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A energia do Tarô da semana entre 02 e 08 de novembro. Avaliar as situações e ser imparcial

A Justiça anuncia uma semana de reflexão e decisões importantes. O arcano convida a avaliar cada situação com clareza, ponderar as consequências das escolhas e agir com honestidade e imparcialidade.

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A Justiça rege a semana trazendo um convite ao discernimento, à responsabilidade e à coerência entre pensamentos e atitudes.

Este arcano nos lembra que nossas escolhas produzem consequências e que o amadurecimento começa quando somos capazes de olhar para a realidade sem distorções, reconhecer nossa parcela de responsabilidade e corrigir o que já não está em harmonia.

Sua mensagem é agir com consciência, respeitar os próprios limites e encontrar a medida certa entre razão e emoção. Mais do que julgar o passado, será importante compreender os acontecimentos e decidir como seguir adiante.

A carta também propõe uma reflexão sobre a maneira como nos relacionamos com o mundo. Se você tem pautado suas escolhas pela generosidade, pela honestidade e pelo senso de justiça, estará cultivando condições favoráveis para colher bons frutos.

O conselho é praticar a Regra de Ouro: faça ao próximo aquilo que gostaria que fizessem por você (Mateus 7:12). Afinal, a harmonia que desejamos encontrar ao nosso redor também depende da forma como tratamos as pessoas.

A Justiça também representa aquela voz interior capaz de reconhecer a verdade de uma situação, por mais inconveniente ou difícil que ela possa parecer. Sob sua influência, será fundamental analisar os acontecimentos com imparcialidade, considerando os fatos antes de chegar a conclusões.

Isso exige cuidado para não permitir que emoções, expectativas ou desejos pessoais distorçam a realidade. Insistir em uma interpretação que não encontra sustentação nos fatos pode levar a decepções e dificultar decisões importantes.

Este arcano nos convida a reconhecer nossas necessidades e expressá-las com clareza e honestidade, tanto para nós mesmos quanto para os outros. Em algumas situações, isso poderá significar aprender a dizer não, mesmo quando essa atitude contrariar as expectativas alheias.

A Justiça aconselha a identificar a origem dos conflitos com serenidade, sem permitir que ressentimentos ou impulsos interfiram na avaliação. Sua balança simboliza a importância de ponderar diferentes perspectivas antes de agir. Afinal, preservar uma relação ou evitar um confronto não deve significar abrir mão dos próprios valores e limites.

Sob a influência do arcano A Justiça, a semana favorece uma revisão cuidadosa de escolhas, acordos e compromissos. Questões que pareciam resolvidas poderão voltar à pauta, enquanto situações do passado ganharão novos significados diante de informações que ainda não haviam sido consideradas.

A carta nos lembra que reconhecer um erro não diminui ninguém. Ao contrário, revela maturidade e permite corrigir o rumo antes que pequenas falhas se transformem em problemas maiores.

O importante será evitar julgamentos precipitados e lembrar que nem sempre dispomos de todos os elementos para compreender uma situação por inteiro.

Essa mensagem encontra ressonância na configuração astrológica do período. A conjunção do Sol com Mercúrio retrógrado em Escorpião favorece a investigação, a revisão de ideias e o esclarecimento de assuntos delicados.

Conversas antigas poderão ser retomadas, informações esquecidas voltarão à tona e determinadas percepções poderão mudar diante de novos fatos. Será importante, entretanto, não confundir intuição com certeza nem permitir que desconfianças ocupem o lugar do diálogo.

A Justiça pede que a verdade seja procurada com serenidade, sem distorções provocadas pelo medo, pelo orgulho ou por expectativas pessoais.

Vênus em Libra favorece a harmonia e os acordos, enquanto Marte em conjunção com Júpiter em Leão amplia a iniciativa e a autoconfiança. A Justiça pede equilíbrio entre a vontade de avançar e a prudência necessária para evitar excessos e tomar decisões conscientes.

A carta também nos convida a refletir sobre a diferença entre justiça e rigidez. Ser justo não significa exigir perfeição de si mesmo ou dos outros, tampouco transformar cada divergência em uma disputa para determinar quem tem razão.

