O CRCC Bridge Piling No.1 zarpa de Lusi em sua primeira travessia internacional. A viagem até as águas de Pernambuco levará 45 dias. De lá, o navio seguirá para a Bahia, onde executará a tarefa para a qual foi construído: fixar as fundações que sustentarão a maior ponte da América Latina sobre a Baía de Todos-Os-Santos.
Com 160 metros de comprimento e uma torre de 156 metros de altura, a embarcação chinesa é o maior navio de cravação de estacas em operação no planeta.
Sua especialidade é enterrar cilindros de aço ou concreto no leito marinho, o trabalho mais delicado de qualquer ponte sobre a água. Essas fundações precisam resistir às correntes, às marés e ao peso da estrutura por décadas.

A missão na Bahia
O navio atuará na construção do Sistema Viário Oeste Ponte Salvador-Ilha de Itaparica, projeto que ligará a capital baiana a Vera Cruz, município que abriga a maior ilha marítima do Brasil. A embarcação deve atracar em águas próximas a Recife antes de seguir para o destino final na Bahia.
Túneis e viadutos conectarão a nova ponte à Via Expressa, além das avenidas Jequitaia e Engenheiro Oscar Pontes, ampliando o acesso ao centro de Salvador. Na Bahia, a ponte se conectará na região do Terminal Marítimo São Joaquim, onde hoje opera o Ferry-Boat, enquanto em Vera Cruz chegará à região da Gameleira.
O consórcio por trás da obra
Uma Parceria Público-Privada sustenta o empreendimento, executado pela Concessionária Ponte Salvador-Itaparica. Duas empresas chinesas de engenharia integram o consórcio: a China Civil Engineering Construction Corporation (CCECC) e a China Communications Construction Company (CCCC). As duas têm vasta experiência internacional em infraestrutura de grande escala.
A chegada do navio-estaqueador marca uma etapa crítica da obra. O projeto deve ser concluído em junho de 2031 e transformar a rotina de quem depende da travessia marítima entre a capital e a ilha. O Ferry-Boat seguirá operando, mas a ponte reduzirá o tempo de deslocamento.



