A rede de farmácias Maxxi Econômica, com sede no Sul do Brasil, anunciou que entrou em recuperação judicial devido a uma dívida superior a R$ 70 milhões. Essa decisão foi tomada para evitar a falência prevista para 2025 e permitir a manutenção de cerca de 60 lojas ativas.
A recuperação judicial é uma estratégia para suspender cobranças e reorganizar as finanças da empresa em um cenário econômico desafiador. A deterioração rápida da situação financeira da Maxxi Econômica é atribuída a diversos fatores.
O acúmulo de dívidas com bancos, fornecedores e obrigações trabalhistas tornou insustentável a operação sem a intervenção judicial. A empresa optou pela recuperação para ganhar tempo e reorganizar suas finanças, com o objetivo de evitar o fechamento de lojas e a perda de empregos.

Composição da dívida
A dívida da Maxxi Econômica é composta por empréstimos bancários, atrasos em pagamentos a fornecedores e débitos tributários. Embora a dívida declarada seja de R$ 71 milhões, este valor pode ser ainda maior ao considerar outros compromissos financeiros. Os débitos tributários, por exemplo, elevam o passivo total para perto de R$ 100 milhões, refletindo a gravidade da situação.
A crise financeira da Maxxi Econômica não ocorreu isoladamente. A pandemia teve um impacto significativo, reduzindo o consumo e aumentando os custos logísticos. Além disso, a alta dos juros encareceu o crédito em um setor já pressionado. As enchentes que atingiram o Rio Grande do Sul em 2024 também afetaram cerca de 20 unidades da rede, comprometendo o faturamento e os estoques.
O plano de recuperação da Maxxi Econômica inclui cortes de custos, renegociação de dívidas e ajustes estratégicos. Atualmente, a rede opera com cerca de 60 lojas, uma redução significativa em relação ao auge de quase 200 unidades.





