Recentemente, a Uber tomou medidas rigorosas ao suspender motoristas envolvidos em um esquema de manipulação de preços na Grande Fortaleza, Ceará. Motoristas cadastrados na plataforma estariam utilizando contas falsas para simular alta demanda, elevando artificialmente os preços das corridas.
Segundo o G1, as práticas fraudulentas geraram uma investigação policial em agosto de 2025, resultando em prisões e ações coordenadas entre autoridades e a empresa para combater a fraude.

Esquema de manipulação de preços
Os envolvidos usavam celulares adicionais para criar solicitações simultâneas de corridas, o que induzia a aplicação da tarifa dinâmica. Para maximizar o impacto, eles ficavam offline, reduzindo a disponibilidade de veículos e ampliando a sensação de escassez.
Esse cenário resultava em tarifas elevadas, prejudicando passageiros e motoristas honestos. Além disso, a pressão sobre motoristas que não faziam parte do esquema para cancelar corridas falsas compromete a segurança e o sustento desses profissionais.
A Polícia Civil do Ceará intensificou investigações após denúncias de motoristas que sofreram ameaças por se recusarem a participar do esquema. Em agosto de 2025, 15 indivíduos foram detidos em Aquiraz, cidade próxima a Fortaleza, por envolvimento na fraude.
A Uber afirmou colaborar ativamente com as autoridades, oferecendo suporte na identificação dos responsáveis e reiterando que tais práticas violam seus termos de serviço, podendo levar ao banimento definitivo dos infratores.
Visando impedir novas ocorrências, a Uber anunciou medidas adicionais para robustecer seus sistemas de segurança e detecção de fraudes. Entre as ações previstas, estão o aprimoramento de processos internos e o uso de tecnologias avançadas para prevenir fraudes.
Até o momento, o caso continua em investigação, com a expectativa de que mais prisões possam ocorrer à medida que as autoridades avançam nas apurações.





