A Mastercard, empresa global de tecnologia de pagamentos, surpreendeu seus clientes ao anunciar um novo mecanismo para transferências digitais. Por meio de seus canais de comunicação, explicou que, até 2030, todos os seus cartões físicos deixarão de exibir números impressos com a fase final da transição migrada para a tokenização.
De modo prático, a ideia da empresa é transformar os dígitos dos cartões em códigos particulares e específicos, reduzindo drasticamente as chances de fraudes. Diante dos crescentes casos de clonagens e demais golpes, a Mastercard reforça sua prioridade em garantir segurança aos clientes no cenário digital. Nesse ínterim, estima-se que mais de 4 bilhões de tokens serão disponibilizados.

A título de compreensão, a tokenização consiste em uma tecnologia que promete revolucionar o modo como os pagamentos são protegidos e realizados. Nesse caso, os usuários não dependem mais dos números presentes nos cartões, mas dos códigos gerados, que só terão validade para a transação específica. O detalhe principal é que, mesmo se interceptados, não apresentam valor aos criminosos.
No entanto, é válido destacar que a mudança de curso não descarta as chances de golpes. Em resumo, a mudança de postura da Mastercard serve apenas para reduzir as chances de fraudes quando comparadas aos métodos tradicionais. Com uma camada a mais de proteção, as operações ocorrem de forma mais eficiente e rápida.
Clientes precisam ligar sinal de alerta
Em setembro deste ano, a empresa pegou seus usuários de surpresa ao impor nova regra referente ao acesso gratuito à Sala VIP Lounge e Lounge Mastercard Black, localizadas no Terminal 3 do Aeroporto Internacional de Guarulhos. Ao contrário do que era estabelecido, agora, para aproveitar as regalias dos espaços, é necessário atingir um gasto mínimo no cartão de crédito três meses antes da viagem.
A princípio, aqueles que portavam o Mastercard Black (titular ou adicional) precisavam apenas apresentar o cartão e documentação do embarque para entrar no espaço privado de forma gratuita. Contudo, a metodologia foi alterada, exigindo uma despesa de R$ 15 mil nos últimos três meses antes de realizar a viagem internacional por meio do Aeroporto de Guarulhos.




