink, consolidando a viabilidade operacional do veículo que Elon Musk planeja usar rotineiramente este ano.</p><blockquote class="twitter-tweet" data-lang="pt" data-dnt="true"><p>Starship achieved orbit on its first attempt and successfully delivered Starlink V3 satellites to space for the first time → <a href="https://t.co/LwJ4g6dNZ3" rel="noopener">https://t.co/LwJ4g6dNZ3</a> <a href="https://t.co/pnd3k8x6E0" rel="noopener">pic.twitter.com/pnd3k8x6E0</a></p>— SpaceX (@SpaceX) <a href="https://x.com/SpaceX/status/2104653511883628569?ref_src=twsrc%5Etfw" rel="noopener">28 de setembro de 2026</a></blockquote><p>
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<h2>Sucesso com ressalvas na missão da Starship</h2>

<p>A missão estava programada para durar 10 horas completas, mas foi reduzida para três horas após um de seus três motores principais desligar prematuramente.</p>

<p>Quando o porta-voz Dan Huot comunicou na transmissão ao vivo que a espaçonave não conseguiria atingir a órbita. A equipe reconsiderou a decisão minutos depois, após confirmação dos engenheiros indicando que um motor poderia ser reignicionado com sucesso.</p>

<p>Este foi o 14º voo do foguete desde 2023. O propulsor Super Heavy retornou com sucesso para pouso controlado no Golfo do México, apesar de alguns motores terem falhado durante a descida.</p>

<p>A Starship realizou uma manobra de propulsores que inverteu a nave verticalmente antes de atingir o oceano Pacífico com a proa para cima, consumindo-se em fogo ao tocar a superfície.</p>

<h2>NASA agenda lançamento recorde para 1º de outubro</h2>

<p>Enquanto a SpaceX consolida seus ganhos, a NASA e a empresa privada se unem novamente em outra missão ambiciosa. O lançamento da Crew-13 está marcado para 1º de outubro, às 11h10 (horário do leste), saindo do Complejo de Lanzamiento Espacial 40 em Cabo Cañaveral, Flórida.</p>

<p>Se o cronograma transcorrer conforme planejado, a cápsula alcançará a Estação Espacial Internacional em tempo muito reduzido. A cápsula Dragon — acoplada ao foguete Falcon 9 — completará a viagem até a Estação Espacial Internacional em tempo recorde, alcançando o acoplamento às 20h00 no porto frontal do módulo Harmony.</p>

<p>A tripulação da Crew-13 é composta por quatro astronautas experientes: Jessica Watkins como comandante, Luke Delaney como piloto, Joshua Kutryk da agência espacial canadiense e o cosmonauta russo Sergey Teteryatnikov, ambos atuando como especialistas de missão.</p>

<p>Uma vez na Estação, integrarão a Expedição 75 para executar investigações científicas e tarefas de manutenção do laboratório orbital.</p>

<h2>Preparativos finais e segurança pré-voo</h2>

<p>Os membros da tripulação estão atualmente em quarentena no Centro Espacial Johnson, em Houston, uma medida preventiva padrão para minimizar riscos de doenças antes do lançamento. No dia 26 de setembro, devem se deslocar para as instalações de Kennedy para ultimar os detalhes finais previstos antes do voo.</p>

<p>O sucesso da Starship consolida o desenvolvimento de uma espaçonave que representa o futuro das operações espaciais da SpaceX e da presença humana na órbita terrestre.</p>

<p>A Starship, espaçonave totalmente reutilizável escolhida pela NASA para pousar na Lua, enfrentou atrasos significativos, tornando o voo orbital desta segunda-feira crucial para o programa.</p>

Pesquisa científica

Especialistas identificam 17 ameaças catastróficas à saúde humana, duas com potencial de extinção

Relatório foi publicado na revista The Lancet.

