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'Não é Covid', diz OMS sobre passageiros assintomáticos de cruzeiro com surto de hantavírus

Hondius iniciou o desembarque de seus mais de 100 ocupantes após chegar ao porto de Granadilla, no sul da ilha espanhola de Tenerife, na madrugada de hoje (10)

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Em meio ao desembarque de passageiros do cruzeiro afetado por um surto de hantavírus, o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, veio a público afirmar que o hantavírus "não é a Covid" e que o risco para a população de Tenerife é "baixo" devido à natureza da doença e às medidas adotadas pelo governo espanhol.

"O risco para a população local é baixo devido à própria natureza da doença. Mas em segundo lugar, o risco é baixo porque o governo espanhol tomou todas as medidas necessárias para evitar qualquer problema", afirmou o chefe da OMS.

Tedros disse que a preocupação da população é "legítima", especialmente porque o "trauma" da Covid ainda está presente na mente das pessoas, mas fez um apelo para que a população de Tenerife "confie" no que está sendo informado pelas autoridades

Depois de chegar ao porto de Granadilla, no sul da ilha espanhola de Tenerife, na madrugada deste domingo, 10, o cruzeiro Hondius iniciou o desembarque de seus mais de 100 ocupantes após o surto de hantavírus que matou três passageiros e colocou autoridades sanitárias de diversos países em alerta.

A embarcação, que partiu de Ushuaia, no sul da Argentina, em 1º de abril, entrou no porto às 5h GMT (2h em Brasília), dando início à operação internacional de retirada dos passageiros. Segundo a ministra da Saúde da Espanha, Mónica García, o último voo de repatriação, destinado à Austrália, está previsto para segunda-feira, 11.

Mais cedo, a ministra disse que a equipe de Saúde Exterior que está a bordo do navio realizando a avaliação epidemiológica informou que "todos os passageiros continuam assintomáticos".

Segundo ela, o primeiro grupo a desembarcar será o de cidadãos espanhóis e, em seguida, os Países Baixos iniciarão a evacuação, levando também cidadãos da Alemanha, Bélgica, Grécia e parte da tripulação.

Na sequência, devem ocorrer os demais voos previstos para hoje, com destino a Canadá, Turquia, França, Grã-Bretanha, Irlanda e Estados Unidos. Os passageiros serão desembarcados conforme a programação das decolagens.

Em pronunciamento publicado nas redes sociais, a ministra da Saúde afirmou que as operações de ancoragem foram realizadas com sucesso às 6h30 (horário local).

Segundo ela, às 7h30, integrantes da Saúde Exterior embarcaram no navio para realizar a avaliação dos passageiros ao lado de representantes do Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês), da Organização Mundial da Saúde e de especialistas holandeses.

 

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ataques ao irã

Líder supremo diz que Irã planeja controlar Ormuz após a guerra

Ele emitiu uma rara declaração nesta quinta-feira (30), uma data histórica para a região do Golfo Pérsico

01/05/2026 07h15

Mojtaba Khamenei não aparece em público desde que foi alçado à liderança do regime, há cerca de dois meses

Mojtaba Khamenei não aparece em público desde que foi alçado à liderança do regime, há cerca de dois meses

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O líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, emitiu nesta quinta-feira, 30, uma rara declaração na qual afirma que os EUA não terão lugar no futuro do Golfo Pérsico e também deixa claro que o regime iraniano planeja administrar o Estreito de Ormuz após o conflito.

Na mensagem desafiadora, Khamenei também prometeu que o Irã manterá seu programa nuclear e a capacidade de produção de mísseis. A declaração do líder iraniano, que não é visto em público desde que assumiu o comando da teocracia, há quase dois meses, foi divulgada por seu gabinete.

O texto abordou duas das questões mais espinhosas que têm paralisado as negociações com os EUA. O governo americano busca restringir as ambições nucleares iranianas e insiste que o país não pode limitar a passagem pelo Estreito de Ormuz a embarcações de sua escolha.

