Cidades

FEIRÃO

Campo-grandenses dormem na fila para 'garimpar' no bazar da AACC-MS

Com aproximadamente 150 pessoas, fila tinha cerca de 200 metros e virava a esquina

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Fila gigantesca se formou no Super Feirão da Associação dos Amigos das Crianças com Câncer (AACC/MS), na manhã desta terça-feira (10), na sede da instituição, localizada na avenida Ernesto Geisel, número 3475, bairro Orpheu Baís, em Campo Grande.

Com aproximadamente 150 pessoas, a fila tinha cerca de 200 metros e virava a esquina.

Conforme apurado pela reportagem, a primeira pessoa chegou às 17 horas do dia anterior, nesta segunda-feira (9), ou seja, garantiu o lugar 15 horas antes da abertura do Feirão e dormiu na fila.

Bolas, brinquedos, boias e eletrônicos são alguns do itens à venda 

São três dias de feirão: terça-feira (10), quarta-feira (11) e quinta-feira (12), das 8h às 17h. As formas de pagamento são pix, dinheiro, débito e crédito. Os preços variam de R$ 2 a R$ 250. 

Os produtos são novos, foram apreendidos pela Receita Federal e posteriormente doados à instituição. Ao todo, são 8 mil itens disponíveis nas prateleiras.

São vendidos no local:

  • Boia infantil
  • Bola
  • Brinquedos (carrinho, trator, avião, personagens, casinha, piscina de bolinhas, cercadinho, castelo, boneca, laptop, cozinha infantil, teclado maluco, dinossauro, arma de água, arma infantil, algema, skate, dado inteligente, urso, mola e máscara de personagem)
  • Mochila
  • Copo térmico
  • Aparelho de barbear
  • Fone de ouvido
  • Mouse
  • Controle de TV
  • Caixinha de som
  • Headset, headphone
  • Balança de precisão
  • Balança
  • Controle de videogame
  • Rádio
  • Carregador de celular
  • Webcam
  • Jogos (dominó, cartas, dama)
  • Copos
  • Cadeado para bicicleta
  • Booster cable (‘chupeta’ veicular)
  • Suporte para TV
  • Parabrisa
  • Camisa de time
  • Xícara
  • Vaso para planta
  • Chinelo
  • Chaleira elétrica
  • Garrafa térmica para tereré
  • Meia
  • Luva
  • Touca
  • Suporte para celular
  • Mouse
  • Luz LED
  • Mousepad

Autônomo, Windson Robson Pereira Araújo, chegou 3 horas da manhã para garantir o lugar na fila.

“Eu sou o décimo sétimo da fila e cheguei 3 horas da madrugada. Vim comprar eletrônicos. Veio eu e minha filha. Não vim economizar não, vim para gastar mesmo. Vim comprar presentes de Natal, o que der para levar, vou levar”, disse.

Assistente de educação infantil, Magna Luz, foi garantir os presentes de Natal dos filhos.

“Estou grávida e vim comprar brinquedos para os meus filhos, um está na barriga e o outro em casa. Quero comprar dinossauros para ele. Soube desse feirão pela internet”, contou.

Atendente de farmácia, Maycon de Lima Gonçalves, também madrugou para guardar lugar na fila. 

“Cheguei 4 horas da manhã aqui hoje e eu estava mais ou menos no vigésimo lugar da fila. Estava super escuro e de noite quando eu cheguei. Não tive medo de ficar aqui no escuro não, já trabalhei de madrugada e estou acostumado. Vim comprar brinquedos e eletrônicos", contou.

O dinheiro arrecadado será revertido em verbas para a a instituição, que acolhe e trata crianças com câncer. A AACC-MS espera arrecadar R$ 80 mil com a venda dos produtos, apenas neste feirão.

Os recursos arrecadados serão utilizados para cobrir despesas essenciais, como água, luz, combustível, telefone, alimentação, materiais de limpeza e medicamentos não fornecidos pelo SUS. Atualmente, os custos mensais da AACC/MS chegam a aproximadamente R$ 315 mil.  

