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alerta máxio

ONU ressalta importância de proteger jornalistas e acesso à informação

Segundo as Nações Unidas, em 2024 e 2025, 189 jornalistas foram assassinados em todo o mundo, o maior número desde o biênio 2014/2015

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"Em todo o mundo, jornalistas continuam pagando um preço exorbitante por dizerem a verdade”, o alerta foi feito nesta segunda-feira (2) pelo secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, ao marcar o Dia Internacional pelo Fim da Impunidade dos Crimes Contra Jornalistas. 

A data foi criada em homenagem aos franceses Ghislaine Dupont e Claude Verlon, da Rádio França Internacional (RFI), que foram assassinados em 2 de novembro de 2013, no Mali.

Em 2026, a ONU quer mostrar como as novas tecnologias e armamentos estão transformando os riscos enfrentados por jornalistas, especialmente em zonas de conflito. Muitas das mortes nessas regiões de guerra, ocorreram e ataques com drones, por exemplo. 

Mortes de jornalistas

Segundo as Nações Unidas, em 2024 e 2025, 189 jornalistas foram assassinados em todo o mundo, o maior número registrado desde o biênio 2014/2015. A maior parte das mortes foi em zonas de conflito. 

A presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Samira de Castro, afirma que é preciso exigir dos governos que investiguem e processem os responsáveis por crimes contra jornalistas e que o assassinato de qualquer jornalista é inaceitável.

“A campanha da Federação Internacional de Jornalistas (FIJ) este ano pergunta: Quem ordenou o assassinato? Quem Planejou? Quem é o responsável final? Essas são perguntas que não podem ficar sem resposta”, diz.  

 

Eleições nos EUA

EUA: baixa popularidade de Trump alimenta expectativa de vitória democrata no Congresso

Às vésperas das eleições legislativas, inflação e custo de vida pressionam republicanos, enquanto pesquisas apontam avanço democrata na disputa pelo controle do Congresso.

02/11/2026 20h00

Donald Trump enfrenta queda de popularidade às vésperas das eleições legislativas nos Estados Unidos, enquanto democratas avançam nas pesquisas.

Donald Trump enfrenta queda de popularidade às vésperas das eleições legislativas nos Estados Unidos, enquanto democratas avançam nas pesquisas. Foto: Agência Brasil.

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Com a votação antecipada em curso nos Estados Unidos, as eleições de meio de mandato chegam à reta final sob um clima de ansiedade em eleitores que já foram às urnas. Muitos descrevem a sensação de que "a América que conheciam está sumindo" e citam desde a percepção de "ilegalidade" entre políticos até a influência de bilionários - e, sobretudo, o impacto do custo de vida, com a gasolina no centro das queixas.

Amanhã, os americanos vão eleger um novo Congresso: todos os 435 assentos da Câmara dos Representantes e 35 das 100 cadeiras do Senado estarão em disputa.

O Partido Republicano hoje controla as duas Casas, mas entram na eleição pressionados pela baixa popularidade do presidente dos EUA, Donald Trump.

O Commerzbank observa que a aprovação do mandatário está em 38%, com 60% de desaprovação, resultando em saldo líquido de -22%. Na avaliação do banco, a inflação é um fator decisivo.

Segundo o Commerzbank, Trump teria falhado em cumprir a promessa de baixar preços "no primeiro dia", e suas políticas - tarifas e a guerra com o Irã, que elevou os preços de energia - ajudaram a reacender pressões inflacionárias.

A análise também menciona que aluguéis, alimentos e combustíveis ganharam protagonismo na campanha, enquanto o Partido Democrata aposta na bandeira do custo de vida.

As pesquisas indicam risco elevado para os republicanos, especialmente na Câmara. Historicamente, o partido do presidente costuma perder cadeiras na Câmara em eleições de meio de mandato - cerca de 20, em média, desde 1950.

Agora, com uma maioria republicana estreita de quatro assentos, levantamentos sugerem que os democratas podem ganhar ao menos 20 cadeiras e assumir o controle da casa.

No Senado, a disputa também apertou para os republicanos nas últimas semanas, inclusive com sinais de virada no Texas, tradicional reduto conservador.

