O Brasil tem enfrentado em crescente número de contrabando de canetas emagrecedoras ilegais. De acordo com os dados da Receita Federal, em 2024 foram apreendidas 2.500 unidades, mas o número subiu para 30 mil no ano passado. O valor da carga apreendida é de mais de R$ 30 milhões.
As autoridades alertam que o contrabando das canetas emagrecedoras representam um grave risco de saúde pública. Em nota, a Anvisa informou que os medicamentos sem registro não podem ser comercializados no Brasil, tendo como única hipótese a importação excepcional por pessoa física, para tratamento da própria saúde e com prescrição médica.

“As pesquisas têm identificado que se apreende apenas 5% de tudo que passa. Então, este mercado possivelmente é de R$ 600 milhões”, disse o presidente do Instituto de Desenvolvimento Econômico e Social de Fronteira (IDESF), Luciano Stremel Barros, em entrevista ao programa Fantástico, da Globo.
Venda ilegal de canetas emagrecedoras vira um problema no Brasil
Já o auditor fiscal da Receita Federal, Daniel Link, lembrou que a pessoa que comprar esse tipo de material de forma irregular pode ter a certeza de que está adquirindo um medicamento sem a devida refrigeração e sem as condições adequadas para uso. Por conta disso, se torna um grave risco à própria saúde, além de não conseguir realizar o efeito desejado.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia, o tratamento com as canetas emagrecedoras pode ser visto como um “divisor de águas” para pessoas que lutam contra a diabtes e obesidade, por exemplo. Por outro lado, afirma que os medicamentos devem ser produzidos por laboratórios que sejam autorizados pela Anvisa, passando assim por todos os testes de aprovação de qualidade antes de serem comercializados ao público.





