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CONFRONTO

Abastecimento de água e energia da Ucrânia sofrem novos ataques aéreos da Rússia

Volodymyr Zelensky classificou ato como campanha russa para levar o país ao frio e à escuridão e tornar as negociações de paz impossíveis

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Ataques aéreos russos cortaram o fornecimento de energia e água para centenas de milhares de ucranianos nesta terça-feira. Para o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, trata-se de uma campanha russa para levar o país ao frio e à escuridão e tornar as negociações de paz impossíveis, quando o inverno começa a chegar na região.

Zelensky afirmou ainda que quase um terço das usinas de energia ucranianas foram destruídas na semana passada, causando grandes apagões em todo o país.

"Não há mais espaço para negociações com o regime de Putin'', tuitou.

Tais bombardeios parecem destinados a desgastar a resiliência que os ucranianos demonstraram nos quase oito meses desde a invasão de Moscou.

O uso cada vez maior dos chamados "drones suicidas", que mergulham em alvos, abriu uma nova fase na guerra do presidente russo Vladimir Putin.

Mesmo longe das linhas de frente, os serviços básicos ucranianos têm sofrido investidas diárias, ocasionando danos, às vezes, mais rápidos do que possam ser reparados.

 

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soberania

EUA dizem que barco do tráfico do Equador foi afundado no Pacífico

A embarcação, identificada como "Siempre Don Carlos", é a sexta afundada por forças dos Estados Unidos em menos de três semanas

16/09/2026 07h11

Tripulantes da embarcação foram retirados antes da explosão e serão entregues às autoridades equatorianas, disseram os EUA

Tripulantes da embarcação foram retirados antes da explosão e serão entregues às autoridades equatorianas, disseram os EUA

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O Comando Sul dos EUA informou na terça-feira, 16, o afundamento nas águas do Pacífico de outro barco do Equador, identificado como uma "estação de reabastecimento flutuante que apoiava operações ilícitas de tráfico de drogas em alto-mar", supostamente associada à perigosa facção criminosa Los Choneros.

Os americanos garantiram que os tripulantes foram retirados do barco e "serão transferidos para as autoridades equatorianas". Em publicação no X, os EUA divulgaram um vídeo que mostra um helicóptero sobrevoando a embarcação, que depois é abordada por um grupo de militares estrangeiros, e, finalmente, uma explosão que a destrói.

As autoridades do Equador não fizeram comentários sobre este novo caso. A embarcação, identificada como "Siempre Don Carlos", é a sexta afundada por forças dos Estados Unidos em menos de três semanas.

Estes episódios se somam aos de outras três embarcações cujos tripulantes afirmam ter sido interceptados por forças norte-americanas este ano. Além disso, há o caso do barco "Fiorella", cujos oito pescadores seguem desaparecidos desde janeiro. Os tripulantes das demais embarcações retornaram ao país.

Mundo

Novo mapa-múndi corrige tamanho da África, América do Sul e Ásia

Desde o século 16, regiões eram representadas menores do que são

05/09/2026 11h00

Mapa Equal Earth Map / Reprodução Agência Brasil

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No mapa-múndi, a África, a América do Sul e o Sul da Ásia foram representados, desde o século 16, menores do que são. Nessa sexta (4), a Assembleia Geral das Nações Unidas decidiu corrigir a distorção ao examinar a proposta intitulada “Corrija o mapa”, liderada pelo Togo e outros países africanos.

Ao todo, representantes de 164 países votaram a favor da mudança. Apenas os Estados Unidos foram contrários. Houve seis abstenções. A proposta altera a representação cartográfica global para “mostrar de forma mais justa algumas regiões do mundo”, como explica a ONU.

Ao discursar antes da votação, o ministro das Relações Estrangeiras de Togo, Robert Dussey, disse que a aprovação envia a mensagem de que a Assembleia Geral acredita na “verdade científica”. 

Ainda, de acordo com ele, a decisão reforça a equidade de representação e a dignidade dos povos. Para ele, não se trata apenas de corrigir um mapa e sim de corrigir a percepção. 

Distorção

Segundo o argumento, a projeção de Mercator, concebida em 1.569 para fins de navegação, foi amplamente usada em materiais educacionais, midiáticos, digitais e oficiais.

No entanto, a distorção fez com que as massas de terra ao Norte e ao Sul da linha do Equador fossem ampliadas. Essa representação fez com que se perpetuasse “uma visão desequilibrada do mundo”, apontaram os africanos.

O texto ainda afirma que a correção dessas distorções cartográficas de dimensões continentais vai proporcionar “justiça cognitiva e reparação memorial” para fomentar a compreensão mútua entre os povos.

Precisão

Os representantes da União Africana apresentaram o modelo de “Terra Igual” como a projeção cartográfica que representaria com mais precisão as dimensões de todos os continentes. A ONU espera que a aprovação da resolução encoraje a adoção desse modelo por governos, organizações internacionais e outras entidades.

Ainda nos argumentos da União Africana, os mapas constituem uma ferramenta educacional, científica e cultural fundamental que “molda a percepção do mundo e o imaginário coletivo dos povos”.

Segundo o texto, as distorções têm impactos cognitivos, educacionais, culturais, geopolíticos e socioeconômicos e constituem “vieses históricos, cuja correção promoverá reconhecimento, justiça e desenvolvimento”.

A ONU argumentou que o Pacto para o Futuro, aprovado pelos Estados-Membros em 2024, enfatizou a necessidade de eliminar os vestígios de desigualdades históricas e estruturais e de erradicar todas as formas de discriminação.

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