Universo

NASA registra galáxia com um "sorriso" assustador em imagem captada pelo Hubble

O registro é real.

Uma imagem do Telescópio Espacial Hubble voltou a viralizar nas redes sociais ao revelar algo que parece ter escapado de um filme de ficção científica: um aglomerado de galáxias com a aparência de um rosto sorridente colossal flutuando no espaço.

O objeto astronômico SDSS J1038+4849 apresenta traços faciais definidos, com dois pontos alaranjados que parecem olhos e arcos azuis que formam uma boca curvada para cima.

Embora a ilusão seja tão perfeita que lembre um emoji gigante congelado no universo, o registro não é fruto de montagem digital. A percepção do rosto, porém, é uma pareidolia — fenômeno em que o cérebro humano reconhece padrões familiares em objetos aleatórios.

O registro é real, e a "expressão facial" surge de um processo descrito pela física moderna: uma lente gravitacional forte em ação.

Como a gravidade cria rostos no espaço

O fenômeno responsável por essa imagem notável chama-se lente gravitacional forte, um conceito previsto pela Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein há mais de um século.

Quando uma concentração massiva de matéria — no caso deste aglomerado, bilhões de galáxias reunidas — existe entre um observador e objetos. Ainda mais distantes, sua gravidade distorce o tecido do espaço-tempo de forma tão intensa que altera o próprio caminho que a luz percorre.

A estrutura do aglomerado funciona como uma lente colossal, ampliando e deformando a radiação proveniente de galáxias localizadas bem atrás dele. Essa curvatura produz os arcos luminosos azuis — na verdade, imagens de galáxias muito distantes que estão atrás do aglomerado. O resultado visual é um padrão que o cérebro humano reconhece instantaneamente como um rosto animado.

Desvendando cada componente do "sorriso"

Os dois pontos alaranjados brilhantes que formam os "olhos" são galáxias elípticas massivas identificadas como SDSSCGB 8842.3 e SDSSCGB 8842.4. Elas contêm bilhões de estrelas e exercem papel central na distorção gravitacional que cria o efeito visual.

Entre elas, um ponto esbranquiçado aparece como um "nariz", enquanto os arcos azuis que formam a "boca sorridente" representam múltiplas imagens deformadas de galáxias localizadas por trás do aglomerado.

A luz dessas galáxias distantes viaja pelo espaço curvado e chega até nós em múltiplas imagens, distorcida e formando os contornos luminosos que completam a ilusão de um rosto expressivo. Cada detalhe dessa composição cósmica surge da forma como a matéria massiva do aglomerado modifica a geometria do espaço ao seu redor.

A longa história das lentes gravitacionais

A ideia de que objetos maciços desviam luz não começou com Einstein. Isaac Newton já havia sugerido em 1704 que a gravidade poderia curvar raios luminosos, e a questão intrigou cientistas subsequentes.

Henry Cavendish explorou essa possibilidade em 1784, enquanto Johann Georg von Soldner realizou cálculos precisos do desvio esperado em 1801, publicando seus achados em 1804 — todos trabalhando dentro da gravitação newtoniana clássica.

Einstein retomou o tema em 1911 utilizando apenas o princípio da equivalência e chegou ao mesmo valor que Soldner havia calculado décadas antes. Sua formulação completa da Relatividade Geral não apenas confirmou esses resultados como os aprimorou e os enquadrou em uma compreensão renovada de como a matéria curva o espaço e o tempo.

As lentes gravitacionais observadas por telescópios modernos, como o Hubble, fornecem evidências diretas dessa predição einsteiniana centenária, servem como prova da existência de matéria escura e ajudam astrônomos a mapear as distribuições dessa matéria invisível no universo.

Se o rosto é uma ilusão, por que o artigo diz que a imagem é "completamente real"?

A confusão acontece porque existem dois tipos de ilusão aqui. O rosto é uma ilusão de ótica: nosso cérebro reconhece padrões familiares, como rostos, em formas aleatórias. Esse fenômeno se chama pareidolia. Os dados físicos captados pelo Hubble, porém, são reais: as galáxias existem, a luz foi desviada pela gravidade e os padrões luminosos da foto foram registrados pelo telescópio.

A "ilusão" está apenas na interpretação que nosso cérebro faz desses dados reais; não houve montagem digital ou manipulação. É como se o universo tivesse criado, por meio de processos físicos legítimos, uma forma que nosso cérebro reconhece como um rosto.

Fim dos tempos?

Cientistas fazem previsão assustadora sobre o fim do mundo para 13 de novembro, em poucas semanas

Previsão consta de um estudo publicado em 1960 na revista Science

17/10/2026 16h24

Foto: ArtHouse Studio/Pexels

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A sexta-feira, 13 de novembro de 2026, foi apontada há 66 anos como o dia em que o crescimento populacional do planeta atingiria um ponto sem volta. A previsão consta de um estudo publicado em 1960 na revista Science, assinado por Heinz von Foerster, Patricia M, e mora e Lawrence W. Amiot.

O trabalho não previa nenhum desastre externo, cometa ou guerra: a hipótese era que o próprio ritmo de expansão humana se tornaria descontrolado a ponto de colapsar sozinho. Batizado de "Doomsday: Friday, 13 November, A.D. 2026", o estudo chegou a essa data a partir de um cálculo sobre o tempo que a população mundial levava para dobrar de tamanho.

