Atualização

Sua TV pode ficar sem Netflix: veja os modelos afetados a partir de 29 de setembro

A restrição atinge sistemas desatualizados.

A partir de 29 de setembro, televisores antigos de Samsung, LG, Sony e Panasonic e aparelhos Apple TV perderão acesso à Netflix. Isso ocorrerá porque seus sistemas operacionais não recebem mais as atualizações de segurança que a plataforma exige para funcionar. Quem tiver um desses modelos não conseguirá abrir, baixar nem atualizar o aplicativo da Netflix pelo menu do aparelho.

Por isso, a restrição atinge sistemas desatualizados, que não suportam as medidas de proteção implementadas nos últimos anos.

Como identificar se sua TV será afetada

Três sinais indicam que o aparelho foi afetado pela restrição: o ícone da Netflix desaparece da tela inicial. A loja de aplicativos rejeita qualquer tentativa de baixar ou atualizar o app e surge uma mensagem de erro ao abrir o serviço.

Antes de substituir o aparelho, consulte o manual ou acesse o menu de configuração para confirmar o modelo exato e a versão do software instalada.

Também é possível verificar a compatibilidade diretamente na loja de aplicativos do televisor ou nos portais oficiais do fabricante e da Netflix, e a checagem leva minutos e evita decisões precipitadas.

Televisores Samsung, LG, Sony e Panasonic na lista

Na Samsung, Smart TVs anteriores a 2016 que usam o sistema Orsay OS ficam sem acesso. Na LG, telas antigas sem versões recentes de webOS são atingidas, sobretudo as séries Nano LED LM9600 e Infinia LX9500, lançadas antes da consolidação do sistema operacional atual da marca.

Os televisores Sony Bravia das séries KDL, XBR e W95 também perdem compatibilidade porque usam software Linux proprietário. Os Panasonic VIERA de gerações anteriores, como as famílias VT50, AX900 e TC-P50VT25, entram na restrição. Os aparelhos Apple TV de primeira, segunda e terceira geração também ficam de fora do serviço.

Soluções práticas para continuar assistindo

Um televisor segue funcionando normalmente mesmo após perder Netflix — a limitação afeta apenas o app nativo. Um Chromecast, Fire TV ou Roku restaura o acesso à plataforma: basta conectar o dispositivo a uma porta HDMI, vinculá-lo à rede WiFi e selecionar essa entrada no controle remoto.

Para manter a compatibilidade, o televisor precisa de um sistema operacional que ainda receba atualizações de software e segurança. Modelos com versões recentes de webOS, Android TV ou outros sistemas ativos garantem suporte contínuo para o aplicativo da Netflix.

Curiosidades

Mulher compra escultura por menos de R$ 400 em bazar e descobre que obra vale R$ 10 milhões

A venda ocorreu em Nova York.

03/10/2026 11h22

Foto: Reprodução

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Guardada por anos sem chamar atenção, uma pequena imagem budista de bronze dourado, de 16,5 centímetros, acabou no centro de um dos casos mais surpreendentes já vistos em leilões de arte chinesa. Adquirida em um bazar de garagem por um valor que não passou de US$ 100, a peça acabou vendida por US$ 2,06 milhões, quantia equivalente a cerca de R$ 10 milhões pela cotação atual.

A venda ocorreu em Nova York no dia 16 de setembro, durante o leilão de Arte Chinesa Importante promovido pela Sotheby's, conforme informou o site The Times of India. Há cerca de duas décadas a peça já estava com a proprietária, que por muito tempo não fazia ideia de que se tratava de uma obra associada a um momento preciso da história da China.

Do bazar de garagem ao evento de avaliação

O bazar onde a peça foi comprada pertencia ao espólio de Trezevant Branam Winfrey, e a proprietária quase deixou de comparecer ao evento porque receberia 15 pessoas para um almoço naquele dia. Foi só depois, ao levar a escultura a uma avaliação do programa Antiques Roadshow em St.

Louis, nos Estados Unidos, que a origem histórica da obra começou a ganhar atenção. A partir daquele momento, o caminho até o leilão da Sotheby's se tornou mais claro. A imagem representa a divindade Cintamanicakra Avalokiteshvara, uma das formas menos comuns entre as representações desse personagem no budismo chinês.

Lances superam estimativa em minutos

Antes do início dos lances, a casa projetava um valor entre US$ 600 mil e US$ 800 mil para o item. Bastaram sete minutos de disputa entre compradores interessados para que o preço disparasse muito além dessa previsão inicial.

A diferença entre a estimativa e o resultado final é explicada pela raridade da representação religiosa e pela procedência histórica atribuída à peça. Avalokiteshvara, também chamado de Guanyin, é uma das figuras mais cultuadas do budismo chinês, com formas que se transformaram ao longo dos séculos conforme diferentes sutras eram traduzidos e a religião se espalhava pelo país.

