Consolidada no mercado por fabricar uma vasta gama de chocolates, a multinacional suíça Nestlé decidiu ampliar seu prestígio no segmento. Em setembro de 2023, a empresa adquiriu a compra do Grupo CRM, responsável pelas marcas Kopenhagen e Brasil Cacau, em uma transação no valor aproximado de R$ 4,5 bilhões.
A princípio, a Kopenhagen havia sido comprada em 2020 por fundos da gestora de private equity americana Advent, que decidiu sair do negócio três anos depois. Em contrapartida, a Brasil Cacau, que já era uma rede de chocolates populares, ampliou sua dinastia. A venda das ações aumentou o portfólio de produtos no país sul-americano, enquanto a empresa suíça ampliou sua presença no varejo especializado.
Para uma melhor compreensão da grande sacada da Nestlé, com mais de mil lojas, o Grupo CRM consistia em um dos maiores franqueadores do território brasileiro. Por outro lado, a Kopenhagen é reconhecida pela qualidade superior de seus produtos, enquanto a Brasil Cacau oferece produtos acessíveis ao consumidor, façanha que eleva as vendas.
O que mudou com a venda?
Segundo o comunicado emitido pela empresa, a operação do Grupo CRM seguirá sob o comando de Renata Moraes Vichi, executiva que está na companhia há 25 anos. Na visão da Nestlé, o controle acionário lhe permitirá atuar em segmentos diversos, aumentando o cardápio para uma estrutura de negócios mais moderna que irá garantir experiências exclusivas aos consumidores.
“Em termos de governança, nada muda. Continuamos como uma empresa standalone, operando o negócio de forma apartada. A Nestlé vê muito valor no plano de crescimento do grupo CRM, que é expandir os negócios através do nosso próprio canal. Hoje, mais de 95% da nossa distribuição é por franquias. Temos mapeado aproximadamente 3 mil lojas para serem abertas nesse sistema”, explicou Vichi.





