Práticas comuns passam despercebidas por muitas pessoas, mas em alguns casos é possível garantir uma fonte de renda extra sem precisar sair de casa. Embora sejam vistas como peças de descarte, as tampinhas de garrafas de leite representam valor social e ecológico. A título de compreensão, muitas organizações recolhem os materiais para vender a recicladores, financiando projetos a curto prazo.
As tampas são fabricadas de polipropileno, material amplamente reciclável. Além de estimular a preservação ambiental, a utilização da peça ganhou forças no artesanato, dinamizando a popularidade nas redes sociais. Por outro lado, a Fundação Garrahan, da Argentina, tem promovido campanha solidária para financiar diversos projetos sociais e médicos.

Em suma, reciclar o objeto possibilita a dinamização de causas sociais, o artesanato e preservar o meio ambiente. Para se ter uma noção, o estudo Plastic pollution: Pathways to net zero, do banco Credit Suisse, confirmou a produção de mais de 400 milhões de toneladas de plástico ao redor do mundo anualmente. Isso corresponde a aproximadamente 57 quilogramas de plástico por habitante.
Brasil se destaca por reaproveitamento de tampinhas e demais materiais recicláveis
De acordo com a Associação Brasileira da Indústria do PET (Abipet), o Brasil reciclou cerca de 410 mil toneladas de polietileno tereftalato (PET) pós-consumo (garrafas, embalagens e demais produtos feitos de PET) em 2024. A título de curiosidade, a façanha em questão superou em 14,2% a quantia reciclada desde 2021.
No ano passado, os produtos reciclados representaram 32% do faturamento bruto total de toda a indústria do PET, o que equivale a R$ 5,6 bilhões dos R$ 17,7 bilhões faturados. Segundo o presidente da Abipet, Auri Marçon, o setor passa por dificuldades para ampliar o montante reciclado, mas tem motivos de sobra para comemorar.
“Sem coleta robusta e sem coleta seletiva, é muito difícil passar [dos 53%]. Atingir esse patamar já é uma coisa que não existe no mundo. [A indústria] Recicla mais da metade do PET em um país onde não tem coleta seletiva”, afirmou o executivo em entrevista ao Valor.





