Embora tenha sido adquirida em 2011 por cerca de US$ 2 milhões (R$ 10,6 milhões na cotação atual), uma mina de carvão em Sheridan, nos Estados Unidos, revelou depósitos de terras-raras (minerais) avaliados em US$ 37 bilhões (R$ 196,4 bilhões). O diagnóstico foi realizado recentemente por meio de investigações de rotina para a expansão das operações.
Durante o processo de investigação, foram encontrados metais críticos, incluindo neodímio, térbio e disprósio, essenciais para ímãs permanentes em turbinas eólicas e veículos elétricos. Apesar de os Estados Unidos possuírem 12% das reservas mundiais desses terras-raras, foi a primeira descoberta em solo norte-americano em mais de 70 anos.

A revelação gerou grande repercussão entre as autoridades locais, que devem reduzir a dependência da China, que atualmente tem em mãos 80% do refino global. De acordo com as estimativas dos geólogos, as próximas décadas devem realocar os estadunidenses no cenário das terras-rasas. Isso não significa que o país asiático será ultrapassado, mas que pode perder um grande dependente em seu rol.
Porém, mesmo com o tesouro no solo, a extração não será facilitada. Isso porque a metodologia exige técnicas inovadoras, uma vez que os minerais estão associados a resíduos radioativos de urânio e tório. Dessa forma, para evitar contaminações dos trabalhadores e regiões próximas, investimentos elevados serão direcionados aos processos de separação.
China de olho no mercado automobilístico
Atualmente, o país asiático é o principal nome no tocante à fabricação de veículos elétricos no mundo. No entanto, com a reserva de carvão descoberta nos Estados Unidos, a tendência é que o país potencialize a fabricação de motores elétricos, se aproximando da demanda da BYD, empresa chinesa. Além disso, os minerais encontrados podem servir em sistemas de armas hipersônicas.
Para que tamanho prestígio seja alcançado, especialistas alertam sobre a importância de conquistar parcerias público-privadas e regulamentações ambientais flexibilizadas. No mais, enquanto a China investe em comprar terras na África, os Estados Unidos alinham o início da exploração junto a grupos de ambientalistas.





