Em recente pesquisa assinada pela Genial/Quaest, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, foi avaliado positivamente por 58% da população. A fim de seguir ocupando o cargo de prestígio, o representante do Partido Social Democrático (PSD) anunciou novos investimentos para dinamizar as rodovias e sistemas de pedágio da região.
Durante coletiva de imprensa, no Centro Administrativo Fernando Ferrari, em Porto Alegre, o governador apresentou o projeto de concessão do Bloco 1 de rodovias, com estradas localizadas nas regiões Metropolitana, Litoral Norte e Serra. Por outro lado, comunicou a publicação do edital do Bloco 2, composto por estradas do Vale do Taquari e da Região Norte.

Para que as melhorias sejam evidenciadas, estima-se um investimento superior a R$ 12 bilhões em concessões para a iniciativa privada por 30 anos. Durante o processo, os valores serão usados para construir a nova rodovia, bem como duplicações, terceiras faixas, revitalização da sinalização, monitoramento e atendimento 24 horas, entre outros benefícios.
Embora os valores tenham chamado a atenção, os projetos envolvendo os Blocos 1 e 2 receberam a parceria do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Na análise de Eduardo, a oferta dos serviços não seria possível se o governo andasse com as próprias pernas, tendo em vista a necessidade de realocar a atenção e investimentos em outros setores.
“As concessões nos permitem atrair investimento privado para a infraestrutura, viabilizando obras que o Estado, sozinho, não teria condições de realizar. É uma solução moderna, sustentável e que olha para o futuro do Rio Grande do Sul. É o caminho que o Brasil está adotando, e não pode ser diferente aqui, para que possamos garantir segurança nas estradas e a logística que o desenvolvimento exige”, disse Leite.
Detalhes das obras no Rio Grande do Sul
De acordo com as previsões, o Bloco 1 irá receber R$ 6,41 bilhões ao longo dos 30 anos de concessão. No entanto, os recursos aportados na primeira década serão de R$ 4,86 bilhões. Enquanto isso, o Governo do Rio Grande do Sul concordou em investir R$ 1,5 bilhão, por intermédio do Fundo do Plano Rio Grande (Funrigs).
Aos interessados, o Bloco 1 consiste em 412,6 quilômetros de extensão e conta com trechos das estradas ERS-020, ERS-040, ERS-115, ERS-118, ERS-235, ERS-239, ERS-466 e ERS-474. Em contrapartida, uma nova rodovia, a ERS-010, fará parte da segmentação, com pista dupla, dois sentidos de circulação e 41,4 quilômetros de extensão entre o entroncamento com a BR-290, em Porto Alegre, e a ERS-239.
Segundo o projeto inicial, os pedágios serão integrados a um sistema de cobrança eletrônica free flow, com a instalação de pórticos sem cancela. Em outras palavras, os motoristas não precisarão parar para realizar o pagamento referente ao trajeto. Se o veículo apresentar TAG, a quitação será automática, mas, caso contrário, será necessário acessar o site ou aplicativo da concessionária.
No tocante ao Bloco 2, serão investidos R$ 6 bilhões, com R$ 1,5 bilhão de aporte do governo do estado, via Funrigs. Nos primeiros dez anos da concessão, o investimento será de R$ 4,6 bilhões. Em resumo, o projeto estima 182 quilômetros de duplicações, 71,5 quilômetros de terceiras faixas, 745 quilômetros de acostamento e 37 passarelas de pedestres.
Nesse sentido, os pedágios contarão com o sistema free flow, compreendendo 32 cidades, que representam 17,5% da população do estado. Ao todo, 409 quilômetros de extensão integram a segmentação das rodovias, abrangendo trechos correspondentes a ERS-128, ERS-129, ERS-130, ERS-135, ERS-324 e RSC-453.
Avaliações sobre os trabalhos do governador chamam a atenção
Embora esteja empenhado em dinamizar seu mandato, Eduardo Leite ligou o sinal de alerta diante da pesquisa realizada pelo Genial/Quaest. Além dos 58% de aprovação, o governador deparou-se com 38% dos entrevistados mostrando descontentamento em meio a seus trabalhos. Por outro lado, 4% não souberam ou não quiseram responder ao questionário.
O problema de toda a situação é que o índice revelou uma queda em relação ao último levantamento, anunciado em fevereiro do ano passado. Na ocasião, o representante do PSD havia recebido avaliações positivas de 62% da população. Em contrapartida, 33% desaprovaram os serviços entregues, enquanto 5% não tinham uma opinião formada.