A verdadeira imparcialidade depende da capacidade de reconhecer nuances, ouvir argumentos diferentes e admitir que nossas convicções podem mudar.

Em algumas situações, será necessário estabelecer limites claros; em outras, compreender o ponto de vista alheio permitirá encontrar uma solução mais satisfatória para todos. A sabedoria estará em perceber qual atitude cada circunstância exige.

No amor, A Justiça é uma carta de natureza mais racional, que nem sempre favorece grandes demonstrações de afeto ou espontaneidade. Sua presença pode sinalizar certo distanciamento emocional, mas também respeito mútuo, maturidade e relações construídas sobre bases mais equilibradas.

Para quem está em um relacionamento, a semana favorece conversas esclarecedoras, a revisão de acordos e a correção de desequilíbrios que talvez tenham sido ignorados. Será importante expressar sentimentos e insatisfações com honestidade, sem transformar o diálogo em uma disputa sobre quem tem razão.

Para quem está solteiro, o arcano aconselha observar as atitudes com a mesma atenção dedicada às palavras, avaliando se existe coerência entre o que alguém promete e o que realmente oferece. Procure não idealizar pessoas ou situações. Neste momento, vale ouvir menos as expectativas do coração e deixar a razão conduzir suas escolhas.

No trabalho, a Justiça recomenda organização, atenção aos detalhes e cuidado com a comunicação. Documentos, prazos, informações e acordos merecerão uma conferência adicional, sobretudo quando houver dúvidas ou decisões pendentes.

Rever um procedimento ou corrigir uma informação poderá evitar complicações futuras. A carta também favorece conversas profissionais pautadas pela objetividade e pelo respeito, desde que exista disposição para ouvir e considerar diferentes perspectivas.

Em situações de conflito, será mais produtivo reunir fatos e apresentar argumentos consistentes do que reagir às primeiras impressões.

Na carreira, a energia da Justiça convida a avaliar o caminho percorrido e a identificar se as escolhas atuais estão alinhadas aos objetivos de longo prazo. Poderá ser um momento oportuno para reconsiderar prioridades, negociar responsabilidades ou reconhecer quais competências precisam ser desenvolvidas.

A ambição tem seu valor, mas os resultados mais duradouros dependem de consistência, planejamento e clareza sobre o que se deseja construir.

Diante de uma oportunidade importante, procure avaliar não apenas o prestígio ou a recompensa imediata, mas também as condições oferecidas, os compromissos envolvidos e os efeitos dessa decisão sobre sua vida. Nem todo avanço aparente representa progresso verdadeiro.

Nas finanças, a Justiça favorece uma relação mais consciente com o dinheiro. Organizar despesas, revisar contratos, conferir cobranças e estabelecer prioridades ajudará a compreender melhor a própria situação material. A carta recomenda cautela diante de promessas de ganhos fáceis ou decisões motivadas pelo entusiasmo do momento.

Com Marte e Júpiter em Leão estimulando a confiança e a disposição para arriscar, será especialmente importante distinguir uma oportunidade bem fundamentada de uma aposta excessivamente otimista.

O equilíbrio financeiro não depende apenas de quanto se ganha, mas também da maneira como os recursos são administrados e das escolhas que sustentam a segurança futura.

Ao longo da semana, talvez seja necessário rever uma opinião, reconhecer uma falha ou abandonar uma expectativa que já não corresponde aos fatos. Em outros momentos, a atitude mais justa será sustentar uma decisão com firmeza, mesmo que ela não agrade a todos.

O desafio estará em não confundir flexibilidade com fraqueza nem firmeza com inflexibilidade. A espada da Justiça precisa de precisão, não de agressividade; sua balança exige ponderação, não indecisão. Quando esses dois princípios trabalham juntos, torna-se possível agir com convicção sem perder a capacidade de escutar.

A carta também lembra que o equilíbrio não significa dividir tudo igualmente ou oferecer a mesma resposta para situações diferentes. Justiça é reconhecer necessidades, responsabilidades e circunstâncias, compreendendo que cada escolha deve ser avaliada em seu contexto.