AACC-MS

A Associação dos Amigos das Crianças com Câncer (AACC/MS) foi fundada em 29 de março de 1998 com a missão de cuidar, amparar e auxiliar crianças e adolescentes com câncer em Mato Grosso do Sul.

Está localizada na avenida Ernesto Geisel, número 3475, bairro Orpheu Baís, em Campo Grande.

A Casa de Apoio oferece:

  • Acolhida e hospedagem à criança e adolescente com câncer e 1 acompanhante do sexo feminino
  • Distribuição de cestas básica e cestas sociais às famílias
  • Transporte
  • Atendimentos Multiprofissionais
  • Serviço Social
  • Atividades lúdico-pedagógicas
  • Salão de Beleza

De acordo com a instituição, em 2023, 335 crianças foram atendidas, 16.292 atendimentos multiprofissionais foram realizados, 7.158 pessoas foram hospedadas e 35.790 refeições foram servidas.

HABITAÇÃO

Minha Casa, Minha Vida entrega 23 mil residências no Mato Grosso do Sul desde 2023

Em todo o país, 1,4 milhão de unidades foram concluídas desde a retomada do programa na atual gestão do Governo do Brasil

26/03/2026 11h30

Ricardo Stuckert

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Com média superior a 7,4 mil entregas anuais em Mato Grosso do Sul desde o início da atual gestão do Governo do Brasil, o Minha Casa, Minha Vida concluiu 23 mil habitações no estado entre 2023 e o início deste ano. 

As informações do Ministério das Cidades indicam que, no recorte anual no estado do Mato Grosso do Sul, houve aumento constante durante os últimos três anos. A previsão é que o ritmo de entregas se mantenha em 2026.

No histórico dos três últimos anos, foram 5,9 mil unidades concluídas em 2023, 8 mil em 2024 e 8,3 mil em 2025. Até o momento, neste ano foram finalizadas 723 unidades e todas entregues no início de 2026.

Em todo o país, são 1,4 milhão de unidades finalizadas e entregues pelo programa habitacional desde 2023. 

O presidente Lula ressaltou durante a entrega de unidades em Maceió (AL), em janeiro deste ano, o principal objetivo do programa para ele, e relembrou ainda que é "uma política que garante cuidado e dignidade para as famílias".

“Eu tenho o compromisso de um dia zerar o déficit habitacional, porque todo e qualquer brasileiro vai ter o seu ninho para cuidar da família. O Minha Casa, Minha Vida é o maior programa habitacional já feito neste país. Sabemos que temos que construir muito mais, porque cada vez que a gente para de construir aumenta a quantidade de pessoas sem casa neste país” 

Contratos

Paralelamente às entregas, o Governo do Brasil tinha como compromisso a contratação de duas milhões de novas unidades na atual gestão, com a retomada da política habitacional.

No entanto, a meta foi alcançada com um ano de antecedência, no fim de 2025. Com isso o objetivo passou a ser trabalhar com o horizonte de 3 milhões de contratações até o fim de 2026.

No estado vizinho, em Mato Grosso, foram contratadas 32,6 mil unidades habitacionais pelo Minha Casa, Minha Vida entre 2023 e início de 2026, que resultou de um investimento total de R$ 4,9 bilhões. 

Aquecimento

Segundo o Ministro das Cidades do Brasil, Jader Filho, o programa habitacional é responsável não apenas pela realização do sonho da casa própria dos beneficiários, mas pelo aquecimento do mercado da construção civil no país.

“O Minha Casa, Minha Vida foi o grande motor do setor da construção civil em 2025. Esses números são importantes e devem ser ressaltados a cada dia porque o programa, além de levar moradia digna a quem mais precisa, também é responsável pela geração de emprego no país”.

De acordo com dados da Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias, em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (ABRAINC-FIPE), 85% de todos os lançamentos construídos no Brasil são do programa.

