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EUA suspendem a emissão de vistos do Brasil e mais 74 países

Suspensão terá início na próxima quarta-feira, 21, e continuará por tempo indeterminado

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O Departamento de Estado dos Estados Unidos suspendeu o processamento de solicitação de vistos para 75 países, incluindo o Brasil. A informação foi publicada pela Fox News Digital. Segundo o jornal, a suspensão terá início na próxima quarta-feira, 21, e continuará por tempo indeterminado. O objetivo é coibir solicitantes aos vistos considerados propensos a se tornarem um gasto público.

Um memorando do Departamento de Estado, ao qual a Fox News teve acesso, orienta os funcionários consulares a recusarem vistos de acordo com a legislação vigente, enquanto a pasta reavalia os procedimentos de triagem e verificação.

O jornal não divulgou todos os países afetados pela medida, mas afirmou que, além do Brasil, Somália, Rússia, Afeganistão, Irã, Iraque, Egito, Nigéria, Tailândia e Iêmen também estão na lista

A Fox News já havia divulgado, em novembro do ano passado, que o Departamento de Estado orientou os consulados a aplicarem novas regras de triagem baseadas na disposição de "encargo público" da lei da imigração. Com isso, os funcionários foram instruídos a negarem vistos a candidatos que provavelmente dependerão de benefícios públicos, com base em fatores variados, como saúde, idade, proficiência em inglês, situação financeira e possível necessidade de cuidados médicos de longo prazo.

Ainda segundo o jornal, candidatos idosos ou com sobrepeso tinham chances de ter seus pedidos negados.

"O Departamento de Estado usará sua autoridade de longa data para considerar inelegíveis potenciais imigrantes que se tornariam um fardo para os Estados Unidos e explorariam a generosidade do povo americano", disse o porta-voz da pasta, Tommy Piggott, em comunicado divulgado pela Fox News.

"A imigração desses 75 países será suspensa enquanto o Departamento de Estado reavalia os procedimentos de processamento de imigração para impedir a entrada de estrangeiros que se beneficiariam de programas de assistência social e benefícios públicos."

PRODUTOS NOVOS

Apple fará evento em março que pode apresentar iPhone 17e, novo iPad e MacBook de 'baixo custo'

A ofensiva ocorre após a Apple registrar recorde trimestral de vendas de iPhone no período de festas, com receita de US$ 85,3 bilhões, alta de 23% na comparação anual

17/02/2026 19h00

O iPhone 17e, que substituirá o 16e, deve manter o preço de US$ 599

O iPhone 17e, que substituirá o 16e, deve manter o preço de US$ 599 Foto: Reprodução

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A Apple realizará em 4 de março um evento presencial em que pode apresentar novos produtos, dando início a uma ofensiva de lançamentos no primeiro semestre de 2026. A empresa convidou a imprensa para encontros em Nova York, Xangai e Londres, em um formato descrito como "Experience", indicando uma apresentação mais discreta do que os tradicionais eventos em seu campus em Cupertino.

A Apple prepara um "blitz" de lançamentos de produtos nas próximas semanas, com destaque para o iPhone 17e, novos iPads e uma linha renovada de Macs, diz a Bloomberg.

O iPhone 17e, que substituirá o 16e, deve manter o preço de US$ 599, mas trará o chip A19, o mesmo da linha iPhone 17, suporte a MagSafe e novos chips próprios de conectividade celular e wireless. A estratégia é reforçar a oferta em mercados emergentes e no segmento corporativo.

A empresa também deve lançar um iPad de entrada com chip A18, passando a suportar pela primeira vez o Apple Intelligence, a inteligência artificial (IA) da companhia, e um iPad Air com processador M4.

A expectativa é que as mudanças se concentrem em desempenho, com poucas alterações de design. No caso do iPad mini, a principal novidade será a adoção de tela OLED.

No segmento de computadores, insiders apontam que estão previstos novos MacBook Pro de 14 e 16 polegadas, MacBook Air com chip M5, atualizações do Mac Studio e uma nova versão do Studio Display.

A Apple ainda prepara um MacBook de baixo custo, com tela inferior a 13 polegadas e chip da classe do iPhone, para competir com laptops Windows mais acessíveis e Chromebooks. Não há confirmação, porém, se a empresa deve lançar esses produtos no evento de março.

No campo de software, a companhia liberou na segunda-feira, 16, a versão beta do iOS 26.4 para desenvolvedores, com componentes de atualização da Siri. Em junho, a conferência anual de desenvolvedores deverá detalhar novos recursos.

A ofensiva ocorre após a Apple registrar recorde trimestral de vendas de iPhone no período de festas, com receita de US$ 85,3 bilhões, alta de 23% na comparação anual, apesar de atrasos na entrega de recursos de IA. O lucro trimestral somou US$ 42,1 bilhões, superando as estimativas do mercado.

TENSÃO

Líder supremo diz que EUA não destruirão Irã e ameaça poder militar norte-americano

"Mais perigosa do que um porta-aviões é a arma que pode enviá-lo ao fundo do mar", afirmou o líder iraniano

17/02/2026 07h40

Ali Khamenei ironizou o poderio militar dos EUA e deu a entender que poderia atacar poderoso porta-aviões

Ali Khamenei ironizou o poderio militar dos EUA e deu a entender que poderia atacar poderoso porta-aviões

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O líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em resposta a declarações anteriores do presidente dos EUA, Donald Trump, que "você também não conseguirá destruir a República Islâmica". O republicano voltou a falar em mudança de regime em Teerã e enviou um segundo grupo de porta-aviões ao Oriente Médio.

Sem mencionar diretamente Washington, Khamenei ironizou a retórica militar norte-americana. "Ele diz que seu Exército é o mais forte do mundo. O Exército mais forte do mundo pode, às vezes, levar um golpe tão forte que não consiga mais se levantar", alertou.

Em outra referência indireta ao reforço naval dos EUA na região, acrescentou: "Mais perigosa do que um porta-aviões é a arma que pode enviá-lo ao fundo do mar."

As declarações ocorrem após Trump afirmar que uma mudança de poder no Irã "seria o melhor que poderia acontecer", ao mesmo tempo em que pressiona por concessões mais amplas de Teerã, incluindo restrições ao programa nuclear, aos mísseis balísticos e ao apoio a grupos aliados no Oriente Médio.

Khamenei também rejeitou as condições impostas por Washington para eventuais tratativas. "Determinar previamente o resultado de uma negociação é algo tolo", disse.

Segundo ele, os EUA propõem discutir a energia nuclear iraniana já estabelecendo como desfecho que o país não poderá mantê-la. "Se houver uma negociação, definir o resultado de antemão é um ato errado e tolo", afirmou.

O Irã sustenta que seu programa nuclear tem fins pacíficos e acusa os EUA de buscar "dominar a nação iraniana". O impasse ocorre às vésperas de nova rodada de negociações entre Teerã e Washington.

Na segunda-feira, o ministro das Relações Exteriores iraniano, Seyed Abbas Araghchi, reuniu-se em Genebra com o diretor-geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi. Araghchi afirmou estar na cidade suíça com "ideias concretas para alcançar um acordo justo e equitativo", mas ressaltou que "submissão diante de ameaças" não está em discussão.

Em entrevista à BBC, o vice-chanceler Majid Takht-Ravanchi disse que o Irã aceita negociar o programa nuclear desde que haja alívio das sanções lideradas por Washington.
 

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