O quadro aparece nas sondagens mais recentes: pesquisa do New York Times em parceria com o Siena Research Institute (SRI), divulgada em 1º de novembro, mostra democratas à frente em cinco dos sete Estados-pêndulo analisados para o Senado.

Na véspera da eleição, Trump minimizou os números e disse que "nunca conheceu alguém" entrevistado por institutos de pesquisa. Ele afirmou que, em um comício, apenas duas pessoas levantaram as mãos ao serem perguntadas se haviam sido consultadas.

Também declarou que vetará "tudo" caso os democratas vençam e, ao ser questionado sobre segurança eleitoral, respondeu que não acredita que as eleições serão seguras.

Ontem, a Justiça americana indeferiu uma ação movida pelo governo Trump que buscava impedir o Alasca de certificar uma possível derrota do senador republicano Dan Sullivan nas eleições, alegando risco de os eleitores terem se equivocado ao votar, já que há um concorrente homônimo.

O ING observa que sites de apostas atribuem aos democratas 70% a 72% de chance de conquistar Câmara e Senado.

O banco pondera que parte das leituras sobre efeitos imediatos é especulativa, mas nota que uma vitória democrata poderia pressionar o dólar, uma vez que provavelmente levaria a um impasse em relação ao teto da dívida, a uma paralisação prolongada do governo no próximo ano e poderia incentivar Trump a adotar uma agenda de política externa ainda mais intervencionista.

O Commerzbank também alerta para o risco de shutdown, já que o financiamento do governo vai apenas até 11 de dezembro.

O banco pontua que, se os democratas levarem além da Câmara o Senado, a capacidade de Trump de influenciar o Fed seria limitada, já que é necessária a aprovação da Casa para preencher vagas abertas no conselho da autoridade monetária.

O banco ainda menciona, como cenário de baixa probabilidade, mas "maior do que zero", a possibilidade de contestação dos resultados, com ondas de ações judiciais e protestos, o que poderia afetar a confiança institucional.

Enquanto os votos antecipados continuam a ser depositados, as projeções apontam para um Congresso mais dividido - e para uma fase em que, entre inflação, impasses orçamentários e tensões externas, o pós-eleição pode importar tanto quanto o resultado.

*Com informações da Associated Press (AP).

COP17

Brasil contribui para avanços das ações de proteção da biodiversidade

COP17 da Biodiversidade ocorreu em Yerevan, na Armênia

01/11/2026 23h00

Decisão trouxe resposta à primeira revisão do Marco Global de Kunming-Montreal, que considerou insuficientes os esforços globais para atingir as 23 metas previstas no tratado internacional, até 2030

Decisão trouxe resposta à primeira revisão do Marco Global de Kunming-Montreal, que considerou insuficientes os esforços globais para atingir as 23 metas previstas no tratado internacional, até 2030 TÂNIA RÊGO/AGÊNCIA BRASIL

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A 17ª Conferência das Partes das Nações Unidas (COP17) da Convenção sobre Diversidade Biológica (CDB) terminou em Yerevan, na Armênia, com a participação estratégica da delegação brasileira nas decisões para que os países acelerem e ampliem suas ações para conter a crise da biodiversidade.Decisão trouxe resposta à primeira revisão do Marco Global de Kunming-Montreal, que considerou insuficientes os esforços globais para atingir as 23 metas previstas no tratado internacional, até 2030Decisão trouxe resposta à primeira revisão do Marco Global de Kunming-Montreal, que considerou insuficientes os esforços globais para atingir as 23 metas previstas no tratado internacional, até 2030

Após o consenso alcançado na madrugada de sábado (31), o documento final chamado de Caminho de Yerevan foi publicado com novos compromissos assumidos pelos países.

A decisão trouxe uma resposta à primeira revisão do Marco Global de Kunming-Montreal (GBF, na sigla em inglês), que considerou insuficientes os esforços globais para atingir as 23 metas previstas no tratado internacional, até 2030.

