Cidades

ESQUECIDA

Criada há 30 anos, APA do Guariroba ainda é desprezada

Instituída em setembro de 1995, a Área de Proteção Ambiental do Córrego Guariroba tem um programa ambiental, criado em 2008, com ações que não foram implementadas até hoje

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Criada em setembro de 1995 e prestes a completar três décadas de vida, a Área de Proteção Ambiental (APA) dos mananciais do Córrego Guariroba tem um programa ambiental com ações, instituídas em 2008 e revisadas em 2020, que não foram implementadas até hoje.

Em 2023, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) instaurou um Inquérito Civil para apurar a atuação da Prefeitura de Campo Grande neste caso, já que a APA é de responsabilidade do município.

Foi nesta investigação inicial que foi constatado que, dos seis planos previstos há 17 anos, apenas dois foram devidamente elaborados e aprovados, dos quais não foram aplicados.

Posteriormente, já em setembro de 2024, o órgão fiscalizador propôs uma reunião para celebrar um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), mas sem sucesso.

Então, na semana passada, foi instaurada uma proposta de Ação Civil Pública Ambiental, a fim de garantir a feitura e aplicação dos outros planos, assim como previsto em 2008.

Além disso, a Promotoria de Justiça também solicitou a “instalação de sinalização adequada na APA do Guariroba para informar e conscientizar a população sobre a importância da área”.

APA do Guariroba

Como já dito nesta reportagem, a APA do Guariroba foi criada há quase 30 anos, no dia 21 de setembro de 1995, por meio do Decreto n.o 7.183, e possui aproximadamente 36.000 hectares de extensão.

Segundo cartilha disponibilizada pela Prefeitura, a Área de Proteção Ambiental foi criada "pela necessidade de recuperar e conservar o principal sistema produtor de água bruta para abastecimento público de Campo Grande". Além disso, ela veio com três objetivos principais:

  1. Recuperar e conservar os mananciais de abastecimento público formados pela Bacia do Córrego Guariroba, de modo a assegurar a sustentabilidade em quantidade e qualidade dos recursos hídricos;
  2. Proteger o ecossistema, as espécies raras e ameaçadas de extinção da região, várzeas e fundos de vale;
  3. Promover o constante monitoramento da qualidade ambiental do manancial e a implementação de projetos específicos que possam contribuir com a conservação.

A APA do Guariroba é responsável por ceder mais de 40% da água consumida em Campo Grande.

Além deste, existem outras duas APAs: Área de Proteção Ambiental da Bacia do Córrego Ceroula e; Área de Proteção Ambiental dos Mananciais do Córrego Lajeado.

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OBRAS

Adriane Lopes diz que não tem como prometer asfalto se não tiver rede de esgoto primeiro

Obras ocorrem nas sete regiões de Campo Grande após semana de chuvas intensas

28/02/2026 15h40

Asfalto na rotatória das Avenidas Rachid Neder e Ernesto Geisel foi levado por conta da força da água de enxurrada das chuvas

Asfalto na rotatória das Avenidas Rachid Neder e Ernesto Geisel foi levado por conta da força da água de enxurrada das chuvas Marcelo Victor

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Equipes da Prefeitura Municipal de Campo Grande seguem nas sete regiões da Capital acompanhando a força-tarefa de tapa-buracos, intensificada após as chuvas que ocorreram esta semana. Durante as vistorias, moradores apresentaram solicitações e acompanharam a execução dos serviços.

Na quinta-feira (26), a equipe da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep) esteve no Novo Século, com a presença da prefeita Adriane Lopes (PP). No bairro, a principal demanda das obras foi em relação ao asfalto.

Adriane Lopes explicou que a pavimentação depende da implantação da rede de esgoto, cujas obras só começarão em 2028, mesmo sendo antecipadas, inicialmente marcadas para o ano de 2034. “Não tem como prometer asfalto se não passar a rede de esgoto primeiro, então assim será”, esclarece a prefeita.

O secretário de Infraestrutura e Serviços Públicos, Marcelo Miglioli, detalhou como é feito o processo para tapar os buracos. “Primeiro é feita a frenagem do buraco, na sequência vem o reenquadramento – para deixá-lo com as bordas mais regulares -, e depois vem a massa asfáltica, então é um serviço feito de qualidade”, explica o titular da Sisep.

Já no bairro José Abrão, os pedidos incluíram poda de árvores, reforço na sinalização horizontal e fechamento de buracos, principalmente na linha de ônibus.