Mais de seis décadas depois, a demografia global seguiu uma trajetória diferente da projetada pelos três pesquisadores.

A lógica por trás do cálculo original

Von Foerster e os outros dois autores reuniram 24 estimativas populacionais que cobriam cerca de 2 mil anos de história humana. Com essa base, identificaram que o crescimento não seguia apenas uma curva exponencial. O ritmo era ainda mais rápido e se intensificava a cada novo ciclo.

A análise distinguia dois períodos da humanidade, e antes da industrialização, guerras, fome e epidemias funcionavam como freios naturais à expansão demográfica. No período moderno, porém, esses freios perderam força, e a curva de crescimento ganhou velocidade.

A extrapolação matemática dessa aceleração apontava para intervalos de duplicação cada vez menores, até que eles praticamente desaparecessem. Foi esse ponto teórico que resultou na data de 13 de novembro de 2026.

Para ilustrar o que isso significaria na prática, Von Foerster chegou a escrever que os tetranetos da geração atual não morreriam de fome, e sim sufocados pela própria multidão.

Por que a conta não se confirmou

O modelo de 1960 pressupunha que a expansão acelerada se manteria indefinidamente, sem considerar mudanças no comportamento da sociedade. Essa premissa foi o ponto fraco da projeção: nas décadas seguintes, a fecundidade recuou em diversos países, e o ritmo de crescimento populacional perdeu força em vez de acelerar.

Na prática, a trajetória demográfica observada não seguiu o caminho projetado pelo estudo. O cenário de expansão infinita, por consequência, nunca chegou perto de se realizar. Pesquisas conduzidas mais tarde pela Universidade de Toho e pelo Instituto de Tecnologia da Geórgia ajudaram a revisar esse tipo de projeção demográfica, incorporando variáveis sociais que o estudo original não considerava.

O que indicam as projeções mais recentes

Hoje, as Nações Unidas não trabalham com a hipótese de um crescimento populacional sem limite. A expectativa é de que o número de habitantes do planeta continue subindo por mais algumas décadas, mas em ritmo cada vez mais lento.

As estimativas atuais indicam um pico de população mundial perto de 10,3 bilhões de pessoas, projetado para meados da década de 2080. Após atingir esse patamar, a população deverá começar a diminuir gradualmente, chegando a aproximadamente 10,2 bilhões ao final do século.

É esse recuo no ritmo de crescimento, e não uma aceleração rumo ao caos, que caracteriza o cenário demográfico desenhado para as próximas gerações.

Velocidade impressionante

Enquanto avião comercial voa a 800 km/h, NASA indica que SR-71 poderia chegar a 4.280 km/h

Este que permanece como o avião mais rápido já construído

17/10/2026 15h16

Foto: Pixabay/Pexels

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O SR-71 Blackbird permanece como o avião mais rápido já construído: atingiu Mach 3,3 em 1976, na base aérea de Edwards, na Califórnia. Mais de 50 anos depois, engenheiros da NASA estudam modificações que poderiam levar o icônico avião tripulado a velocidades ainda maiores. Análises conduzidas nos anos 1990 indicaram que o Blackbird ainda tinha potencial de desempenho não explorado.

Cálculos de Conners indicam que a aeronave poderia alcançar aproximadamente 4.280 km/h em altitudes ideais, acima da marca registrada pelo avião.

O legado de um recorde duradouro

O desempenho alcançado pelo SR-71 em 1976 superou os aviões conhecidos até então. A velocidade de Mach 3,3 resultava de uma combinação de projeto, materiais especializados e motores capazes de funcionar a temperaturas e pressões extremas.

Aviões comerciais modernos, em comparação, voam rotineiramente a 800 km/h a 950 km/h durante a fase de cruzeiro — menos de um quarto da velocidade do Blackbird.

A velocidade ganhava importância no contexto da Guerra Fria, e o Blackbird foi desenvolvido como um avião espião de reconhecimento em alta altitude. Seu desempenho não era apenas uma demonstração de capacidade, mas uma necessidade operacional: permitia à aeronave evitar sistemas de defesa aérea adversários e completar missões de inteligência sobre territórios hostis.

 

Novas ambições: do passado para o futuro

Tim Conners, engenheiro responsável pela propulsão do SR-71 no Centro Dryden da NASA, conduziu estudos nos anos 1990 que indicaram ser possível elevar o desempenho da aeronave. Seus cálculos apontavam que modificações permitiriam ao Blackbird alcançar velocidades próximas a 4.280 km/h em condições de voo otimizadas.

A análise teórica dos anos 1990 voltou ao foco dos engenheiros da NASA. A possibilidade de retomar o projeto, antes restrita a estudos, levaria a aeronave a aproximadamente 4.280 km/h. Isso ultrapassaria o próprio recorde do Blackbird e ampliaria os limites conhecidos da velocidade aérea.

A diferença entre Mach 3,3 e as velocidades propostas parece pequena em números, mas impõe desafios maiores à integridade estrutural, ao comportamento dos materiais e à eficiência do sistema de propulsão.

Os engenheiros voltam a estudar os planos do avião mais rápido da história e, com eles, os limites do voo humano. Se saírem do papel, os projetos permitiriam superar recordes e ampliar a velocidade aérea sustentada.

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