De acordo com o ranking do Anuário Cidades Mais Seguras do Brasil de 2025, relatório de autoria da MySide, Santa Catarina é considerado o estado que mais oferece proteção a seus habitantes. Com a finalidade de expandir o legado, o governo estadual ampliou a instalação de câmeras de reconhecimento facial em diversos ambientes, tais como aeroportos, vias públicas e casas de show.
A medida faz parte de um protocolo de segurança pública estadual, tendo como objetivo identificar pessoas com mandados de prisão em aberto ou com outros problemas judiciais. Inicialmente, a prática ganhou destaque no Aeroporto Internacional de Florianópolis. As câmeras foram instaladas em pontos estratégicos, como os setores de desembarque nacional e internacional.

O intuito é permitir o cruzamento de imagens com bancos de dados das forças de segurança. Para entender a dinâmica por detrás dos investimentos, a ampliação do alcance permitiu o reconhecimento e prisão de diversos foragidos ou pessoas que estavam desaparecidas. Por outro lado, segundo o governador Jorginho Mello, é necessário estender as instalações por todo o território catarinense.
“Gente com mandado de prisão em aberto voltou para o xilindró. Agora, estamos preparando uma grande licitação para espalhar esses equipamentos no estado todo. Serão no mínimo mil câmeras com essa tecnologia em mais de 60 cidades. As câmeras identificam o rosto e avisam a polícia e assim vamos seguir sendo o estado mais seguro do Brasil. O que tiver de mais moderno, a gente traz para cá”, disse o político.
Governador sanciona lei
No dia 22 de janeiro de 2026, a sanção da lei que autoriza câmeras de monitoramento nas salas de aula da rede pública de Santa Catarina foi oficializada em publicação no Diário Oficial por Mello. De autoria da deputada estadual Ana Campagnolo (PL), o texto esclarece que a rede estadual de ensino deverá dispor de equipamentos com capacidade de armazenamento de imagens por, no mínimo, 90 dias.
Alegando que a segurança dos alunos é a maior prioridade, a sanção decreta que pais ou responsáveis poderão solicitar as gravações mediante requerimento, ordem policial ou judicial. Por sua vez, a lei proíbe a transmissão de imagens ao público externo, veda o monitoramento em banheiros e exige a instalação de placas informativas.
Embora a ideia repassada seja de segurança social, algumas pessoas são contra as instalações, especialmente nas escolas. Segundo os opositores, a privacidade, proteção de dados e possíveis erros de identificação precisam ser vistos com cautela. Por sua vez, especialistas alertam sobre a necessidade de a fiscalização ser constante e transparente.





