Diante da queda de braço protagonizada por Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump, que culminou na taxação de 50% sobre os produtos importados do Brasil, alguns questionamentos foram levantados. No entanto, Wallace Landim, mais conhecido como Chorão, presidente da Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores), cravou que nenhuma greve será realizada previamente.
Em pronunciamento que gerou repercussão em todo o planeta, o presidente do Estados Unidos projetou tarifaço ao Brasil, atribuindo a cobrança em parte à postura do STF com o ex-presidente Bolsonaro. Sobretudo, a implicação entrará em vigor no dia 1º de agosto, o que fez com que os caminhoneiros colocassem o pé no freio antes de qualquer medida drástica.
Ao ser entrevistado pelo R7, Chorão se mostrou indignado com o Partido Liberal, que criou uma comissão para mobilizar nacionalmente caminhoneiros no dia 8 de agosto. A ação tem por finalidade promover greve exponencial em favor do ex-presidente Jair Bolsonaro, investigado por envolvimento na tentativa de golpe de estado.
“A gente se posiciona com cautela e responsabilidade. Não posso colocar a categoria no abismo. Não posso deixar a categoria ser usada como massa de manobra por grupos políticos. Dentro do Parlamento, a categoria não é reconhecida, não é vista. Temos demandas como o combate à máfia dos transportes, questões envolvendo pedágios, custo mínimo de carga e a aposentadoria especial. E agora falam em manifestação”, disparou.
Por ora, nenhuma movimentação acerca de questões políticas foi aprovada pelo presidente, tendo em vista preocupações maiores que buscam beneficiar a categoria. A ideia é esperar e avaliar o quanto o tarifaço será prejudicial aos caminhoneiros, para somente assim articular formas de impor mudanças nas estradas de todo o Brasil.
Confira as tarifas impostas por Trump em julho de 2025:
- Tarifa de 50% – Brasil
- Tarifa de 40% – Laos e Mianmar
- Tarifa de 30% – Tailândia e Camboja
- Tarifa de 35% – Canadá, Sérvia e Bangladesh
- Tarifa de 32% – Indonésia – 32%
- Tarifa de 30% – Bósnia, África do Sul, Argélia, Sri Lanka, Líbia e Iraque
- Tarifa de 25% – Tunísia, Malásia, Cazaquistão, Moldávia, Brunei, Japão e Coreia do Sul
- Tarifa de 20% – Filipinas.




