Alguns estados brasileiros adotaram a redução da escala de trabalho dos funcionários, optando por fechar as portas dos empreendimentos aos domingos. Diante desse cenário, supermercados, hipermercados e atacarejos em Goiás podem adotar os mesmos protocolos nas próximas semanas. A ideia é alinhar os últimos ajustes para que, a partir de abril, o fechamento já seja uma realidade.
Embora a euforia tenha tomado conta dos colaboradores, a proposta ainda se encontra em discussão dentro da Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) do setor. Para que as atividades sejam encerradas aos domingos, é necessário um prévio acordo entre representantes dos trabalhadores e empresários. Na prática, o protocolo tende a garantir um dia fixo de descanso na semana.

Nos últimos meses, a discussão sobre o fim da escala 6×1 ganhou destaque nacional, com muitos empresários mostrando-se contra a medida. Contudo, a realidade no estado de Goiás ligou o sinal de alerta, tendo em vista a dificuldade encontrada para preencher vagas oferecidas no setor supermercadista. Portanto, com o fechamento dos portões aos domingos, o cenário pode se tornar favorável.
Por outro lado, além da possibilidade de encerrar as atividades aos domingos, vêm sendo pautados ajustes na jornada de trabalho dos funcionários de supermercados, hipermercados e atacarejos. Em resumo, está sendo discutida a redução da carga semanal e chances de funcionamento estendido aos sábados. Essa mudança de curso tende a compensar o impacto no faturamento.
O que é preciso para os supermercados fecharem aos domingos?
A discussão tende a gerar novos desdobramentos. Isso porque a proposta foi encaminhada pelo sindicato que representa os trabalhadores aos sindicatos que são responsáveis pelas companhias. Nesse cenário, as empresas devolvem a minuta inicial, corrigindo os pontos com os quais não concordam. Por último, para entrar em vigência, as assinaturas de todos os documentos, por parte das duas entidades, devem ser sacramentadas.
Atualmente, os colaboradores dos supermercados trabalham em uma jornada de oito horas diárias, com uma folga semanal, cujo dia varia conforme a escala da empresa. Pela proposta que será levada pelo sindicato dos funcionários, a escala continuará de seis dias de trabalho por semana, mas com jornada de seis horas diárias.





