Em novembro, entrou em vigor no Brasil a ABNT PR 1025, a primeira norma técnica dedicada à manutenção, inspeção e reparo de carros elétricos e híbridos. Publicada pela Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), a diretriz definiu padrões de capacitação e segurança para mecânicos, acompanhando o crescimento da frota eletrificada no país.
A norma organizou os profissionais em três níveis, de acordo com escolaridade, experiência e grau de intervenção nos veículos. O nível 1 destinou-se a profissionais com ensino fundamental completo e experiência mínima de quatro anos como ajudante ou dois anos como mecânico, permitindo atuar apenas em reparos mecânicos ou internos.
O nível 2 exigiu ensino médio, curso técnico em elétrica ou eletrônica automotiva e experiência mínima de dois anos como ajudante ou um ano como mecânico, possibilitando serviços mecânicos, elétrica de baixa tensão (12 V) e suporte ao nível 3.
O nível 3 foi reservado a técnicos ou profissionais com formação superior em tração elétrica automotiva, com experiência mínima de um ano em sistemas de alta tensão, motores elétricos e baterias, podendo realizar todos os serviços, incluindo gestão operacional da oficina.

Capacitação e segurança na manutenção
Além da formação mínima, os mecânicos precisaram cumprir exigências adicionais: curso de 160 horas sobre os conteúdos da norma ou dois anos de experiência prática, treinamento complementar de 40 horas com certificação e habilitação formal para operar equipamentos de segurança e ferramentas específicas.
Cada profissional foi capacitado no modelo de veículo que iria reparar, considerando as diferenças técnicas entre os carros elétricos. Segundo o presidente da ABNT, Mário William Esper, a PR 1025 foi essencial para padronizar procedimentos e garantir segurança, abrangendo o uso de instrumentos de medição, manipulação de sistemas de alta tensão e requisitos de formação.





