Alerta de um gênio

Stephen Hawking deixou um alerta: "O maior inimigo do conhecimento não é a ignorância"

Frase atribuída ao físico teórico circula há anos em textos sobre ciência

A frase atribuída ao físico teórico Stephen Hawking circula há anos em textos sobre ciência. E pensamento crítico: o maior inimigo do conhecimento não é a ignorância, mas sim a ilusão de conhecimento. Não há confirmação de que Stephen Hawking tenha dito a frase. Ela distingue duas situações que parecem semelhantes, mas funcionam de maneiras opostas.

Não saber algo abre espaço para buscar respostas por meio de perguntas, leitura ou investigação direta. Já acreditar que entende determinado assunto sem tê-lo compreendido de fato bloqueia esse movimento: a pessoa deixa de questionar o que pensa saber.

O engano do falso entendimento

A ideia não trata apenas da falta de informação, e ela aponta para uma armadilha mais sutil: supor que se domina um tema sem ter se aprofundado nele. Esse engano é arriscado porque elimina a autocrítica.

Uma pesquisa publicada na revista Cognitive Science em 2002, conduzida por Leonid Rozenblit e Frank Keil, mostrou que as pessoas tendem a inflar a própria capacidade de compreensão quando precisam explicar em detalhes mecanismos do cotidiano.

É comum lidar no dia a dia com um objeto ou uma ideia e, ao tentar explicar como aquilo realmente funciona, perceber que a compreensão nunca foi tão sólida quanto parecia.

Reconhecer a ignorância como ponto de partida

Há uma grande distância entre estar acostumado com algo e conseguir explicá-lo com clareza. É essa distância que explica por que a ilusão de conhecimento se instala tão facilmente. É possível conviver todos os dias com uma informação sem nunca se aprofundar nela.

Essa lógica muda o papel da ignorância: em vez de ser só uma barreira, ela vira uma ferramenta. Admitir o que ainda não se sabe é o primeiro movimento de qualquer aprendizado real, porque abre caminho para perguntas novas em vez de prender a pessoa a respostas que podem estar erradas.

Por que a certeza falsa trava o aprendizado

O risco surge quando alguém se convence de que já possui a resposta certa e abandona a curiosidade. Essa certeza mal fundamentada dificulta a assimilação de novas informações e a correção de erros, e afinal, quem acredita já entender dificilmente procura outra explicação.

A própria história dessa frase na internet ilustra a ideia que ela carrega: repetida à exaustão, ganhou peso de verdade estabelecida, mesmo sem nenhuma confirmação de que Stephen Hawking a tenha dito. Ela se espalhou como fato incontestável justamente porque quase ninguém parou para checar de onde vinha.

A associação repetida na internet, porém, não comprova que a frase seja autêntica.

Oportunidade

Quer morar de graça na Argentina? Vaga inclui trabalho em fazenda e cuidados com uma criança

A localidade oferece um cenário de lagos, montanhas e rios.

11/10/2026 15h37

Foto: Jeronimo Borra/Pexels

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<p>Um centro de permacultura no sul da Argentina procura voluntários para morar de graça em troca de trabalho em uma fazenda orgânica, cuidados com uma criança e participação em atividades comunitárias. A oportunidade está listada na plataforma Workaway e atrai pessoas interessadas em sustentabilidade e técnicas ancestrais de construção.</p>

<p>O projeto funciona em Trevelin, município da Patagônia argentina, e opera há mais de dez anos. A localidade oferece um cenário de lagos, montanhas e rios e serve de base para uma chacra autossustentável, que produz alimentos e vegetais ecológicos.</p><div style="max-width: 540px; margin: 1.2em auto; border: 1px solid rgb(222, 222, 222); border-radius: 12px; overflow: hidden; box-shadow: rgba(0, 0, 0, 0.1) 0px 1px 4px;"><a href="https://www.instagram.com/p/DCfPwalMnRS/" style="display:block;text-decoration:none;color:#000000;font-family:-apple-system,'Segoe UI',Roboto,Helvetica,Arial,sans-serif" target="_blank" rel="noopener"><div style="padding:14px 16px"><div style="font-size:11px;font-weight:600;color:#999999;letter-spacing:0.5px;text-transform:uppercase"> Instagram</div><div style="font-size: 16px; font-weight: 600; line-height: 1.4; margin-top: 6px;">Publicação no Instagram</div><div style="font-size:13px;color:#737373;line-height:1.4;margin-top:4px">Ver essa publicação no Instagram </div></div></a></div><p><br></p>

