Ainda que nunca tenha vencido um título mundial de Fórmula 1, Rubens Barrichello é considerado por muitos um dos pilotos mais marcantes da modalidade. Com dois vices em seu currículo, o brasileiro nem sempre teve o mesmo prestígio no desporto. Curiosamente, quando caminhava em direção ao estrelato, enfrentou problemas com salário, recebendo como alternativa algo nada convencional.
Em 1995, quando defendia as cores da Jordan, Rubinho viu seus vencimentos atrasarem, sem indícios de que teria um final feliz. Reconhecendo a necessidade de sanar as pendências com seu representante, a escuderia irlandesa ofereceu ao piloto o carro utilizado na temporada anterior, de 1994. A troca serviu como uma complementação dos valores outrora depositados.

A informação foi confirmada por Barrichello, em entrevista cedida ao jornal “Estadão”. De acordo com o ex-piloto de Fórmula 1, a ação ocorreu após o entendimento de que a equipe não teria mais recursos para equilibrar as finanças ao longo da temporada. A compensação financeira foi a única forma de fazer com que o brasileiro não abandonasse o volante.
Embora tenha levantado diversos questionamentos, Rubinho demonstrou gratidão pelo gesto incomum, destacando que o carro tem um significado especial não apenas por seu valor histórico, mas também por seu desempenho em pista. Mesmo sendo um dos veículos menos valorizados em termos de eficiência, se destacava pelo equilíbrio proporcionado.
Rubens Barrichello fala sobre aposentadoria
Aos 53 anos, Barichello está empenhado em escrever seu legado na história da Stock Car. Ainda que possua o dobro da idade de grande parte dos pilotos, o brasileiro foi enfático ao descartar sua aposentadoria nos próximos meses. Com o prestígio adquirido no desporto, o ex-Jordan entende que ainda é possível brigar por pódios e títulos.
“Fico muito lisonjeado de trabalhar. Acho que a fonte da juventude é o trabalho. As pessoas, quando param ou ficam descontentes, é um momento em que se perde energia. Tenho muita, muita energia. Gosto muito da vida. Essa fonte também vem do amor que tenho quando estou atrás do volante, competindo contra a molecada, por exemplo. É uma oportunidade, mas uma forma de aprendizado também”, completou Barrichello”, disse Barrichello.





