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MEIO AMBIENTE

Com mais de 5% já queimado, Pantanal de MS sofre com retorno dos incêndios

Fogo no bioma já destruiu área maior que o município de Campo Grande, foram 8.489 km² devastados até este mês

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A baixa umidade do ar, com 20% de mínima, e a temperatura com máximas de 37º C para a região do Pantanal, em Mato Grosso do Sul, criaram condições favoráveis para os incêndios no Pantanal ganharem uma nova escalada a partir desta quinta-feira (25). O território já teve mais 5% de sua área destruída pelo fogo, com incêndios registrados entre janeiro e julho.

Em termos de território, isso equivale a 8.489 km², o que representa uma área um pouco maior que todo o município de Campo Grande, que corresponde a 8.096 km².Além dessa área, o atual cenário de fogo ameaça invadir o Parque Estadual do Rio Negro.

As condições climáticas de perigo potencial para a região foram divulgadas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) e são mantidas até, no mínimo, para esta sexta-feira (26) à noite. 

Esse cenário reforça as previsões técnicas do Laboratório de Aplicações de Satélites Ambientais (Lasa) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que mostram que há 80% de chance de o fogo queimar mais de 20 mil km² até final de 2024, o que é quase a área do estado do Sergipe (21,9 mil km²).

Onde o fogo tem atuando de forma mais intensa no bioma é no município de Corumbá, em algumas partes de áreas específicas do Alto Pantanal (ao norte da cidade), às margens do rio Paraguai, porém antes de chegar à Serra do Amolar, que fica a cerca de 220 km da Capital do Pantanal. 

Também perto das regiões do Rabicho, onde existe uma base de treinamento da Marinha, e no Porto da Manga, onde passa a MS-228 (Estrada Parque) e leva à sub-região da Nhecolândia, bem como às margens da BR-262. A partir deste dia 25, no município de Aquidauana o fogo passou a ser registrado com maior intensidade.

A partir do monitoramento do Programa Queimadas, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), entre janeiro e julho, Corumbá lidera os focos de calor (2.926 casos), seguido por Porto Murtinho (449 focos), Aquidauana (243 focos) e Rio Verde de Mato Grosso (79 casos). Todos esses municípios estão no Pantanal.

Os dados computados até agora pelo LASA/UFRJ seguem monitorando essa extensão de destruição pelo fogo. A ampliação desse território queimado pode aumentar devido aos indícios já identificados para este final de julho. 

O Sistema ALARMES, do LASA/UFRJ, também apontaram que o risco do fogo para o Pantanal está classificado como extremo, pelo menos até este domingo (28). Com a evolução da baixa umidade do ar para o território, esse risco acabou sendo agravado na classificação de muito alto até esta quarta-feira (24) para o extremo. 

Essas classificações correspondem a cinco níveis de condições de combate. Quando a situação é extrema, é difícil haver o combate mesmo que seja feita ações aéreas, além de haver a alta velocidade de propagação.

“Há tendência de diminuição de umidade do solo nas últimas décadas. O ressecamento do solo observado em 2023/2024 é sem precedentes em termos de intensidade e duração. Regime de seca persistente de intensidade extrema a moderada nos últimos 12 meses. As altas temperaturas e seca extrema levaram a elevado acúmulo de material combustível em toda a região”, identificou o LASA/UFRJ a partir de nota técnica para alertar o possível avanço do fogo nesse período mais crítico de estiagem, que é sugerido a partir de agosto e seguindo até setembro.

A presença de representantes da União na região está maior desde 28 de junho, após o período de mês o fogo ter queimado 431 mil hectares. 

“Ver o Pantanal em chamas é muito triste e exige ações conjuntas do Governo Federal, como está ocorrendo agora. Uma Sala de Situação já foi criada para alinhar em reuniões periódicas os próximos passos para enfrentar esse evento. A Defesa Civil Nacional está empenhada em ajudar”, disse o secretário Wolnei Wolff, em agenda anterior.

