Nas últimas semanas, uma intensa tempestade de radiação solar atingiu a Terra, problemática evidenciada através de alertas de clima espacial, auroras raras em latitudes incomuns e preocupações sobre possíveis impactos em satélites, comunicações e sistemas de GPS. Com o auxílio de satélites da NASA, foram registradas erupções de classe X, considerada uma das mais intensas.
De acordo com análises de cientistas do Space Weather Prediction Center (SWPC), órgão ligado ao Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos, as erupções solares foram classificadas como uma tempestade de radiação nível 4 em uma escala de 5. Isso significa um dos níveis mais elevados de severidade solar datadas neste séculos.

Na prática, a tempestade somente ocorreu após o desencadeamento de uma forte erupção solar, que liberou uma chuva de partículas carregadas de radiação em direção ao espaço, atingindo o campo magnético da Terra. Por consequência do material dissipado, os riscos de interferências em sistemas de GPS, comunicações por satélite e instrumentação a bordo de espaçonaves foram sinalizados.
Entenda como se deu o processo
Para uma melhor compreensão, a erupção consiste em um movimento comum, que é registrado todos os anos de forma contínua. Nesse cenário, o Sol apresenta uma atividade magnética e essas explosões acontecem com uma certa frequência. Segundo a avaliação dos especialistas, isso ocorre em particular quando o Sol está mais ativo.
Em resumo, a estrela é regida por um ciclo, que dura em média 11 anos. Nesse intervalo, o campo magnético do Sol se inverte, causando variações, como manchas visíveis e as erupções. Por sua vez, as precipitações podem ter diversas classes. A X é a mais severa, com potencial para afetar satélites que estão na órbita da Terra.