17/10/2026 17h01

Foto: Magda Ehlers/Pexels

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Um relatório publicado na revista The Lancet por uma comissão global de 37 membros aponta 17 ameaças catastróficas à saúde humana até 2.100, sendo duas delas capazes de levar a espécie à extinção. A avaliação analisou a gravidade de cada problema e as formas de enfrentá-los no restante deste século.

O conflito nuclear e o uso malicioso de inteligência artificial se destacam como as duas ameaças com maior potencial extintor, embora a probabilidade imediata de ambas permaneça baixa.

O copresidente da comissão disse à imprensa que a humanidade ainda tem capacidade de agir. Mas alertou que adiar a ação aumentará os custos futuros e transferirá os riscos para as próximas gerações.

As 17 ameaças mapeadas pelo relatório

O relatório elenca problemas de saúde que variam em escala e urgência. Poluição do ar, desnutrição infantil, hipertensão arterial, saúde mental precária e tabagismo figuram entre os principais riscos globais. Pandemias naturais, resistência a antimicrobianos e consumo excessivo de álcool também constam da lista de ameaças críticas.

Desigualdade de renda, baixo nível de escolaridade, envelhecimento não saudável, conflitos convencionais e obesidade completam o conjunto de 17 fatores mapeados. A redução da assistência ao desenvolvimento em saúde também integra a lista de ameaças críticas. A medida pode causar a perda de até 1,5 bilhão de anos de vida saudável, com 70% desse impacto na África Subsaariana.

Conflito nuclear: devastação sem precedentes

Ações preventivas contra conflito nuclear poderiam evitar aproximadamente 133 milhões de mortes até o fim do século. A estimativa também inclui a prevenção de cerca de 9,35 bilhões de anos de vida ajustados por incapacidade — medida que quantifica o impacto de doenças e condições de saúde sobre populações inteiras.

Esse potencial devastador coloca o conflito nuclear em posição de destaque no relatório, ainda que a probabilidade atual seja considerada reduzida. O cenário de guerra convencional também figura na lista de ameaças, embora com impacto menor que o conflito nuclear.

Inteligência artificial maliciosa: risco emergente

O uso malicioso de inteligência artificial representa a segunda ameaça com potencial extintor. Medidas para reduzir esse risco poderiam evitar aproximadamente 10,4 bilhões de anos de vida ajustados por incapacidade até 2.100. Embora a probabilidade atual permaneça baixa, os especialistas afirmam que essa ameaça representa grande impacto devido ao seu potencial de extinção.

Mudanças climáticas: impacto mensurável e além

As mudanças climáticas já constituem uma ameaça catastrófica e urgente à saúde e sobrevivência humana. Limitar o aquecimento global a cerca de 1,8°C, em vez de permitir o aumento até 4,4°C, poderia evitar a perda de 1,89 bilhão de anos de vida saudável.

Essa prevenção abrangeria causas diretas como calor extremo e poluição do ar. Contudo, o impacto real tende a ser ainda maior quando se consideram efeitos de difícil quantificação: deslocamentos populacionais, secas prolongadas e agravamento de transtornos mentais.

Sem reduções drásticas nas emissões de gases, essas perdas continuarão a se acumular além de 2.100 e intensificarão progressivamente outras ameaças listadas no relatório.

Agenda de três frentes para enfrentar as ameaças

A comissão estabelece uma agenda em três partes para enfrentar essas ameaças. O primeiro ponto é a preparação: líderes globais devem trabalhar na prevenção e oferecer apoio financeiro às comunidades mais marginalizadas.

Em segundo lugar, a comissão destaca a necessidade de apoiar avanços científicos, investir em inovações para combater essas ameaças e torná-las disponíveis de forma equitativa em todo o mundo. Entre elas estão novas vacinas, medicamentos e tecnologias climáticas.

O terceiro ponto diz respeito ao monitoramento das ameaças, e a comissão ressalta que não é possível responder a elas sem conhecer a dimensão dos problemas. Por isso, é vital acompanhar cada um desses riscos.

Se a probabilidade de guerra nuclear ou IA maliciosa é baixa, por que aparecem no topo da lista?