Às vezes, será preciso corrigir uma desigualdade; em outras, estabelecer uma fronteira que proteja o que é importante. Há momentos em que a paz depende da conciliação, mas também existem situações nas quais ela só se torna possível depois que uma verdade é reconhecida e um limite é respeitado.

A energia desta semana favorece, portanto, uma espécie de acerto de contas interior. Não para alimentar arrependimentos ou cobrar de si mesmo respostas perfeitas, mas para compreender o que as experiências recentes ensinaram.

O passado pode oferecer informações valiosas, desde que não se transforme em uma prisão. Rever uma decisão não significa necessariamente voltar atrás: pode ser a oportunidade de aprimorar uma escolha, corrigir uma rota ou seguir adiante com mais consciência.

O importante é não permitir que antigas certezas impeçam a percepção de novas possibilidades.

O conselho do Tarô para a semana é agir com discernimento, sem precipitação e sem omissão. Antes de concluir, procure compreender. Antes de responder, verifique os fatos. Antes de assumir um compromisso, avalie suas condições e consequências.

Se houver algo a corrigir, faça isso com maturidade; se for necessário estabelecer limites, expresse-os com clareza. E, diante de uma escolha importante, procure não se deixar conduzir exclusivamente pelo medo de perder ou pela ansiedade de conquistar.

A Justiça não promete um caminho livre de dúvidas, mas nos oferece orientação para atravessá-las com consciência e discernimento.

Sua presença nos lembra que a serenidade nasce quando nossas atitudes estão alinhadas aos nossos valores e que a verdadeira segurança não depende de controlar todas as circunstâncias, mas de saber lidar com elas sem abrir mão da própria integridade.

Mesmo diante de situações que possam nos tirar do eixo, o desafio será preservar a calma, ponderar antes de reagir e não permitir que fatores externos determinem nossas escolhas.

Nesta semana, o convite é encontrar a medida entre ousadia e prudência, acolhimento e firmeza, desejo e realidade. Afinal, quando a clareza orienta as escolhas, o equilíbrio deixa de ser apenas uma busca e passa a se tornar uma prática cotidiana.

“Acredite na justiça, mas não a que emana dos demais e sim na sua própria”. (Código Samurai)

Uma ótima semana e muita luz,

Ana Cristina Paixão

Saúde Correio B+

Você sabia que roer as unhas pode provocar desgaste irreversível dos dentes? Saiba mais.

Hábito frequentemente associado à ansiedade pode causar danos permanentes ao esmalte dentário, sobrecarregar a mandíbula e aumentar o risco de infecções por bactérias presentes sob as unhas

31/10/2026 19h00

Você sabia que roer as unhas pode provocar desgaste irreversível dos dentes?

Você sabia que roer as unhas pode provocar desgaste irreversível dos dentes? Foto: Getty Imagens

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Muito além de uma simples mania, roer unhas pode provocar danos permanentes à saúde bucal. O hábito, conhecido clinicamente como onicofagia, favorece o desgaste irreversível do esmalte dentário, pode alterar a mordida, sobrecarregar a articulação da mandíbula e aumentar a exposição da boca a bactérias presentes sob as unhas.

Frequentemente associado à ansiedade e a outros comportamentos repetitivos relacionados ao estresse emocional, o problema pode surgir em qualquer idade e, muitas vezes, evoluir de forma silenciosa. Como os danos costumam aparecer gradualmente, é comum que só sejam percebidos quando a estrutura dos dentes já foi comprometida.

Segundo a cirurgiã-dentista Dra. Jose Daniela Delgado, especialista em GBT (Guided Biofilm Therapy) da EMS e especialista em Estomatologia e Odontologia Legal e Forense, a onicofagia não deve ser encarada apenas como um hábito estético.

“A onicofagia é um comportamento repetitivo frequentemente relacionado à ansiedade e que acontece de forma inconsciente. Não representa falta de controle ou fraqueza, mas uma maneira que algumas pessoas encontram para lidar com determinadas emoções. O problema é que, quando se torna frequente, pode causar consequências importantes para a saúde bucal”, explica.

Embora fatores como rotina acelerada, excesso de estímulos e estresse sejam frequentemente associados ao aumento da ansiedade, a especialista ressalta que não existe um único gatilho para esse comportamento.

