Apesar de serem brasileiros, a rivalidade entre Ayrton Senna e Nelson Piquet sempre foi colocada em evidência dentro das pistas de Fórmula 1. Com três títulos mundiais cada, os pilotos protagonizaram polêmicas dentro e fora dos veículos, levantando vários questionamentos por parte dos fãs e da imprensa internacional.
Até mesmo ocupando a parte mais alta do pódio, Nelson chegou a mostrar descontentamento ao ver o compatriota ocupando o segundo lugar. Mas a frustração não estava ligada à perseguição de Senna na temporada de 1986, mas à forma como o prestígio foi retirado de suas mãos ao final do Grand Prix da Alemanha, em Hockenheim.
Ao final da corrida daquele ano, Piquet (Williams) foi coroado com a primeira colocação, seguido por Ayrton (Lotus) em segundo e Nigel Mansell (Williams) em terceiro. Contrariando a lógica, os organizadores do evento entregaram um troféu menor ao vencedor, enquanto os demais corredores ostentaram taças maiores, sendo a de Senna a que mais se destacava.
Ao perceber a situação embaraçosa, Nelson fez um gesto irônico com o troféu como se fosse pesado de levantar. O problema é que o público e toda a imprensa perceberam o desconforto do representante da Williams ao ver a taça de Ayrton Senna sendo duas vezes maior que a sua. Ao final da temporada de 1986, Alain Prost ficou com o título mundial, seguido por Nigel Mansell e Piquet.
Desafeto público entre os brasileiros
O fato de representarem o mesmo país na principal modalidade automobilística do mundo não foi o suficiente para que Piquet e Senna deixassem as desavenças de lado. Durante sua estadia na modalidade, Nelson tentou desestabilizar Ayrton por diversas vezes, inclusive ao declarar publicamente controvérsias sobre a sexualidade do “colega”.
“Senna passou quase três anos na Fórmula 1 e ele não tinha nenhuma namorada. Arrumou namoro com a Galisteu e Xuxa. Foi mostrar que era macho, que era isso e aquilo outro, mas a história não é bem assim”, alfinetou Piquet. Por sua vez, Ayrton processou o compatriota por fazer falsas acusações, destacando, na época, não ter boas relações nos bastidores por diferenças pessoais.




