Com as festas de final de ano se aproximando, o fluxo de veículos nas estradas irá escalar, especialmente em direção a lugares turísticos. Cortado por mais de 1,7 milhão de quilômetros de rotas e rodovias, o Brasil apresenta a quarta maior malha rodoviária do mundo. Contudo, ao fazer as malas para trafegar, é necessário se atentar aos riscos iminentes à frente do volante.
A fim de alertar os motoristas de todo o país sobre as problemáticas nas rodovias, a Confederação Nacional do Transporte (CNT) realiza anualmente estudos sobre o setor e detalha as condições gerais encontradas. Nesse processo, são destacados elementos como placas, faixas de sinalização, condições de tráfego da via, presença de acostamento, entre outros.

Para entender a dinâmica por detrás das vias nacionais, são 75,8 mil km de extensão total da malha federal, dos quais 65,4 mil km possuem pavimentação. Em resumo, as BRs servem para interligar as regiões, o que não descarta a aparição de problemas ao longo do percurso. Mas, afinal de contas, quais são as estradas mais perigosas do Brasil segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT)?
Confira o ranking:
1º lugar – BR-101: Apesar de ocupar o status de segunda maior estrada do país, a rodovia apresenta trechos com péssimas condições de conservação, além de pistas estreitas. No ano de 2024, o DNIT registrou 12.776 sinistros, com mais de 730 mortes. Em resumo, a BR faz integração entre as regiões Nordeste e Sul do Brasil, margeando todo o litoral.
2º lugar – BR-116: Ligando o Ceará até o Rio Grande do Sul, a rodovia é a maior do país, mas a segunda mais perigosa. Embora atravesse 10 estados, está longe de ter as melhores condições para trafegar, fator evidenciado no número de acidentes. Sobretudo, foram contabilizados 11.454 sinistros na estrada, com pelo menos 819 óbitos.
3º lugar – BR-381: Composta por 1.181 km de extensão, surpreende grande parte dos motoristas por apresentar curvas sinuosas. Como resultado dos perigos iminentes, é popularmente chamada de “rodovia da morte”. Somente no ano passado, os órgãos competentes registraram 3.450 sinistros, mais de 4.000 feridos e aproximadamente 218 mortos.
4º lugar – BR-040: Partindo de Brasília em direção às extremidades do país, a rodovia conta com mais de 1.179 km de extensão e muitos trechos considerados perigosos. Por grande parte dos trajetos não apresentar pista duplicada e com sinalização inadequada, registrou 3.359 sinistros em 2024 e cerca de 205 mortes.
5º lugar – BR-153: Popularmente conhecida pelos nomes de Rodovia Transbrasiliana e Rodovia Belém-Brasília, nasce na cidade de Marabá (PA) e percorre 3.255 km até a cidade de Aceguá (RS). Tomada por grande fluxo de veículos, especialmente os de carga, exige atenção redobrada. Com trechos com curvas fechadas e ausência de acostamento, anotou 2.718 sinistros e 270 óbitos.
6º lugar – BR-163: Embora seja uma das mais importantes do interior do Brasil, não apresenta as melhores condições para trafegar. Composta por 3.470 quilômetros, interliga seis estados das regiões Sul, Centro-Oeste e Norte. Na rodovia em questão é comum ocorrer o escoamento da produção agrícola, mas o tráfego intenso culminou em 2.516 sinistros e 240 óbitos na rodovia.
7º lugar – BR- 364: Interligando o Sudeste ao Norte, percorre 3.264 km. O problema é que os trechos mal conservados de Rondônia e Acre são considerados os mais perigosos. Para uma melhor compreensão, no ano passado, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes registrou 2.256 sinistros na rodovia, resultando em 194 mortes.
8º lugar – BR-277: Caracterizada por 732 km de extensão e por fazer a ligação entre o Porto de Paranaguá e a Ponte Internacional da Amizade, em Foz do Iguaçu (PR), é considerada uma das rodovias mais perigosas do estado. Por sua vez, anotou 2.061 sinistros e 164 óbitos.
9º lugar – BR-262: Apresenta-se em 2.213 quilômetros de extensão e interliga os estados do Espírito Santo, Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Conforme o DNIT, a rodovia registrou mais de 1.800 sinistros ao longo de 2024, resultando em 152 óbitos.
10º lugar – BR-230: Possuindo 4.260 km de extensão, foi inaugurada em 1972, mas possui diversas partes inacabadas até hoje. No período chuvoso, os trechos compreendidos dentro do bioma amazônico ficam intrafegáveis. Em 2024, o DNIT registrou 1.724 sinistros na rodovia, resultando em 175 óbitos.
*É válido destacar que o ranking em questão levou em consideração os acidentes que ocorreram entre janeiro e dezembro de 2024.