“Cada pessoa manifesta a ansiedade de uma forma diferente. Assim como algumas comem compulsivamente, outras desenvolvem hábitos repetitivos, como roer as unhas. Por isso, é importante compreender a origem desse comportamento para tratá-lo adequadamente”.

Um dos principais riscos está no desgaste do esmalte dentário, camada responsável por proteger os dentes e que não possui capacidade natural de regeneração. O atrito constante entre os dentes provocado pelo hábito acelera esse processo e pode comprometer permanentemente sua estrutura.

“Diferentemente da pele, o esmalte do dente não se regenera. Quando ele é perdido, não volta naturalmente. Dependendo da extensão do desgaste, o paciente pode precisar de restaurações, facetas ou coroas para recuperar a função e a estética dos dentes”, alerta.

Além do desgaste, a onicofagia pode favorecer pequenas fraturas dentárias, aumentar a sensibilidade e provocar alterações na mordida. O esforço repetitivo também sobrecarrega a articulação temporomandibular (ATM), responsável pelos movimentos da mandíbula, favorecendo dores, inflamações, estalos e alterações funcionais da mastigação, especialmente em pessoas que também apresentam bruxismo ou apertamento dental.

Outro risco pouco conhecido está relacionado à contaminação por microrganismos.

As unhas entram em contato diariamente com diferentes superfícies e acumulam biofilme bacteriano. Ao levá-las repetidamente à boca, esses microrganismos podem ser introduzidos na cavidade oral, aumentando o risco de infecções e desequilíbrios da microbiota bucal.

“As unhas acumulam bactérias presentes nas superfícies que tocamos ao longo do dia. Ao levá-las repetidamente à boca, aumentamos a exposição a microrganismos que não fazem parte da microbiota bucal, favorecendo infecções e outros problemas de saúde”.

Além dos impactos físicos, a onicofagia é reconhecida pela comunidade médica como um comportamento repetitivo focado no corpo (Body-Focused Repetitive Behavior – BFRB). O transtorno está descrito no Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-5-TR), da American Psychiatric Association, e integra o grupo dos transtornos obsessivo-compulsivos e relacionados.

Revisões científicas também apontam associação entre o hábito e desgaste dentário, alterações na mordida, lesões gengivais, disfunções da ATM e maior exposição da cavidade oral a microrganismos potencialmente patogênicos. 

Para interromper o comportamento, a especialista destaca que simplesmente tentar parar de roer as unhas costuma não ser suficiente.

“Parar de roer as unhas sem tratar a causa costuma ser apenas uma solução temporária. É preciso identificar o gatilho emocional. Dependendo do caso, o tratamento pode envolver acompanhamento psicológico ou psiquiátrico, além de recursos odontológicos para proteger os dentes durante esse processo”.

Ela alerta ainda que muitas pessoas acabam substituindo a onicofagia por outros hábitos igualmente prejudiciais, como morder tampas de caneta, lápis ou outros objetos rígidos, o que pode intensificar o desgaste dentário.

Além do controle do comportamento, o acompanhamento odontológico periódico é fundamental para identificar precocemente sinais de desgaste e de acúmulo de biofilme. Nesse contexto, protocolos preventivos como o Guided Biofilm Therapy (GBT) permitem evidenciar o biofilme antes da remoção, tornando a limpeza profissional mais precisa e ajudando o paciente a compreender melhor sua condição e participar de forma mais ativa dos cuidados com a saúde bucal.

Para a Dra. Daniela, o principal alerta é não subestimar hábitos aparentemente inofensivos.

“Quando um hábito começa a desgastar os dentes, alterar a mordida ou provocar dores na mandíbula, ele deixa de ser apenas uma mania e passa a ser uma questão de saúde. Quanto mais cedo o problema for identificado e tratado, maiores são as chances de evitar consequências permanentes”.