A tentativa para evitar um maior avanço do fogo segue ocorrendo com o engajamento de 233 agentes do Ibama, ICMBio e Prevfogo, além de mais de 500 bombeiros de Mato Grosso do Sul e 80 militares da Força Nacional. Além de pessoal, há avião capaz de dispersar 12 mil litros d´água a cada voo – isso equivale ao consumo diário de quase 110 pessoas, conforme a ONU, entre outros equipamentos.

“O grande foco nosso é o incêndio na região da Nhecolândia, que começou com um caminhão que pegou fogo. A maioria dos incêndios não é proposital. O caminhão estava em um atoleiro, de areia, forçou demais e pegou fogo. Esse vai ser o grande combate que nós vamos a partir de hoje (25) tocar”, afirmou o coronel Adriano Rampazo, subcomandante-geral do Corpo de Bombeiros e chefe das operações de combate a incêndios. 

“Tivemos na semana passada uma semana um pouco tranquila devido aquela chuva e baixa temperatura, mas nesta semana os combates estão sendo bastante intensos”, completou.

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mudança

TJMS abandona os tradicionais veículos da GM e opta por modelo chinês

Além de terem motorização híbrida, veículos da GWM custam menos que os modelos atuais utilizados pelo TJ, o TraillBlazer

23/03/2026 18h07

Veículo chinês pode custar até R$ 325 mil, mas é mais em conta que os TrailBlzazers utilizados atualmente como veículos oficiais

Veículo chinês pode custar até R$ 325 mil, mas é mais em conta que os TrailBlzazers utilizados atualmente como veículos oficiais

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Com orçamento de R$ 1.464.780.100,00 para 2026, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul vai substituir sua frota oficial, composta por tradicionais modelos da norte-americana General Mortors (GM) e adotar modelos mais baratos e considerados mais modernos, de marca chinesa. Além disso, pretende adotor um dos modelos da Stellantis, o Jeep Commander.

Conforme portaria publicada no diário oficial da Justiça desta segunda-feira (23), a partir de agora, veículos de representação serão da marca Jeep Commander, com potência mínima de 272 cavalos e tração integral. O valor, conforme dados disponíveis na internet, varia de R$ 308 mil a R$ R$ 327 mil. 

Além disso, os chamados veículos de transporte institucional serão da marca/modelo GWM Haval H6 híbrido pleno/convencional. Montado no interior de São Paulo, o veículo de motorização híbrica da indústria chinesa custa entre R$ 220 mil e R$ 325 mil. 

Atualmente, o Tribunal de Justiça utiliza principalmente veículos do modelo TrailBlazer, da Chevrolet (GM), que custam em torno de R$ 420 mil. 

Ao justificar a troca dos modelos, o comando do Tribunal de Justiça diz estar levando em "consideração os dados sobre as especificações, as características técnicas de desempenho e as condições de custo de manutenção". Por conta disso, concluiu que dentre os veículos avaliados escolheu os dois dos modelos que melhor atendem as necessidades da administração. 

Conforme a fabricante chinesa, as baterias do GWM Haval podem ser recarregadas em tomadas (plug-in), carregadores rápidos (DC) ou via frenagem regenerativa. A autonomia no modo 100% elétrico supera 70 km, permitindo uso diário urbano sem gasolina.

O outro modelo, o Jeep Commander, ainda não tem uma versão elétrica. Porém a linha 2026/2027 promete introduzir tecnologia híbrida leve (MHEV). Atualmente, os motores são flex e diesel. Mas, o próximo modelo deve oferecer a versão híbrida, utilizando o motor 1.3 turbo junto a um sistema elétrico de 48 volts para maior eficiência. 

Ao anunciar a troca de modelos o Tribunal de Justiça não anunciou ainda quantos veículos nem quando pretende fazer a troca. Mas, o orçamento deste ano está 7,3% maior que o do ano passado. Na prática, isto significa exatos R$ 100 milhões a mais que os R$ 1,36 bilhão do orçamento de 2025. 

