Alerta dos psicólogos

Psicólogos explicam: quem toma banho à noite pode ser mais limpo e também mais sensível

Tomar banho à noite, em vez de pela manhã, pode parecer apenas uma questão de hábito, mas psicólogos associam essa prática a traços específicos de comportamento e personalidade.

Tomar banho à noite, em vez de pela manhã, pode parecer apenas uma questão de hábito, mas psicólogos associam essa prática a traços específicos de comportamento e personalidade. Quem prefere esse horário costuma usar o banho como espaço de relaxamento, reflexão e desconexão das obrigações cotidianas. As motivações variam conforme a pessoa.

Para alguns, remover a sujeira acumulada durante o dia é o foco principal; para outros, o banho noturno marca a transição entre as responsabilidades e o repouso. O horário de trabalho, preferências pessoais e o próprio ritmo biológico também influenciam essa escolha.

O banho noturno e o processamento mental

Shahab Haghyegh, professor da Faculdade de Medicina de Harvard e do Hospital General de Massachusetts, afirma que não existe um horário universalmente ideal para se banhar. Contudo, tomar banho antes de dormir pode favorecer o relaxamento e preparar o organismo para o descanso.

O padrão de pensamento ligado a esse hábito tende a ser mais deliberado e reflexivo. A ducha funciona como um espaço de processamento mental, onde a pessoa tem tempo para revisar os acontecimentos do dia e integrar as experiências vividas.

Ao contrário do banho matutino, associado ao despertar e ao início das atividades, o banho noturno se torna um momento de análise pessoal e introspecção.

O ritual de limpeza e a transição para o descanso

Segundo a Sleep Foundation, tomar banho uma ou duas horas antes de se deitar favorece o adormecimento. A redução posterior da temperatura corporal ajuda a preparar o organismo para o sono.

O banho também funciona como limite simbólico entre as obrigações e o tempo pessoal, marcando o momento em que terminam as atividades e começa o período de descanso.

Para quem escolhe esse horário, a ducha noturna pode se converter em um ritual de desconexão, especialmente para quem precisa separar mentalmente as responsabilidades do resto do dia.

A sensibilidade ao desconforto e a limpeza pessoal

Pesquisa publicada na Biblioteca Nacional de Medicina analisou a relação entre respostas de repugnância e diferentes condutas de higiene. Algumas pessoas se sentem desconfortáveis ao se deitar sem eliminar antes o suor e a sujeira acumulados durante a jornada.

Isso não significa que todas as pessoas que se banham à noite tenham uma personalidade determinada. O hábito pode estar relacionado a uma maior preocupação com a limpeza.

Banho noturno e introversão

O banho à noite também pode ser atraente para quem aprecia solidão e tranquilidade. Para pessoas com personalidade mais introvertida, esse espaço permite reduzir os estímulos externos e ter tempo exclusivo para si mesmas, longe das demandas do dia. O banho pode funcionar como espaço de regulação sensorial e relaxamento.

Um banho tranquilo ao final do dia oferece ambiente controlado, com menos estímulos e maior privacidade. Diferente de um banho rápido pela manhã, a rotina noturna permite que a pessoa reduza o ritmo e se prepare mentalmente para descansar.

O horário também pode estar relacionado aos cronotipos vespertinos, característicos de pessoas mais ativas e alertas durante a noite. Para elas, uma ducha noturna se integra naturalmente a uma rotina que se estende até mais tarde.

Mais avanços da IA

Antes mesmo de uma rua existir, a IA pode ajudar a prever onde surgirão futuros engarrafamentos

Um sistema de inteligência artificial desenvolvido por pesquisadores da New York University Tandon consegue prever onde se formarão congestionamentos nas cidades e dá aos planejadores urbanos a chance de agir antes

24/09/2026 07h22

Foto: Dapur Melodi/Pexels

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Um sistema de inteligência artificial desenvolvido por pesquisadores da New York University Tandon consegue prever onde se formarão congestionamentos nas cidades e dá aos planejadores urbanos a chance de agir antes. A abordagem inverte a lógica tradicional: em vez de reagir aos problemas de trânsito já instalados, as autoridades recebem informações para intervir antes que eles se materializem.