Para a integrante da delegação brasileira Karen Oliveira, diretora de Políticas Públicas e Relações Governamentais da The Nature Conservancy Brasil, essa foi uma COP para correção de rumo, que trouxe novas orientações e avanços em financiamento, monitoramento e participação de povos indígenas e comunidades locais.

“Mas deixou parcialmente em aberto justamente os temas mais transformadores: volume de financiamento, funcionamento efetivo do Fundo Cali, reforma de subsídios, transformação dos setores produtivos e responsabilização por resultados.”

Financiamento

Entre os compromissos financeiros acordados estão a ampliação voluntária da base de países doadores, hoje constituída pelos países desenvolvidos, possibilitando o financiamento de ações de proteção da biodiversidade em países menos desenvolvidos por economias como a China, Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos, por exemplo.

Também houve consenso para uma revisão formal do Fundo Global para a Biodiversidade (GBFF, na sigla em inglês) e do Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF, na sigla em inglês), além do compromisso para estruturar uma arquitetura eficiente para o financiamento das ações globais de proteção da natureza.

Durante a conferência de Yerevan, a presidência da COP17 anunciou que os compromissos financeiros assumidos por governos, instituições multilaterais, filantropia e iniciativas privadas somaram mais de US$ 1,8 bilhão.

Subsídios

Para a especialista em políticas de biodiversidade do Greenpeace Internacional, An Lambrechts, as promessas políticas feitas em Yerevan demonstram boas intenções, mas não eliminam os grandes obstáculos como financiamento insuficiente, restrições fiscais e de endividamento dos países, o esvaziamento dos cofres do Fundo de Cali e a necessidade urgente de reformar subsídios prejudiciais à proteção da biodiversidade.

Os debates sobre a reforma de subsídios avançaram pouco durante a conferência. O resultado foi a criação de um grupo de trabalho com o objetivo de transformar, pelo menos, US$ 500 bilhões do valor que atualmente apoia atividades prejudiciais à natureza, em subsídios positivos.

Fundo Cali

Criado na COP16, em 2024, o Fundo de Cali deveria reunir valores pagos por empresas que utilizam o sequenciamento genético de espécies da natureza para desenvolver produtos, à exemplo das indústrias de cosmético e farmacêutica. A operacionalização da ferramenta, no entanto, esbarrou no avanço dos debates.

Segundo Lambrechts, há dois anos as grandes corporações fizeram o possível para que a adesão ao Fundo de Cali permanecesse voluntária e, na COP17, empenharam-se em impedir o funcionamento do fundo.

“É inaceitável que grandes empresas multinacionais obtenham lucros gigantescos a partir da exploração da natureza e, em contrapartida, contribuam muito pouco para a sua preservação, deixando populações ao redor do mundo à mercê dos impactos da crise da biodiversidade.”

Uso sustentável

A proposta brasileira para fortalecer a agenda de uso sustentável da biodiversidade com repartição justa e equitativa dos benefícios de recursos genéticos foi incorporada a agenda da convenção no artigo que trata de atividades, produtos e serviços que promovem resultados positivos para a natureza.

Com isso, passam a ser necessárias consultas aos países, povos indígenas e comunidades locais. Os países também passam a ter que apresentar opções para fortalecer a implementação do uso sustentável desses recursos.

“Avançamos no reconhecimento da necessidade de fortalecer essa dimensão da convenção, com um processo específico para desenvolver opções que poderão subsidiar um futuro Programa de Trabalho”, destaca Michel Santos, gerente de políticas públicas do WWF-Brasil.

Conectividade

Uma das pautas fortemente defendidas pela delegação brasileira em Yerevan foi a da conectividade ecológica para a criação de corredores verdes e azuis de conservação, onde as espécies possam circular.

O objetivo inicial era criar um quinto elemento programático no Programa de Trabalho sobre Áreas Protegidas (PoWPA), mas o tema apenas foi referenciado dentro do documento, possibilitando a continuidade das discussões nos próximos espaços de debate multilateral.

“Precisamos conservar a natureza, mas também criar condições para que seu uso sustentável gere benefícios sociais, econômicos e ambientais, respeitando os direitos e os conhecimentos dos povos e comunidades que historicamente contribuem para sua conservação”, conclui Michel Santos.

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