A empresa de biotecnologia Science Corporation, fundada por Max Hodak, ex-presidente da Neuralink, desenvolveu um chip ocular capaz de restaurar parcialmente a visão de pessoas com degeneração macular, doença que afeta milhões de pessoas no mundo. Chamado de Prima, o dispositivo é implantado atrás da retina e tem lançamento previsto para 2026, inicialmente na Europa.
O chip foi criado em parceria com a Universidade de Stanford e passou por testes clínicos com 38 pacientes acima de 60 anos, em países como França, Holanda e Reino Unido. A tecnologia mostrou bons resultados em pessoas com degeneração macular relacionada à idade (DMRI), uma das principais causas de perda de visão no mundo.

Como o chip devolve parte da visão
O Prima tem apenas 2 milímetros de tamanho, 400 eletrodos e espessura menor que um fio de cabelo. Ele funciona junto com óculos especiais que capturam imagens e as convertem em sinais elétricos.
Esses sinais são enviados ao implante, que estimula as células retinianas ainda funcionais e transmite as informações visuais para o cérebro. Assim, o paciente volta a perceber luzes e formas, mesmo em estágios avançados da doença.
A tecnologia está em análise regulatória na Europa e nos Estados Unidos pela Food and Drug Administration (FDA). Segundo Hodak, a Science já trabalha em uma nova versão do chip com implantes maiores e eletrodos menores, o que pode ampliar o campo de visão e oferecer imagens mais nítidas.
Com US$ 250 milhões em investimentos desde sua criação, a empresa também pesquisa interfaces neurais bio-híbridas, que unem neurônios a dispositivos eletrônicos para tratar sequelas de AVC e Parkinson.