No modelo tradicional, o planejamento de trânsito funciona de trás para frente: uma via fica congestionada, dados são coletados e os gestores tentam resolver o problema. Anton Rozhkov, Pranav Nitin Motarwar e Rudra Patil criaram uma ferramenta que inverte esse fluxo e usa aprendizado de máquina para mapear onde surgirão gargalos.

Rozhkov concebeu a estrutura geral do sistema, enquanto Motarwar liderou o trabalho de previsão e Patil desenvolveu a análise espacial.

Uma plataforma em que as cidades confiam

O projeto nasceu de conversas entre Rozhkov e planejadores urbanos que enfrentavam um problema: as cidades querem adotar IA, mas raramente têm equipes técnicas próprias para construir sistemas sob medida. A segurança também preocupa, e compartilhar dados sensíveis sobre transportes com chatbots comerciais faz muitas agências hesitarem.

A solução foi desenvolver uma plataforma própria, hospedada localmente e projetada para ser intuitiva e acessível aos profissionais do dia a dia. O sistema integra previsão de tráfego, mapeamento espacial e um modelo de linguagem natural rodando nos servidores da cidade — eliminando riscos de vazamento de dados.

Para validar a abordagem, a equipe usou 15 anos de registros de trânsito de Nova York.

Testando dois métodos de previsão

Nova York se mostrou um laboratório ideal porque publica muitos dados sobre transporte. Os pesquisadores analisaram observações de tráfego coletadas entre 2009 e 2024 e compararam duas técnicas, e a primeira, o ARIMA, é um método estatístico consolidado.

A segunda, uma rede neural de memória de longo e curto prazo (LSTM), foi projetada para capturar padrões não lineares que se estendem por grandes conjuntos de dados.

O ARIMA identifica a sazonalidade, ou seja, padrões que se repetem, mas deixa lacunas. A LSTM preenche essas lacunas ao detectar variações que não seguem ciclos previsíveis, o que explica a maior parte de sua vantagem.

Em testes com dados inéditos de 2021 a 2024, a LSTM reduziu o erro de previsão para aproximadamente 343 veículos por dia, enquanto o ARIMA chegou a cerca de 418. Isso representa uma melhora de cerca de 18%, e o modelo projeta o tráfego médio diário subindo de 12.540 veículos em 2025 para 19.680 em 2029.

Mapeando congestionamentos no nível das ruas

Números agregados de tráfego, porém, dizem pouco aos gestores. Patil cuidou da dimensão espacial do projeto e usou o sistema H3, da Uber, para visualizar os dados de trânsito em uma grade de células hexagonais aninhadas. Esse layout permite que planejadores saiam da visão genérica da cidade inteira e focalizem padrões em bairros específicos ou até em cruzamentos problemáticos.

Algoritmos de agrupamento identificaram corredores onde congestionamentos pesados reapareciam ano após ano com consistência. Manhattan se destacou como o distrito mais congestionado, seguido pelos distritos de Brooklyn e Queens. A descoberta reforça um princípio: uma média no nível da cidade não orienta quem precisa decidir onde investir.

Planejadores precisam saber quais vias sofrem mais impacto — e essas costumam ser as mesmas, repetidamente.

Os pesquisadores alertam que os números projetados carregam incerteza e devem ser lidos como previsões, não como certezas. Mesmo assim, a plataforma oferece um caminho novo: antecipar congestionamentos em vez de apenas reagir quando já estão aí. Assim, as cidades ganham tempo para repensar a infraestrutura, o transporte público e as rotas antes que crises de mobilidade se instalem.

Extra

Qual a altitude máxima que um helicóptero pode alcançar?

Confira valores médios e comparações com aviões comerciais

22/09/2026 15h36

Reprodução / Freepik

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Helicópteros são aeronaves versáteis, capazes de pairar no ar, pousar em espaços pequenos e voar muito baixo — feitos que aviões convencionais não conseguem realizar. Mas essa versatilidade tem um preço: quando o assunto é altitude, essas máquinas ficam significativamente atrás dos aviões de asa fixa.

Enquanto aviões comerciais voam rotineiramente acima de 40 Mil pés, helicópteros com turbina conseguem atingir apenas cerca de 25 Mil pés (aproximadamente 7,6 mil metros) em voo horizontal. Quando se trata de pairar no ar — uma das características mais distintivas dessas aeronaves —, o teto cai ainda mais, geralmente para cerca de 10 Mil pés (aproximadamente 3 mil metros).

