A Anvisa proibiu a comercialização de suplementos que contenham ora-pro-nóbis, como o Eronobis e o Oliver Turbo. Os produtos estavam sendo vendidos sem registro ou notificação junto à agência e com alegações de fornecer energia e benefícios não comprovados cientificamente.
A agência já havia determinado que suplementos com essa planta não têm segurança ou eficácia comprovada, tornando sua venda irregular. Outro caso envolveu o pó para preparo de bebida vegetal da marca Livestrong/Essential Nutrition, que utilizava proteína de fava hidrolisada sem avaliação prévia, configurando comercialização irregular.

Alimentos com creatina
A Anvisa também proibiu produtos alimentícios que contenham creatina em preparações não autorizadas, como picolés de açaí, guaraná e canela da marca Linha Suplementar. A creatina só é aprovada em suplementos alimentares destinados a adultos e não pode ser adicionada a alimentos convencionais. A inclusão em produtos como sorvetes caracteriza venda irregular e aumenta riscos à saúde, motivando a suspensão desses itens.
Vinagre de maçã
Outro produto alvo da fiscalização foi o vinagre de maçã da marca Castelo, lote 12M2, que apresentou concentração elevada de dióxido de enxofre (340,65 mg/kg ou mg/L) sem a devida declaração no rótulo.
A presença de aditivos não informados viola normas de rotulagem e segurança alimentar, resultando na suspensão do lote. A empresa informou que está tomando todas as medidas necessárias para recolher o produto e comunicar os consumidores.
O setor de suplementos lidera o ranking de infrações sanitárias no Brasil. Entre 2020 e 2025, 63% dos processos de investigação abrigavam produtos irregulares. A Anvisa orienta que os consumidores verifiquem sempre o número de registro no site da agência antes de adquirir qualquer produto.





