Considerada a maior cidade da América Latina, São Paulo é responsável por recepcionar um extenso fluxo de turistas todos os dias. Por deter grande rotatividade de despachos, o aeroporto de Guarulhos acabou tornando-se alvo de uma quadrilha, que subtraiu cargas avaliadas em R$ 7 milhões. A investigação aponta o envolvimento de funcionários, que externaram a fragilidade na segurança do aeródromo.
O crime ocorreu no dia 6 de junho, quando uma quadrilha adentrou no aeroporto sob posse de um caminhão pequeno. Diante do aval dos seguranças, os assaltantes passaram quatro horas monitorando uma carga vinda da Holanda. Sobretudo, os envolvidos no caso levaram carga milionária de botulínica (botox) do Aeroporto Internacional de São Paulo.
De acordo com o boletim de ocorrência, a transferência das cargas ocorreu em pouco mais de 40 minutos, com o veículo dos criminosos seguindo em comboio. Sob posse de uma arma, um dos assaltantes anunciou o assalto, seguindo normalmente em direção ao alvo da operação. No entanto, as investigações apontam que o suposto funcionário feito de refém teria envolvimento com a quadrinha.
As imagens mostram a possível vítima caminhando tranquilamente pelo local e em seguida entrando em um dos veículos com o motorista que monitorava a carga. Apesar do montante subtraído, a carga de botox foi encontrada em uma câmara fria cinco dias após o roubo. O detalhe curioso é que o rastreamento do produto avaliado em R$ 7 milhões estava estocado em mercadinho situado em Embu das Artes, em São Paulo.
Aeroporto de São Paulo já passou por situação similar
Ainda que a ação da quadrilha tenha chamado a atenção dos brasileiros, não é a primeira vez que o aeroporto de São Paulo é alvo de um episódio de falta de segurança. Isso porque, em 2024, o aeródromo foi palco de roubos de medicamentos, peças de máquinas agrícolas e aparelhos móveis, como celulares e drones. Segundo o Fantástico, no último ano Guarulhos teve prejuízo de ao menos R$ 23 milhões com desvios de cargas.



