A história da iRobot se confunde com a popularização dos robôs aspiradores no mundo. Fundada nos Estados Unidos, a empresa ganhou relevância ao lançar a linha Roomba, que redefiniu a limpeza doméstica automatizada e criou um novo segmento de consumo.
O pedido de recuperação foi apresentado à Justiça norte-americana junto ao anúncio da venda de todos os ativos para a Picea Robotics, empresa chinesa que já atuava como principal fornecedora da iRobot.
Caso o acordo seja aprovado, a operação da marca será mantida sob nova gestão, com previsão de conclusão do negócio em fevereiro de 2026. A empresa afirma que aplicativos, suporte técnico e fornecimento de peças seguirão ativos no curto e médio prazo.

Da inovação ao colapso financeiro
A iRobot construiu sua posição ao transformar tecnologia militar e industrial em produtos domésticos acessíveis. O Roomba se tornou referência global e chegou a dominar o mercado em diversos países, sustentado por patentes, reconhecimento de marca e forte presença no varejo. Durante anos, esse modelo garantiu receita estável e expansão internacional.
O cenário começou a mudar com o aumento da concorrência asiática, que passou a oferecer robôs mais avançados, com sensores e mapeamento sofisticados, a preços mais baixos. Ao mesmo tempo, os custos de produção e logística aumentaram, pressionando margens e reduzindo competitividade. A dependência de fornecedores externos também limitou a capacidade de reação da empresa.
A situação se agravou após o fracasso da aquisição pela Amazon, avaliada em US$ 1,7 bilhão, barrada por autoridades regulatórias da União Europeia em 2024. Sem o aporte esperado, a iRobot enfrentou dificuldades para sustentar operações e investimentos. Em março de 2025, a empresa já havia comunicado ao mercado dúvidas sobre sua continuidade financeira.





