A Fifa aprovou duas novas regras que preveem expulsões no futebol durante congresso realizado em Vancouver, no Canadá, na semana passada. As mudanças, definidas em reunião da International Football Association Board (IFAB), passam a valer já para a Copa do Mundo de 2026 e buscam reforçar o combate a condutas consideradas graves dentro de campo. A primeira regra foi aprovada por unanimidade.
Ela determina cartão vermelho para jogadores que cobrirem a boca durante confrontos em campo. A medida tenta evitar ofensas verbais impossíveis de serem identificadas pela arbitragem e coibir atitudes discriminatórias. Casos recentes, como denúncias de racismo envolvendo os jogadores do Real Madrid, Vinícius Júnior e Kylian Mbappé, reforçaram a necessidade de maior controle sobre esse tipo de comportamento.

A segunda mudança também endurece as punições ao prever expulsão imediata para jogadores ou membros da comissão técnica que abandonarem o campo em protesto contra decisões da arbitragem. A regra amplia a responsabilidade disciplinar e busca evitar paralisações que comprometam o andamento das partidas. Já m casos de abandono coletivo, a penalidade será ainda mais severa: derrota automática por WO.
FIFA determina duas novas regras para expulsões no futebol
A decisão pretende desestimular ações coordenadas de protesto que possam interferir diretamente no resultado das competições e na integridade esportiva. A discussão sobre esse tipo de conduta ganhou força após episódios recentes no futebol internacional, como a final deste ano da Copa Africana de Nações, envolvendo Senegal e Marrocos.
Na ocasião, os senegaleses deixaram o campo na reta final da partida após uma marcação de pênalti polêmica para os marroquinos. Minutos depois, voltaram a campo a pedido do capitão e craque do time, o atacante Sadio Mané. Na sequência, Senegal acabou ficando com o título. Com as novas regras, a Fifa sinaliza uma postura mais rígida para preservar o respeito, a disciplina e o andamento das partidas.