Na sexta-feira (27), a equipe da Prefeitura retornou ao local com a empresa responsável para garantir a execução dos serviços solicitados.

No Jardim Mansour, região próxima ao Rita Vieira, estão em andamento as obras de drenagem na Avenida Três Barras. Moradora da região há 13 anos, Ivete Nascimento ainda tem esperança na resolução das inundações em dias de chuvas intensas e aguarda por melhorias no bairro. “A gente vê que está havendo esforços, então a gente acredita que o problema de água descendo por aqui quando chove muito vai ser resolvido”.

As visitas também passaram pelas avenidas Coronel Antonino e Mascarenhas de Moraes, além do Monte Castelo e região Central.

 

termômetro da economia

Na contramão do país, movimento nos aeroportos de MS recua

Movimento em janeiro teve alta de 9,1% na comparação com 2025. Em Mato Grosso do Sul, porém, ocorreu queda de 6,3%

28/02/2026 12h30

Instalação das pontes de embarque em Campo Grande está em fase adiantada e deve ser concluída até o fim de junho

Instalação das pontes de embarque em Campo Grande está em fase adiantada e deve ser concluída até o fim de junho Súzan Benites

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Em trajetória inversa daquilo que ocorre no restante do país, o movimento de passageiros nos aeroportos de Mato Grosso do Sul encolheu 6,3% no primeiro mês de 2026 na comparação com igual período do ano passado, conforme dados divulgados nesta sexta-feira (27) pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).

No país, o setor não só alcançou um novo recorde de movimentação para o mês, mas também atingiu a maior movimentação em um único mês na série histórica, com 12,4 milhões de passageiros transportados. A alta foi de 9,1%  na comparação com janeiro de 2025.

Mas, em Mato Grosso do Sul, a quantidade de passageiros recuou de 151,6 mil, em janeiro do ano passado, para 142 mil em igual período deste ano, o equivalente a uma redução de 6,3%. 

Mas, se forem levados em consideração somente os números relativos a Campo Grande, o recuo é maior, de quase 9%. Em janeiro do ano passado foram140,2 mil passageiros. Agora, a quantidade de pessoas chegando ou saindo recuou para 127,6 mil. 

Em Bonito, em decorrência do aumento na oferta de voos, ocorreu aumento da ordem de 52%. Em janeiro do ano passado haviam sido 6 mil passageiros. Em igual mês de 2026 este volume subiu para 9,1 mil. 

OBRAS

Uma das explicações para a redução no movimento no aeroporto de de Campo Grande é a restrição para pousos e decolagens no período noturno. Desde outubro estão suspensos os voos entre 23 horas e 5 horas da madrugada. A previsão é de que a liberação ocorra a partir de abril. 

Se forem levados em consideração os números do ano passado e comparados com o ano anterior, Campo Grande registrou aumento, mas inforerior ao da média nacional. No ano passado, a quantidade de pessoas chegou a 1,553 milhão, o que representa 3,7% acima dos registros do ano anterior. O crescimento nacional foi de 9,4%. 

Mas, a restrição de pousos e decolagens no período noturno, que ocorre para permitir as obras de reforma e ampliação, não é a única explicação para a redução de passageiros. No ano passado, por exempo, foram 10.695 voos, ante 11.425 no ano anterior, o que representa retração de 6,3%. 

A previsão é de que as obras de reforma sejam concluídas até o final de junho. A principal delas é a instalação de três pontes de embarque e desembarque, o que acabará com a necessidade de os passageiros enfretarem o mau tempo em dias chuvosos. 

O aeroporto de Campo Grande está nas mãos da espanhola Aena desde meados de outubro de 2023. Um mês depois ela também assumiu os aeroportos de Corumbá e Ponta Porã. 

Nas obras de melhoria nos três terminais estão sendo investindos em torno de R$ 500 milhões. Na pista de Campo Grande, as obras são uma exigência do contrato concessão e estão sendo executadas pela Construcap e Copasa, duas das maiores construtoras do Brasil.

Com os projetos da operadora, o aeroporto de Campo Grande ganhará um segundo andar no terminal de passageiros, permitindo a instalação das pontes de embarque e desembarque.. Em Ponta Porã está prevista a ampliação que vai triplicar o tamanho total do terminal de passageiros e a reforma em Corumbá vai dobrar a superfície da área pública.
 

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