Retomada

Com retorno em 2023, a iniciativa consolida um marco legal moderno, em que amplia o acesso à moradia digna, além de fortalecer a sustentabilidade urbana e recolocar a habitação no foco da agenda de desenvolvimento social.

Naquele ano, a então Medida Provisória nº 1.162, que marcou a retomada do programa, foi convertida na Lei nº 14.620, em 13 de julho, com adoção de novas práticas para a política. 

Impacto e faixas

Ao considerar todas as modalidades, o Governo impactou 4.911 municípios de todas as regiões do país, o que significa cerca de 88% das cidades brasileiras.

Entre as famílias apoiadas, foram priorizadas aquelas em situação de vulnerabilidade, com renda de até R$ 2.850 (Faixa 1), com subsídio de até 95% do valor da unidade. A Faixa 2 vai de R$ 2.850,01 a R$$ 4.700 e a Faixa 3 de R$ 4.700,01 a R$ 8.600.

No ano passado, o programa criou a Faixa Classe Média, para aqueles com renda de R$ 8.600,01 a R$ 12.000. Com esse pacote, a política movimenta a cadeia da construção civil e gera milhares de empregos.

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MATO GROSSO DO SUL

Servidores do Detran-MS aprovam estado de greve e não descartam paralisação

Categoria aponta precarização, falhas em sistemas e avanço da terceirização

26/03/2026 11h00

Entre as principais queixas estão a desvalorização profissional, a falta de melhorias nas condições de trabalho e o que classificam como processo crescente de precarização dos serviços públicos

Entre as principais queixas estão a desvalorização profissional, a falta de melhorias nas condições de trabalho e o que classificam como processo crescente de precarização dos serviços públicos Divulgação

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Servidores do Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) aprovaram, por unanimidade, a instauração de estado de greve durante Assembleia Geral Extraordinária realizada nesta quarta-feira (25). A medida é considerada um alerta e pode resultar na paralisação das atividades a qualquer momento, caso não haja avanço nas negociações com o Governo do Estado.

Segundo o Sindicato dos Servidores do Detran-MS (Sindetran-MS), a assembleia registrou ampla participação da categoria, evidenciando o nível de insatisfação com a forma como os trabalhadores vêm sendo tratados pela atual gestão. A entidade afirma que, ao longo dos últimos meses, as reivindicações não têm sido atendidas, o que motivou o endurecimento do movimento.

Entre as principais queixas estão a desvalorização profissional, a falta de melhorias nas condições de trabalho e o que classificam como processo crescente de precarização dos serviços públicos. Os servidores também criticam o avanço da terceirização em áreas consideradas estratégicas, o que, segundo eles, pode comprometer tanto o atendimento à população quanto a segurança viária.

Outro ponto que tem gerado preocupação é a digitalização dos serviços. De acordo com o sindicato, o processo vem sendo feito sem a segurança necessária, o que teria facilitado fraudes e o uso indevido do nome do Detran-MS. Servidores também relatam falhas frequentes nos sistemas.

Além do estado de greve, a assembleia definiu a intensificação das mobilizações. Entre as medidas está a ampliação do movimento de não recebimento de guias em máquinas de cartão, como forma de pressionar a gestão.

O Presidente do Sindetran MS e da Federação Nacional dos Servidores de Detrans e Agentes de Trânsito Estaduais, Municipais e do Distrito Federal (Fetran), Bruno Alves afirma que a decisão foi tomada diante da falta de respostas do poder público.

“Não por escolha, mas por necessidade. Por dignidade. Por respeito. O movimento busca dar visibilidade à realidade enfrentada pelos servidores, pais e mães de família, agentes de trânsito e profissionais que atuam diretamente na segurança viária, sob condições inadequadas e com impactos à saúde física e mental”, explica.

O estado de greve funciona como uma etapa anterior à paralisação total. Com isso, os servidores permanecem mobilizados e podem interromper as atividades caso não haja avanço no diálogo com o governo.

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