O ministro das Cidades, Jader Filho, confirmou em entrevista à Folha de S.Paulo que o Governo Federal vai corrigir os níveis do programa social Minha Casa, Minha Vida (MCMV). A tendência é de que seja elevado o teto de algumas faixas do programa habitacional, que concede moradias com subsídio a famílias de baixa renda.
O limite da Faixa 1 vai subir de R$ 2.850 para cerca de R$ 3.200. Já na Faixa 2, o montante vai aumentar de 4.700 para algo em torno de R$ 5.000. “Todas as faixas terão reajuste. A gente deve, até o final desta semana, chegar à conclusão disso”, declarou o ministro ao jornal.

Ainda de acordo com o ministro, essas mudanças serão feitas por conta de uma necessidade econômica e não possuem motivação política. Em 2024, por exemplo, famílias com renda de até dois salários mínimos estavam enquadradas na faixa de quase 100% de subsídio. Com o reajuste do saláro mínimo, parte do público ficou de fora do programa.
Reajuste do Minha Casa, Minha Vida será feito pelo Governo
No momento, o programa habitacional atende famílias com renda mensal de até R$ 12 mil, sendo divididas em até quatro categorias. Já era esperado pelo setor imobiliário que houvesse uma correção nos níveis do Minha Casa, Minha Vida para atender quem quer comprar um imóvel com taxas de juros mais baixas e facilitamento das condições de financiamento. Confira a tabela a seguir:
- Faixa 1: renda familiar bruta mensal até R$ 2.850,00;
- Faixa 2: de R$ 2.850,01 a R$ 4,7 mil;
- Faixa 3: de R$ 4.700,01 a R$ 8,6 mil.
- Faixa 4: R$ 8.600,01 a R$ 12 mil.
“A Faixa 4 é uma boa iniciativa, mas o mercado não estava preparado. Houve dúvidas sobre limite de renda, metragem e perfil dos empreendimentos. Ao longo de 2025, o setor começou a se estruturar para operar esse programa”, explicou a presidente da Associação Brasileira das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip), Priscilla Ciolli, sobre a criação recente da Faixa 4.





