Com o objetivo de minimizar as atividades ilícitas e fortalecer o controle financeiro do país, os Estados Unidos colocaram em prática um plano audacioso. Recentemente, o governo passou a revisar rigorosamente os saques em caixas eletrônicos, buscando rastrear transações em dinheiro em áreas de alto risco.
Para dar andamento à empreitada, foram envolvidos na ação o Departamento do Tesouro, o Internal Revenue Service (IRS) e a Rede de Combate a Crimes Financeiros (FinCEN). Juntas, as entidades criaram um protocolo que permite avaliar saques individualmente. Dessa forma, toda e qualquer transação considerada fora do padrão poderá ser investigada minuciosamente.
Apesar de a metodologia ter levantado questionamentos por parte da população norte-americana, a decisão foi baseada na Lei de Sigilo Bancário, que obriga relatórios de transações em dinheiro para auxiliar investigações criminais e fiscais. Nesse processo, a FinCEN orienta e delega ao IRS a análise dos saques enquadrados como suspeitos.
Para evitar um desnivelamento das investigações, uma nova Ordem de Localização Geográfica (GTO) instituiu que saques entre US$ 1.000 (R$ 5,1 mil) e US$ 10.000 (R$ 51,5 mil), efetuados em determinadas áreas, devem ser reportados. Portanto, empresas de serviços financeiros precisam encaminhar os relatórios, permitindo ao IRS examinar cada operação.
No mais, o período de vigência da medida foi pautado entre 10 de setembro de 2025 a 6 de março de 2026, incluindo a fase de adaptação para os bancos. Para os clientes, isso significa que todos os saques dentro do limite passarão por monitoramento detalhado. Desde que estejam em conformidade com a lei, não devem ser enquadrados como suspeitos.
Outro problema é evidenciado nos Estados Unidos
O FBI emitiu um alerta sobre o aumento nos ataques cibernéticos direcionados a caixas eletrônicos (ATMs). Na ação criminosa, são utilizados métodos sofisticados, em que as quadrilhas obtiveram controle dos compartimentos e os forçaram a dispensar dinheiro, causando prejuízos de mais de US$ 20 milhões em 2025, sem exigir cartões ou contas dos clientes.
Entre os especialistas em segurança, essa prática é chamada de “jackpotting”. Ela consiste em uma ação sofisticada que une manipulação física e o uso de malware. O mecanismo adotado por criminosos ataca diretamente o hardware e o software operacional do próprio caixa eletrônico para “esvaziar” o dinheiro em seu interior.





