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Alexandre de Moraes confirma pagamento à mulheres vítimas de violência doméstica

Por Iara Alencar
22/08/2025

Nesta quinta-feira (21), a maioria dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) pegou a todos de surpresa. Isso porque uma votação favoreceu pagamento de benefício temporário pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a vítimas de violência doméstica. De acordo com Alexandre de Moraes, é necessário se atentar ao “machismo estrutural” presente na sociedade.

A título de compreensão, a Lei Maia da Penha garante o direito ao afastamento do trabalho para vítimas de violência doméstica, sem prejuízo do salário, por até seis meses. Contudo, o INSS argumenta que não pode ser obrigado a arcar com os pagamentos, por falta de previsão legal. Diante do entrave, o STF assumiu às rédeas ao apoiar o pagamento do benefício como uma espécie de auxílio-doença.

Foto: G1

Segundo o voto do relator, ministro Flávio Dino, a Justiça estadual tem autoridade para determinar o pagamento do benefício com base na Lei Maria da Penha, com o objetivo de assegurar o cumprimento da medida protetiva em favor da vítima de violência. “O sistema normativo deve ser interpretado no sentido de conferir a maior proteção à mulher vítima de violência doméstica e familiar”, explicou.

Diante da liberação do benefício, cabe à Previdência Social acionar a Justiça Federal para que os valores possam ser ressarcidos à autarquia pelos responsáveis pela violência. No mais, Flávio Dino se juntou aos ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia, Luiz Fux e Dias Toffoli como votos favoráveis.

“Além da própria remuneração, é importante destacar que também devem ser mantidos o recolhimento fundiário e previdenciário, a contagem do tempo de serviço e todos os consectários da relação trabalhista firmada, a fim de que a vítima de violência doméstica não seja duplamente prejudicada pela situação em que se encontra por circunstâncias alheias a sua vontade”, escreveu Dino. 

Importância da medida aprovada por Alexandre de Moraes e demais ministros

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2013, o Brasil foi realocado ao quinto lugar, num ranking de 83 países onde mais se matam mulheres. A título de entendimento sobre a grave situação, foram contabilizados 4,8 homicídios por 100 mil mulheres, em que quase 30% dos crimes ocorrem nos domicílios.

Por sua vez, o Painel Violência Contra a Mulher mostrou que, em 2024, o aumento de casos de feminicídio julgados foi de mais de 225% (10.991) em comparação com 2020 (3.375). Em suma, o número de casos novos no ano passado também aumentou: foram 8.464 processos registrados no total. Contudo, a quantidade de processos julgados superou o de novos casos para aquele ano. 

“O painel demonstra o volume significativo de processos de feminicídio e violência doméstica que chegam ao Judiciário. Com ele, podemos monitorar a resposta da Justiça no julgamento desses casos e reforçar a efetividade da legislação de proteção às mulheres”, afirma a conselheira Renata Gil, supervisora da Política Judiciária Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres no Poder Judiciário.

Dúvidas, críticas ou sugestões? Fale com o nosso time editorial.
Iara Alencar

Iara Alencar

Formada em Comunicação Social (Jornalismo) pela Universidade Federal de Alagoas. Tem experiência com assessoria de comunicação, com passagem pela Secretaria Municipal de Assistência Social de Maceió. Já atuou como redatora em sites esportivos (Portal Times) e na produção de conteúdo para web.

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