O projeto do túnel submerso Santos-Guarujá, que visa reduzir o tempo de travessia entre as cidades de Santos e Guarujá de até uma hora para aproximadamente dois a cinco minutos, sofreu novo adiamento na assinatura do contrato de concessão.
O túnel substituirá a travessia de balsa, que depende de horários e está sujeita a atrasos, prometendo agilizar significativamente o deslocamento entre a Baixada Santista. O adiamento foi solicitado pela vencedora do leilão, a empresa A Mota-Engil Latam Portugal S.A., responsável pela obra e operação do projeto.
A justificativa apresentada pela construtora é a necessidade de mais tempo para constituir a Sociedade de Propósito Específico (SPE), empresa criada exclusivamente para a gestão financeira da obra, etapa obrigatória antes da assinatura do contrato. O governo paulista aceitou o pedido, prorrogando o prazo de assinatura para 28 de janeiro de 2026, inicialmente previsto para 8 de janeiro do mesmo ano.

Detalhes do projeto e financiamento
A Mota-Engil foi declarada vencedora do leilão em 7 de novembro de 2025, após homologação da parceria público-privada (PPP) pelo governo estadual. O investimento total previsto é de R$ 6,8 bilhões, sendo R$ 2,7 bilhões aportados pelo governo federal e valor equivalente pelo estado de São Paulo.
O restante será obtido por meio de participação da iniciativa privada. A empresa vencedora ofertou desconto de 0,5% sobre a contraprestação pública máxima anual de R$ 438,3 milhões. A obra, prevista para começar em 2026, já possui licença ambiental prévia emitida pela Cetesb, que atesta a viabilidade do projeto.
A análise considerou impactos sobre manguezais, fauna, flora, ruído e desapropriações, estabelecendo condicionantes que deverão ser seguidos na fase de licenciamento de instalação.