IMPOSTO

Lei que garante mais transparência no IPTU passa a valer em Campo Grande

O objetivo é permitir que o cidadão compreenda melhor como o tributo é calculado e garantir mais transparência na relação entre o Poder Público e a população

23/03/2026 17h30

Veja se o pagamento do imposto do seu imóvel está suspenso ou não

Veja se o pagamento do imposto do seu imóvel está suspenso ou não FOTO: Marcelo Victor/Correio do Estado

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Em Campo Grande, a Lei Ordinária nº 7.595, que amplia a transparência nas informações do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) em Campo Grande foi sancionado pela Prefeitura na última semana. A proposta havia sido aprovada pela Câmara Municipal de Campo Grande durante a 6ª sessão ordinária de 2026, realizada no dia 24 de fevereiro.

A nova legislação garante que os cidadãos tenham acesso completo, pelos meios digitais oficiais do município, a todas as informações que compõem o lançamento do IPTU e da Taxa de Coleta, Remoção e Destinação de Resíduos Sólidos.

Com isso, o contribuinte poderá consultar de forma clara e detalhada dados como:

I – a identificação cadastral completa do imóvel, incluindo número de inscrição imobiliária, endereço, bairro, quadra, lote e eventual fração ideal;
II – as características físicas e de uso do imóvel, tais como tipo de uso, padrão construtivo, áreas do lote e da edificação, topografia, infraestrutura disponível e estado de conservação;
III – os valores utilizados na formação da base de cálculo, compreendendo valor do terreno, valor da edificação e valor total da avaliação;
IV – a classificação do imóvel no Perfil Socioeconômico Imobiliário (PSEI) e demais enquadramentos administrativos que influenciem o lançamento;
V – a memória de cálculo do tributo, com indicação da alíquota aplicada e dos fatores considerados;
VI – a discriminação individualizada dos valores lançados, com distinção clara entre o valor do IPTU, o valor da Taxa de Coleta, Remoção e Destinação de Resíduos Sólidos Domiciliares e o valor total;
VII – as informações complementares relevantes ao lançamento, incluindo número de parcelas, situação da coleta de resíduos e eventuais observações cadastrais.

A proposta surgiu após o polêmico aumento cobrado nos carnês do IPTU, que teve os preços elevados devido a cobrança conjunta com a Taxa do Lixo, o que causou a frustração dos contribuintes.

Com a nova lei, o objetivo é facilitar o acesso à informação, permitir que o cidadão compreenda melhor como o tributo é calculado e garantir mais transparência na relação entre o Poder Público e a população.

Autor da proposta, Marquinhos Trad destacou que a medida busca justamente aproximar a gestão pública das necessidades reais da cidade.

Segundo o parlamentar, a lei não cria novos tributos nem altera valores de cobrança, mas fortalece o direito à informação e a clareza nos dados disponibilizados ao contribuinte. A expectativa é que a medida ajude a reduzir dúvidas, ampliar a transparência e garantir mais segurança para quem precisa entender ou até contestar o lançamento tributário.

Lei e justificativa

A lei aprovada diz que "sempre que o Município disponibilizar, por meios digitais oficiais, informações relativas ao lançamento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e da Taxa de Coleta, Remoção e Destinação de Resíduos Sólidos Domiciliares, deverá ser assegurado ao cidadão acesso integral às mesmas
informações constantes da Notificação Geral de Lançamento impressa, inclusive às Informações Cadastrais do Imóvel".

A disponibilização das informações previstas na lei tem por finalidade permitir que o cidadão compreenda o lançamento tributário, planeje seu pagamento e exerça, quando necessário, o direito de questionamento
administrativo, nos termos da legislação vigente.

A proposição tem origem direta na experiência vivenciada no exercício de 2026, no qual o lançamento do IPTU e da Taxa de Coleta, Remoção e Destinação de Resíduos Sólidos Domiciliares, revelou graves falhas de transparência, comunicação e compreensão por parte dos contribuintes.

Em meio à forte reação social e institucional ao aumento do valor total do carnê, resultante da soma do IPTU com a Taxa de Coleta de Lixo, muitos munícipes não conseguem compreender como os valores cobrados foram formados, qual a distinção entre imposto e taxa, nem de que forma podem exercer, de maneira efetiva, o direito de contestação administrativa do lançamento.

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