Eleições

Posso levar o celular para votar? Veja o que é permitido na cabine de votação

Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deixou claro.

No dia 4 de outubro, o eleitor poderá levar o celular até a seção de votação e mostrar o e-Título aos mesários durante a identificação. O aparelho, porém, não poderá entrar na cabine, espaço reservado à urna eletrônica.

A restrição preserva o sigilo do voto e impede que imagens da urna sejam usadas como prova de escolha. Depois de confirmar a presença, o eleitor deve desligar o telefone e entregá-lo à mesa receptora, que o guarda até o fim da votação individual.

O que fica proibido levar para a cabine

Além do celular, máquinas fotográficas, filmadoras, equipamentos de radiocomunicação e qualquer dispositivo com capacidade de registrar, transmitir ou comprometer o sigilo do voto ficam barrados no espaço da urna.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deixa claro: quem se recusar a entregar o aparelho não poderá votar naquele momento. A recusa é registrada em ata, e a força policial pode ser acionada se houver resistência. A proibição também funciona como barreira contra a compra de votos, em que o eleitor seria forçado a apresentar prova visual da opção escolhida.

Como se preparar para votar sem o celular

Uma estratégia prática é anotar os números dos candidatos em um papel antes de entrar na cabine. Essa anotação é permitida pela Justiça Eleitoral e tende a agilizar a votação, reduzindo o tempo de espera nas filas.

A sequência de votação segue sempre a mesma ordem: deputado federal, deputado estadual, primeiro senador, segundo senador, governador e presidente da República. Quem organiza essa lista com antecedência evita hesitação na hora de digitar os números.

Outros usos do celular no dia da eleição

Fora da cabine, o telefone continua sendo uma ferramenta útil. O e-Título é o aplicativo oficial da Justiça Eleitoral, disponível para Android e iOS. Ele permite consultar o local de votação, emitir certidões, justificar ausência e pagar débitos eleitorais sem necessidade de deslocamento até um cartório.

Quem encontrar conteúdo falso ou descontextualizado sobre o pleito pode denunciá-lo pelo SIADE. O canal do TSE encaminha os casos às plataformas digitais e, quando há indício de crime ou infração administrativa eleitoral, aos órgãos competentes.

Astronomia

Astrônomos detectam um sinal misterioso vindo do espaço e ainda não sabem explicar sua origem

Os especialistas ainda não determinaram a natureza dos sinais.

16/10/2026 17h49

Foto: Lucas Pezeta/Pexels

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Dois sinais sem explicação foram captados por astrônomos durante a observação de um pequeno trecho do céu na constelação austral de Fornax. A descoberta usou dados do Campo Ultraprofundo (HUDF), um dos registros mais ricos em detalhes já produzidos do Universo em luz visível. Os especialistas ainda não determinaram a natureza dos sinais, que desafiam as explicações convencionais e levantam novas questões sobre fenômenos extremos no Universo.

A pesquisa teve à frente Mason Huberty, cientista vinculado à Universidade de Minnesota, e veio a público no periódico The Astrophysical Journal na segunda quinzena de setembro. A intenção da equipe era rastrear corpos celestes distantes e de brilho fraco, recorrendo à análise de linhas de emissão como ferramenta de busca. Esse método permite reconhecer, pela luz emitida por um corpo celeste, informações como sua composição química, temperatura e demais características físicas.

O achado que desafia explicações

Os cientistas encontraram seis galáxias distantes como esperado, mas um sétimo objeto se comportou de maneira inesperada. Ele brilhava intensamente no infravermelho próximo, mas não apresentava nenhuma outra linha de emissão que servisse como impressão digital química para identificá-lo.

A equipe fez duas observações, separadas por 88 dias, e registrou o mesmo sinal anômalo nas duas. A repetição descartou a possibilidade de erro instrumental ou de um artefato tecnológico passageiro e mostrou que os instrumentos captavam algo genuinamente incomum.

Hipóteses em debate entre os astrônomos

Os pesquisadores consideram duas explicações principais: o objeto poderia ser uma supernova ou um buraco negro no processo de desintegrar uma estrela. Nenhuma das duas teorias, porém, explica completamente as características observadas, e por isso, os dados continuam ambíguos.

