Um estudo recente liderado pela Universidade Monash, na Austrália, trouxe à tona estratégias eficazes para reduzir o risco de demência entre idosos. Publicado em outubro de 2025 no International Journal of Geriatric Psychiatry, o levantamento envolveu mais de 10.800 participantes com 70 anos ou mais. Foram analisados os hábitos de ouvir música e tocar instrumentos, verificando efeitos significativos na saúde cognitiva.
As atividades musicais demonstraram impactos distintos: ouvir música regularmente estava associado a uma redução de 39% no risco de demência, enquanto tocar um instrumento resultou em uma diminuição de 35%.
A combinação das duas práticas levou a uma redução de 33% no risco de demência e 22% no comprometimento cognitivo. Esses resultados reforçam a importância do envolvimento constante com a música para a saúde mental na terceira idade.
Os benefícios musicais além da cognição
A música ativa diversas áreas do cérebro, promovendo estimulação cognitiva crucial para manter as funções intelectuais. Não se limita à melhoria da memória; também auxilia no raciocínio lógico e na capacidade de resolução de problemas.
Ouvir músicas e participar de atividades musicais em grupo pode também estimular interações sociais entre os idosos. Esses encontros não apenas proporcionam benefícios intelectuais, mas também emocionais, promovendo uma sensação de pertencimento e melhorando a qualidade de vida.

Música: um caminho para a saúde mental dos idosos
Embora ainda não haja cura para a demência, identificar estratégias que retardam seu avanço é essencial. A pesquisa destaca como o envolvimento musical pode ser uma solução viável, mostrando que a música não só entretém, mas promove a longevidade cognitiva e transforma vidas.