Bem-estar Correio B+

Respirar bem: uma prática simples que pode ajudar a regular o estresse e a ansiedade

Protocolos respiratórios ganham espaço nas práticas de bem-estar e mostram como prestar atenção à respiração pode contribuir para o equilíbrio físico e emocional

31/10/2026 17h30

Respirar bem: uma prática simples que pode ajudar a regular o estresse e a ansiedade

Respirar bem: uma prática simples que pode ajudar a regular o estresse e a ansiedade Foto: Divulgação

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Você já prestou atenção à maneira como respira? Embora seja uma função automática do organismo, a respiração também pode ser utilizada de forma consciente para ajudar a lidar com situações de estresse, melhorar o foco e favorecer a sensação de bem-estar.

Durante uma atividade física intensa, é natural que a respiração se torne mais rápida para atender às necessidades do corpo. Em outros momentos, como em situações de tensão ou mesmo durante práticas de relaxamento, observar o próprio ritmo respiratório pode ajudar a reconhecer os sinais do organismo e a encontrar maneiras de recuperar o equilíbrio.

Respiração consciente e bem-estar

Segundo Karina Ueno, profissional de Educação Física do VICCI Studio, especialista em Breathwork e reabilitação tridimensional, a prática respiratória pode trazer benefícios que vão além da percepção imediata de relaxamento.

“A prática respiratória pode ajudar a reduzir a ansiedade, ampliar a clareza mental e melhorar o foco. Também é importante na recuperação do corpo após períodos de estresse e no desenvolvimento da capacidade de autorregulação emocional. Em contextos terapêuticos e de performance, pode contribuir para uma maior sensação de presença, estabilidade e resiliência”, explica.

Entre os principais benefícios associados à prática estão:

• Redução do estresse e da tensão;

• Melhora da percepção e do controle da respiração;

• Maior capacidade de lidar com as emoções;

• Aumento da concentração;

• Sensação de calma e bem-estar;

• Desenvolvimento de recursos para enfrentar situações desafiadoras.

O que acontece com a respiração quando estamos ansiosos?

A relação entre respiração e estado emocional também pode ser compreendida pela resposta do organismo ao estresse. Quando o cérebro identifica uma ameaça, real ou percebida, ativa mecanismos de alerta que preparam o corpo para reagir. Nesse processo, o coração pode acelerar, os músculos ficam tensos e a respiração tende a se tornar mais rápida e superficial.

Em algumas situações, a hiperventilação — quando a pessoa respira mais do que o necessário para as demandas do organismo — reduz excessivamente a concentração de gás carbônico no sangue. Isso pode provocar sintomas como tontura, formigamento, sensação de falta de ar e aperto no peito, que, por sua vez, podem intensificar o medo e a sensação de ameaça.

“Por isso, aprender a respirar de maneira consciente nesses momentos pode fazer diferença. Uma respiração confortável, lenta e controlada, especialmente com uma expiração um pouco mais longa, pode ajudar a reduzir a ativação fisiológica associada ao estresse”, explica Simone Cavalcante Bolor, psicóloga clínica.

Como praticar a respiração consciente

Uma das maneiras de começar é reservar alguns minutos para observar e desacelerar a respiração, sem forçar o ritmo.

A psicóloga sugere um exercício simples:

1. Inspire lentamente pelo nariz, contando até quatro, se for confortável, permitindo que o abdômen se movimente naturalmente.

2. Solte o ar devagar pela boca, contando até seis, sem fazer força.

3. Repita por dois a cinco minutos, respeitando os próprios limites e sem se preocupar em executar a técnica perfeitamente.

Se a contagem provocar desconforto, o ritmo pode ser ajustado. O objetivo é respirar de maneira tranquila, sem esforço.

“Respirar dessa forma não elimina a ansiedade, mas pode ajudar o corpo a sair gradualmente do estado de alerta e abrir espaço para que a mente se reorganize. No meu trabalho como psicóloga, costumo enviar aos pacientes vídeos com exercícios respiratórios, para que possam acompanhar o ritmo e praticar tanto nos momentos de maior tensão quanto no dia a dia. Quanto mais a técnica é exercitada em momentos de calma, mais familiar ela se torna quando precisamos recorrer a ela”, afirma Simone.

A respiração consciente não substitui o acompanhamento profissional quando há ansiedade persistente ou crises recorrentes. Ela pode, no entanto, integrar uma rotina de autocuidado e ampliar a percepção sobre como o corpo reage às diferentes situações do cotidiano.

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