Para avançar na investigação, os astrônomos afirmam que ainda é preciso confirmar o desvio para o vermelho do objeto e descobrir o que realmente provoca a emissão detectada. Segundo eles, um exame espectroscópico mais sensível e aprofundado teria condições de captar outras linhas de emissão até agora não detectadas, o que ajudaria a esclarecer tanto o desvio para o vermelho quanto a verdadeira natureza do objeto.

Por que linhas de emissão funcionam como "impressão digital" dos objetos celestes

Ao buscar linhas de emissão, os astrônomos procuram padrões específicos da luz emitida pelos objetos no espaço. Cada elemento químico, quando aquecido ou energizado, emite luz em comprimentos de onda precisos e únicos. É como se cada substância tivesse sua própria assinatura luminosa.

Ao capturar essa luz com instrumentos sensíveis, os cientistas conseguem identificar os elementos presentes e determinar a temperatura, a composição química e outras propriedades físicas do objeto.

No caso do sétimo objeto, o problema é justamente o oposto: ele brilha intensamente em infravermelho próximo, mas não emite as linhas de emissão esperadas que permitiriam identificá-lo. É como encontrar algo que brilha sem a assinatura química que deveria acompanhá-lo, e a ausência contraria o que os astrônomos esperavam.

Quando a repetição de um sinal não garante que sabemos o que é

A descoberta também mostra que repetir um sinal não basta para identificá-lo. Embora os astrônomos tenham registrado o mesmo sinal anômalo em duas observações separadas por 88 dias, isso descarta apenas a possibilidade de erro técnico ou falha passageira dos instrumentos.

A repetição confirma que algo real está sendo captado, mas não explica o que os cientistas estão vendo nem esclarece a natureza física do objeto. Ele pode continuar sendo um mistério mesmo que seja autêntico e verificável.

Por que os astrônomos não conseguem simplesmente identificar o objeto com as observações que já têm?

Porque o sétimo objeto não se comporta como esperado. Ele brilha em infravermelho próximo, o que indica emissão de luz, mas não é acompanhado pelas linhas de emissão características que permitiriam aos cientistas determinar sua composição química e outras propriedades.

As duas hipóteses principais — uma supernova ou um buraco negro despedaçando uma estrela — não explicam completamente as características observadas com os dados disponíveis. Para avançar, os pesquisadores precisam de observações ainda mais profundas e sensíveis, capazes de captar linhas de emissão adicionais e confirmar o desvio para o vermelho do objeto.

Essas informações são essenciais para determinar o que ele é.

Reflexão

Sócrates deixou uma lição sobre amizade: "Antes de precisar de um amigo, conheça o seu valor"

A frase atravessa séculos.

16/10/2026 17h22

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Um amigo deve ser avaliado como se avalia o dinheiro: antes de precisar dele, é preciso conhecer seu valor real. A frase, atribuída a Sócrates, atravessa séculos e leva quem a lê a repensar o próprio círculo de convivência. A comparação não tem relação com nenhuma transação comercial.

O filósofo grego usa a imagem do dinheiro para mostrar que o valor de uma amizade precisa ser reconhecido com antecedência, e não na urgência de um momento difícil.

O que a comparação com dinheiro realmente ensina

A avaliação de um recurso financeiro exige atenção prévia. Ninguém descobre o valor de uma reserva só na hora do aperto. O mesmo vale para as amizades: reconhecer quem está ao lado exige observação constante, não apenas nos dias de crise.

Relações genuínas não nascem de uma emergência pontual. Elas se formam pela repetição de gestos simples: ouvir, estar presente e sustentar a palavra dada mesmo quando não há nada em troca.

A visão socrática sobre o verdadeiro amigo

Na tradição atribuída a Sócrates, a amizade carrega peso moral: não se resume a companhia agradável, mas a uma via de crescimento pessoal. Quem é amigo de verdade provoca reflexão e estimula escolhas mais honestas, mesmo quando isso incomoda.

Esse entendimento afasta a ideia de amizade como troca de favores. O vínculo valioso se sustenta na sinceridade e no desejo real de contribuir para o bem do outro, sem cálculo de retorno.

Por que reconhecer esse valor antes da necessidade

É nas pequenas situações do dia a dia que se percebe quem realmente importa. Muita gente só nota a presença de certas pessoas quando enfrenta um problema sério — e aí já é tarde para construir confiança do zero.

Demonstrar reconhecimento nos momentos simples cria uma base sólida, capaz de resistir às mudanças inevitáveis da vida. Quem cultiva esse cuidado diário raramente fica sozinho justamente quando mais precisa de apoio.

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