O futebol é uma das grandes paixões do povo brasileiro e um torcedor fanático deixou todo o seu amor declarado em forma de patrimônio. Na década de 80, um empresário pegou a todos de surpresa ao deixar fortuna avaliada em 500 bilhões de cruzeiros para o Bangu Atlético Clube, equipe tradicional do Rio de Janeiro.
Enquanto Flamengo, Botafogo, Vasco e Fluminense se firmavam como grandes potências do futebol carioca, o alvirrubro tentava perseguir o alto pelotão. A ajuda viria por meio de Luiz Oswaldo Teixeira da Silva, conhecido entre seus alunos e colegas por “Numerowski”. O professor de matemática, em 1985, deixou em testamento aquilo que poderia elevar o desempenho do Bangu em campo.

A promessa da herança repercutiu nacionalmente, com os dirigentes e torcedores da instituição sonhando alto. Nos planos da diretoria do Proletário incluíam-se as contratações de jogadores renomados, como Zico e Falcão, além da quitação dos salários atrasados do elenco da época e a revitalização do Estádio Proletário de Moça Bonita.
A ideia era clara e objetiva: tornar o Bangu uma potência nacional. Porém, os planos foram frustrados repentinamente quando o testamento tornou-se público. Envolto de gigante disputa judicial, os advogados dos demais herdeiros e do time alvirrubro foram colocados no meio do quebra-cabeça. No final das contas, o entrave seguiu até 2000, culminando em apenas alguns imóveis repassados ao plantel.
Realidade atual do time do Rio de Janeiro
A realidade do Bangu Atlético Clube poderia ter sido outra se o testamento tivesse garantido os valores à instituição sem que houvesse desvalorização da moeda. Isso porque, desde o sonho desenhado por Luiz Oswaldo Teixeira da Silva, o time apenas ergueu duas taças, sendo elas: os Campeonatos Carioca 2ª Divisão de 2008 e 2025.
Na atual temporada, a equipe esteve fora de calendários nacionais, já que passou a ser um time fora de série, mas no sentido negativo da palavra. Atuando apenas em campeonatos cariocas, conquistou nove vitórias, 11 empates e 10 derrotas. Além disso, estufou as redes adversárias 22 vezes, sendo surpreendido com 29 gols sofridos.