Limites operacionais de cada modelo

Cada helicóptero tem um limite máximo de altitude especificado no seu Manual de Operação (POH, sigla em inglês para Pilot's Operating Handbook). Esses limites existem por razões de segurança e também para manter a cobertura de seguros válida — pilotos devem respeitá-los rigorosamente durante o voo.

Os modelos mais populares apresentam variações significativas em seus tetos operacionais. O Schweizer 300 CB atinge 10 Mil pés, enquanto o Robinson R22 sobe até 14 Mil pés. Já o Bell 206 Jet Ranger chega a 13,5 Mil pés, e o Eurocopter AS 350 Astar alcança 20 Mil pés.

O Eurocopter SA 315B Lama, um dos mais potentes dessa categoria, voa até 23 Mil pés. Outros modelos como o Agusta Z139 e o Boeing Chinook CH-47F também atingem 20 Mil pés, enquanto o Mil MI-26 opera até 15,1 Mil pés.

Recordes que ultrapassam os limites convencionais

Apesar desses limites operacionais, helicópteros já demonstraram capacidade de superar essas altitudes em voos especiais. Fred North estabeleceu o recorde mundial em 2002 ao alcançar 12,954 metros — o equivalente a 42,5 Mil pés —, bem acima do teto convencional de qualquer modelo comercial. O voo foi realizado em um AS 350 B2 "Squirrel", especialmente preparado e 200 quilogramas mais leve que a configuração padrão. North usava uma jaqueta de compressão para lidar com o ar rarefeito e tinha oxigênio disponível durante a ascensão.

Um feito ainda mais impressionante ocorreu em 2005, quando o piloto de testes da Eurocopter, Didier Delsalle, pousou um helicóptero no topo do Monte Everest, a 8,848 metros (29,030 pés). Para viabilizar esse pouso extremo, Delsalle removeu elementos desnecessários da aeronave e reduziu seu peso em 120 quilogramas, ampliando sua capacidade de desempenho.

No dia seguinte, repetiu o pouso para comprovar que o primeiro não havia sido apenas sorte — um feito que demonstra a resiliência dessas máquinas em condições praticamente impossíveis.

Por que helicópteros não voam tão alto quanto aviões

O peso é um fator crítico nessa limitação, e quanto mais pesada uma aeronave, maior a potência necessária para levantá-la, e helicópteros tendem a ser relativamente pesados para seu tamanho. Quando o motor precisa gerar mais potência, as pás do rotor têm dificuldade em produzir a sustentação adequada para manter o voo.

O segundo fator é igualmente importante: tanto o motor quanto o rotor dependem de ar para funcionar. Em altitudes elevadas, o ar fica mais rarefeito, reduzindo a capacidade do motor de gerar potência e das pás de produzir sustentação.

Essa combinação — peso maior e ar mais fino — torna o voo em altitude progressivamente mais desafiador para os helicópteros, criando um teto operacional bem definido para cada modelo.

Condições ambientais e desempenho em voo

A pressão atmosférica cai conforme se sobe, tornando o ar mais fino, mas dois fatores amplificam ainda mais esse problema: calor e umidade. Pilotos que operam em regiões tropicais frequentemente mencionam estar em condição "quente e alta" — um cenário crítico para helicópteros.

Quando o ar está quente, ele se expande e menos moléculas estão disponíveis para o motor gerar potência ou para o rotor gerar sustentação. De forma semelhante, ar úmido contém mais vapor de água, deixando menos moléculas disponíveis para ajudar na sustentação do rotor.

Por isso, um helicóptero consegue voar mais alto em regiões frias como o Alasca do que em um ambiente úmido próximo ao Equador, mesmo na mesma altitude nominal.

Desafios práticos do voo em altitude

Teoricamente, o ar rarefeito em altitude causa todos esses problemas para helicópteros. Na prática, porém, outras considerações são igualmente importantes para um voo real bem-sucedido. Pairar, decolar e pousar exigem muito mais potência do que o voo horizontal — pairar é especialmente exigente para o sistema de rotor.

Isso significa que, mesmo que um helicóptero tenha potência suficiente para voar em uma altitude elevada, pode não ter reserva de potência para pairar e pousar com segurança naquela altura. Os pilotos precisam levar em conta não apenas atingir uma altitude, mas também executar as manobras essenciais de um voo real dentro desses limites de desempenho da máquina.

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