"Pela vontade e poder de Deus, o futuro brilhante do Golfo Pérsico será um futuro sem os EUA", diz o comunicado, divulgado no Dia Nacional do Golfo Pérsico do Irã, uma comemoração anual da vitória militar sobre Portugal, em 1622, no Estreito de Ormuz

Sobre a disputa pelo estreito, uma das rotas marítimas mais importantes para o petróleo global, o comunicado de Khamenei citou o futuro do Golfo Pérsico sem influência americana. "Estrangeiros que vêm de milhares de quilômetros de distância, agindo maliciosamente por ganância, não têm lugar ali, exceto no fundo de suas águas", disse.

Pedágio

O comunicado afirma ainda que o Irã implementará "novos marcos legais e gestão do Estreito de Ormuz", sugerindo que o país não tem planos de abrir mão do controle da rota. No fim de semana, o regime apresentou uma proposta para reabrir o estreito - plano que foi rejeitado por Trump, porque impunha pedágio aos petroleiros que passassem.

Países árabes do Golfo Pérsico, incluindo Omã, que faz fronteira com a parte sul do estreito, também se opuseram à ideia. As negociações para pôr fim à guerra chegaram a um impasse. Trump disse a assessores esta semana que estava insatisfeito com a última proposta do Irã, que teria reaberto o estreito, deixando de lado as questões sobre o seu programa nuclear.

Os dois lados estão implementando um bloqueio duplo em Ormuz, usado para transportar um quinto do suprimento mundial de petróleo. Os preços subiram em razão do cerco. A guerra teve profundo impacto na economia do Irã. O rial, moeda nacional, atingiu novas mínimas em relação ao dólar esta semana.

A declaração de Khamenei incluiu as capacidades nucleares e de mísseis do Irã em uma lista de "ativos nacionais" que os iranianos devem proteger, "assim como protegeriam suas fronteiras terrestres, marítimas e aéreas".

Khamenei recheou suas declarações de ontem com referências ao Dia Nacional do Golfo Pérsico, que assumiu um significado político adicional para os governantes religiosos autoritários do Irã. Nas redes sociais, o aiatolá e outros líderes usaram a data para ligar o atual esforço para controlar a rota com uma longa lista de batalhas históricas contra as potências coloniais pelo estreito.
 

estiagem e calor

Avançam projeções de El Niño mais servero neste ano

Segundo o jornal The Washington Post, existe um risco real para a formação do mais forte El Niño em mais de um século

25/04/2026 22h00

Caso se confirmem as previsões, parte sul do Brasil tende a sofrer com fortes ondas de estiagem e calor no fim de 2026 e início de 2027

Caso se confirmem as previsões, parte sul do Brasil tende a sofrer com fortes ondas de estiagem e calor no fim de 2026 e início de 2027

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A Organização Meteorológica Mundial (OMM, agência da Organização das Nações Unidas) reiterou na semana passada que "os modelos climáticos apontam claramente na mesma direção e preveem, com um nível de confiança elevado, a instauração de um episódio de El Niño, que ganhará mais força nos próximos meses".

De acordo com o professor de ciências atmosféricas Paul Roundy, da Universidade Estadual de Nova York, em Albany, em entrevista ao jornal The Washington Post, existe um risco real para a formação do mais forte El Niño em mais de um século, por conta de um fenômeno excepcionalmente intenso entre o fim de 2026 e o início de 2027.

O novo fenômeno pode quebrar o recorde do El Niño de 2015, quando a temperatura do Pacífico alcançou 2,8ºC acima da média. Se o cenário se confirmar, os efeitos poderão ser sentidos em escala global. Entre os impactos previstos estão secas severas em partes da América Central, da África Central, da Austrália, da Indonésia e das Filipinas.

No Brasil, as principais consquências tendem a ser registradas principalmente nos três estados do sul, com estiagens severas. Porém, altas temperaturas também tendem a ocorrer no restante do território brasileiro. 

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