Porque a comissão usa dois critérios: probabilidade e impacto potencial. Uma ameaça pouco provável, mas de impacto devastador, recebe prioridade diferente de uma ameaça frequente e de menor escala. No caso do conflito nuclear ou do uso malicioso de inteligência artificial, se qualquer um deles ocorrer, o resultado seria a extinção ou o colapso civilizacional.

Essa consequência é tão grave que justifica investir na prevenção agora, mesmo com o risco imediato reduzido. É como um seguro: você não acha provável sua casa queimar, mas o custo de uma apólice vale a pena pelo dano potencial.

Fim dos tempos?

Cientistas fazem previsão assustadora sobre o fim do mundo para 13 de novembro, em poucas semanas

Previsão consta de um estudo publicado em 1960 na revista Science

17/10/2026 16h24

Foto: ArtHouse Studio/Pexels

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A sexta-feira, 13 de novembro de 2026, foi apontada há 66 anos como o dia em que o crescimento populacional do planeta atingiria um ponto sem volta. A previsão consta de um estudo publicado em 1960 na revista Science, assinado por Heinz von Foerster, Patricia M, e mora e Lawrence W. Amiot.

O trabalho não previa nenhum desastre externo, cometa ou guerra: a hipótese era que o próprio ritmo de expansão humana se tornaria descontrolado a ponto de colapsar sozinho. Batizado de "Doomsday: Friday, 13 November, A.D. 2026", o estudo chegou a essa data a partir de um cálculo sobre o tempo que a população mundial levava para dobrar de tamanho.

Mais de seis décadas depois, a demografia global seguiu uma trajetória diferente da projetada pelos três pesquisadores.

A lógica por trás do cálculo original

Von Foerster e os outros dois autores reuniram 24 estimativas populacionais que cobriam cerca de 2 mil anos de história humana. Com essa base, identificaram que o crescimento não seguia apenas uma curva exponencial. O ritmo era ainda mais rápido e se intensificava a cada novo ciclo.

A análise distinguia dois períodos da humanidade, e antes da industrialização, guerras, fome e epidemias funcionavam como freios naturais à expansão demográfica. No período moderno, porém, esses freios perderam força, e a curva de crescimento ganhou velocidade.

A extrapolação matemática dessa aceleração apontava para intervalos de duplicação cada vez menores, até que eles praticamente desaparecessem. Foi esse ponto teórico que resultou na data de 13 de novembro de 2026.

Para ilustrar o que isso significaria na prática, Von Foerster chegou a escrever que os tetranetos da geração atual não morreriam de fome, e sim sufocados pela própria multidão.

Por que a conta não se confirmou

O modelo de 1960 pressupunha que a expansão acelerada se manteria indefinidamente, sem considerar mudanças no comportamento da sociedade. Essa premissa foi o ponto fraco da projeção: nas décadas seguintes, a fecundidade recuou em diversos países, e o ritmo de crescimento populacional perdeu força em vez de acelerar.

Na prática, a trajetória demográfica observada não seguiu o caminho projetado pelo estudo. O cenário de expansão infinita, por consequência, nunca chegou perto de se realizar. Pesquisas conduzidas mais tarde pela Universidade de Toho e pelo Instituto de Tecnologia da Geórgia ajudaram a revisar esse tipo de projeção demográfica, incorporando variáveis sociais que o estudo original não considerava.

O que indicam as projeções mais recentes

Hoje, as Nações Unidas não trabalham com a hipótese de um crescimento populacional sem limite. A expectativa é de que o número de habitantes do planeta continue subindo por mais algumas décadas, mas em ritmo cada vez mais lento.

As estimativas atuais indicam um pico de população mundial perto de 10,3 bilhões de pessoas, projetado para meados da década de 2080. Após atingir esse patamar, a população deverá começar a diminuir gradualmente, chegando a aproximadamente 10,2 bilhões ao final do século.

É esse recuo no ritmo de crescimento, e não uma aceleração rumo ao caos, que caracteriza o cenário demográfico desenhado para as próximas gerações.

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