<h2>A infraestrutura e o cotidiano no centro</h2>

<p>A casa principal foi construída com técnicas ancestrais, usando barro (cob) e fardos de palha. O projeto se adapta às estações do ano com áreas de camping no verão e abrigo nos meses mais frios. O local conta com banheiros secos e chuveiros alimentados por energia solar, o que reforça a proposta de vida ecológica.</p>

<p>Os voluntários participam de trabalhos agrícolas na horta orgânica. Do plantio de árvores frutíferas, de tarefas de bioconstrução para expandir os espaços comunitários e do cuidado ocasional de uma criança de oito anos. Para isso, é preciso ter afinidade com crianças e disposição para passar tempo brincando.</p>

<p>Eles também participam de cerimônias tradicionais mensais de temazcal e realizam trabalho físico constante, com aprendizado prático sobre sustentabilidade.</p>

<h2>Quem pode se candidatar e como chegar</h2>

<p>O período mínimo de permanência é de duas a três semanas. Os candidatos precisam demonstrar compromisso, responsabilidade e flexibilidade para conviver em um ambiente familiar. Também devem respeitar a política de resíduo zero, que proíbe plásticos descartáveis, latas, embalagens contaminantes e cigarros no local.</p>

<p>Para chegar, o aeroporto de Esquel é o terminal aéreo mais próximo, com conexões diárias com Buenos Aires. Outra opção é voar até San Carlos de Bariloche e seguir de ônibus até Esquel. De lá, colectivos locais fazem o trajeto final até Trevelin. O acesso ao centro de permacultura é feito a pé ou por transporte privado.</p>

<p>Interessados podem consultar todos os detalhes e enviar candidatura pela plataforma Workaway.</p>

Curiosidades

Pessoas que vão sozinhas ao cinema possuem 5 virtudes sobre os outros, segundo a psicologia

Estudo foi publicado na revista Scientific Reports.

11/10/2026 14h29

Foto: Pavel Danilyuk/Pexels

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Escolher ir ao cinema sem companhia não marca uma pessoa como solitária ou tímida — muitas vezes indica justamente o oposto. Quem opta por ficar só voluntariamente valoriza o próprio tempo, faz planos independentes e pode desfrutar de amizades e relacionamentos enquanto aprecia momentos sozinho.

Um estudo publicado em 2023 na revista Scientific Reports acompanhou 178 adultos dos Estados Unidos e do Reino Unido durante 21 dias. Os pesquisadores constataram que, quando os participantes passavam mais horas sozinhos por escolha própria, relatavam menos estresse e maior sensação de autonomia. Os efeitos negativos típicos do isolamento também diminuíam quando esse período havia sido voluntário.

Concentração sem distrações na tela grande

A sala de cinema oferece algo que poucas atividades proporcionam: um ambiente em que praticamente não há outra coisa a fazer além de se concentrar na história.

Pesquisadores do Departamento de Psicologia Experimental da UCL mediram, durante duas horas, o ritmo cardíaco de espectadores com dispositivos biométricos. Constataram que a frequência cardíaca variava conforme os momentos do filme, sinalizando engajamento genuíno com o conteúdo.

Segundo o professor de Psicologia Cognitiva da UCL, a falta de distrações na sala escura cria um refúgio do caos cotidiano. Longe de notificações e compromissos, o cérebro entra em estado de repouso ativo e restaura a energia gasta pela hiperconexão.

Cinco características de quem escolhe essa experiência

Nem todas as pessoas que vão sozinhas ao cinema compartilham a mesma personalidade, mas essa escolha pode refletir cinco características. A primeira é a autonomia: decidir um plano sem depender de outra pessoa oferece liberdade para priorizar os próprios interesses e usar o tempo como desejar.

A segunda é a capacidade de concentração: algumas pessoas preferem estar totalmente atentas à narrativa, sem conversas ou interrupções que dividam a atenção. A terceira é o conforto com o próprio tempo: quando uma atividade gera interesse genuíno, a presença de companhia não é necessária para torná-la agradável.

A quarta característica é a menor necessidade de negociar, e quando se assiste a um filme com alguém, é preciso chegar a acordos sobre horários e sobre qual título escolher. Sozinho, o espectador elimina essas decisões e ganha tempo para atividades que realmente importam.

A quinta é a capacidade de reduzir o estresse: algumas horas sem interações representam um momento genuíno de descanso mental.

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