Seis braços e símbolos religiosos

A figura carrega seis braços, cada um associado a um elemento da tradição budista. Uma das mãos aparece junto ao peito, portando o cintamani, joia associada à realização de desejos, enquanto outra segura o chakra, símbolo que representa a roda do dharma.

Há ainda o caule de uma flor de lótus em outra mão, além de um mala, o rosário usado em práticas de meditação. A Sotheby's atribuiu a peça ao período final da Dinastia Tang, entre os anos de 618 e 907, ou ao período das Cinco Dinastias que se seguiu.

Antes de chegar ao leilão, a escultura apresentava danos visíveis em um dos braços, nos dedos e nas extremidades, além de desgaste no douramento original. Mesmo com essas marcas do tempo, o estado da peça não impediu que ela alcançasse um valor tão distante do que havia custado décadas antes.

Outras peças chinesas também surpreenderam

Na mesma sessão de Arte Chinesa Importante, um conjunto raro do Sutra da Iluminação Perfeita, encomendado pelo imperador Qianlong em 1746, foi vendido por US$ 2,66 milhões. Um raro recipiente de jade branco para pincéis, conhecido como "Imperial Procession" e produzido durante o período Qing, entre os reinados dos imperadores Qianlong e Jiaqing, alcançou os mesmos US$ 2,06 milhões da escultura budista.

O Art Institute of Chicago também colocou à venda um lote de peças de jade chinesas, e todas as unidades encontraram comprador, rendendo ao todo US$ 3,2 milhões.

História

Parecia impossível desde 2005: IA consegue decifrar misterioso código nazista

Pesquisa e simulação histórica se combinaram.

03/10/2026 10h44

Foto: igovar igovar/Pexels

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Dois modelos de inteligência artificial resolveram enigmas criptográficos que resistiam havia décadas, superando barreiras que nem pesquisadores especializados em criptologia haviam conseguido vencer. Os modelos GPT-6 Astra e Claude Opus 5 recuperaram mensagens codificadas pela máquina Enigma, usada pela Alemanha nazista durante a Segunda Guerra Mundial. E que ficou célebre pelos esforços de Alan Turing para quebrar seus códigos.

Nos dois casos, pesquisa e simulação histórica se combinaram, mostrando como os sistemas atuais enfrentam problemas que antes exigiam meses de trabalho humano.

Uma mensagem de 2005 finalmente decifrada

Carter Leffen pediu ao Astra que procurasse, em um banco de dados, uma mensagem da Enigma que nunca havia sido reconstruída. O modelo examinou arquivos históricos, cruzou pistas e criou uma simulação funcional da máquina para recuperar o texto original.

O Astra decifrou, em dois dias, uma mensagem da Enigma que resistia desde 2005. Leffen usou a mesma tecnologia para montar um site interativo sobre o caso e tornar a descoberta acessível ao público.

Validação e questões em aberto

O engenheiro elétrico aposentado Frode Weierud, que mantém o site Crypto Cellar dedicado à pesquisa de códigos históricos. Validou a solução do Astra e ficou admirado com a capacidade do modelo de agir como pesquisador e criptanalista ao mesmo tempo.

Durante a busca, o Astra citou mensagens de uma "coleção particular" que não estava no banco de dados de Weierud. Não se sabe se o sistema teve acesso real a esse material ou se os documentos circulam entre pesquisadores na internet ou em arquivos públicos do governo alemão. Ainda assim, Weierud reconheceu o rigor da abordagem como inédito.

Outra vitória com estratégia diferente

Em 21 de setembro, o criptanalista Jack Willis relatou a Weierud um sucesso parecido, obtido com o Claude Opus 5. Desta vez, Willis usou outra metodologia: deu orientações específicas ao modelo, incluindo uma pista baseada no nome já conhecido de um oficial envolvido.

Com esses detalhes em mãos, o Claude Opus 5 reconstruiu o texto original da mensagem. Autonomia de pesquisa de um lado e informação direcionada de um especialista humano do outro mostram caminhos distintos para o mesmo tipo de solução.

Desafios que persistem

Sete mensagens da Enigma continuam sem solução conhecida, e uma oitava traz uma complicação a mais: o texto original já é conhecido, mas o código continua intacto. Cada descoberta recente reduz o número de registros históricos que ainda resistem à decifração.

A aplicação contínua de novos recursos de IA a problemas históricos desse tipo torna menos provável que as mensagens restantes fiquem sem resposta. Nenhuma ferramenta anterior combinava pesquisa, simulação e velocidade para decifrar códigos que já pareciam definitivamente perdidos.

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