Cidades

Repercussão

Ex-deputada de MS diz que demitiu 1 e promete mais 8 em post sobre Lula

Bela Barros (PDT) anunciou novas demissões "em nome de Jesus" ao comentar vídeo sobre empresários que estariam dispensando funcionários por terem votado em Lula.

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A ex-deputada estadual e ex-vereadora de Dourados, Bela Barros (PDT), afirmou nas redes sociais que já demitiu um funcionário e pretende dispensar outros oito ao comentar um vídeo sobre empresários que estariam demitindo trabalhadores por terem votado no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A declaração foi feita após o segundo turno das eleições presidenciais e incluiu a expressão "em nome de Jesus".

O comentário foi publicado no Instagram, em uma postagem do pastor Leandro Reis, da Igreja Deus Tem Mais, localizada no Rio de Janeiro (RJ). Na publicação, o religioso abordava supostas demissões de trabalhadores que votaram no presidente Lula após o resultado das eleições.

Durante o vídeo, o pastor também criticou a situação econômica do país e afirmou que apenas quem empreende conhece as dificuldades enfrentadas pelos empresários.

Ele ainda questionou o Bolsa Família, citando situações em que o marido trabalha enquanto a esposa recebe o benefício, o que, segundo ele, sobrecarrega injustamente o sistema.

Na gravação, uma mensagem em destaque afirma que "quase 150 pessoas foram demitidas hoje", embora não sejam apresentados documentos ou informações que comprovem o número mencionado.

Na seção de comentários, Bela Barros manifestou-se sobre o assunto e revelou que também havia realizado uma demissão, além de anunciar a intenção de promover novos desligamentos.

"Hoje nós tbem demitimos 1, mas vamos demitir uns oito em nome de Jesus", escreveu a ex-parlamentar.

Ex-deputada Bela Barros afirma ter demitido um funcionário e anuncia outras oito dispensas em comentário publicado no Instagram do pastor Leandro Reis (Foto: Reprodução/Instagram).

 

A declaração foi feita em uma publicação que abordava a demissão de trabalhadores por terem votado no presidente Lula.

Ao participar da discussão, a ex-parlamentar afirmou já ter realizado um desligamento e anunciou a intenção de dispensar outros oito funcionários, em meio às manifestações de empresários contra eleitores do PT após as eleições presidenciais.

Em outros comentários na mesma postagem, a empresária afirmou possuir sete restaurantes e defendeu que consumidores priorizem estabelecimentos cujos proprietários não sejam ligados ao Partido dos Trabalhadores.

"Temos Sete restaurantes!", escreveu.

Na sequência, acrescentou:

"É só passamos a comprar de empresários que não são do PT".

As manifestações associam a discussão sobre demissões ao posicionamento político de trabalhadores e empresários, em meio à polarização que marcou a disputa presidencial de 2026.

Bela Barros tem uma longa trajetória na política de Mato Grosso do Sul. Foi vereadora de Dourados por quatro mandatos, exerceu o cargo de deputada estadual e disputou a Prefeitura do município em 2004 e 2024, sendo a última candidatura pelo PDT.

Listas de boicote a petistas circulam em Dourados

A manifestação da ex-deputada acontece em meio à circulação de listas com nomes de estabelecimentos comerciais supostamente ligados a eleitores de Lula e apoiadores do PT em diferentes municípios de Mato Grosso do Sul.

Em Dourados, mensagens compartilhadas por aplicativos e redes sociais passaram a incentivar consumidores a deixar de frequentar empresas identificadas como petistas.

A situação levou comerciantes da cidade a divulgar esclarecimentos públicos após terem seus estabelecimentos incluídos nessas relações, conforme reportagens publicadas pela imprensa local.

Algumas listas são acompanhadas de orientações para que consumidores procurem empresas alinhadas às suas próprias preferências políticas.

O movimento também foi registrado em outras cidades do Estado, incluindo Jardim, onde comerciantes relataram a inclusão de seus negócios em listas de boicote, mesmo sem terem declarado apoio ao presidente.

A divulgação dessas relações gerou questionamentos sobre possíveis prejuízos econômicos e a exposição de empresários em razão de posicionamentos políticos atribuídos a eles.

Empresária diz querer ver eleitores de Lula passando fome

Outro episódio que ganhou repercussão nas redes sociais envolve a empresária Helenita Brum, integrante da diretoria executiva do Grupo Valebrum, responsável pela operação de franquias de O Boticário em Mato Grosso do Sul.

Em um vídeo que circula na rede social X (antigo Twitter), a empresária faz declarações contra eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e afirma que o país enfrenta uma disputa entre "o bem e o mal".

"O Brasil está sangrando, está vermelho", declara.

Em seguida, afirma que gostaria de ver um petista lhe pedir dinheiro ou emprego e dispara: "Quero que passe fome".

A gravação repercutiu em meio às manifestações de empresários contra apoiadores do PT após as eleições presidenciais. Não há, contudo, confirmação de demissões por motivação política nas empresas do grupo.


MS registra 35 denúncias de assédio eleitoral

Mato Grosso do Sul contabilizou 35 denúncias de assédio eleitoral em 2026, conforme balanço divulgado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT-MS) nesta segunda-feira (26). Até o primeiro turno, realizado em 4 de outubro, eram 11 registros, o que representa um aumento de aproximadamente 218%. Em todo o país, foram contabilizadas 1.937 denúncias.

O MPT-MS alerta que ameaças de demissão, intimidações e represálias motivadas pela preferência política dos trabalhadores podem configurar assédio eleitoral, inclusive após as eleições.

A procuradora-chefe do órgão, Cândice Arosio, reforçou que as denúncias continuam sendo recebidas mesmo após o encerramento do processo eleitoral.

A legislação brasileira assegura a liberdade de convicção política, e demissões discriminatórias podem resultar em responsabilização trabalhista. 

 

CONTRATAÇÃO

Sanesul contrata escritório de advocacia por R$ 1,5 milhão sem licitação

Contratação com inexigibilidade deve assessorar Sanesul para 'novos negócios' e parceria em Mato Grosso do Sul pelos próximos 12 meses

28/10/2026 12h05

Divulgação

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A Empresa de Saneamento vinculada ao Governo de Mato Grosso do Sul, a Sanesul, fechou um contrato no valor de R$ 1,5 milhão com a empresa de advocacia, Manesco Advogados. A contratação não exigiu licitação e foi divulgada nesta quarta-feira (28), no Diário Oficial do Governo do Estado (DOE).

Segundo a publicação, a empresa de advocacia será responsável por assessorar a Sanesul, com consultoria jurídica.

Entre os serviços prestados estão: a elaboração de notas técnicas; memorandos; estudos comparados; benchmarking e pareceres; análise e proposição de estratégias para modernização contratual e aperfeiçoamento de fluxos decisórios relacionados à gestão de parcerias; elaboração ou revisão de instrumentos jurídicos necessários à estruturação; implementação ou adequação de projetos e parcerias; avaliação dos impactos jurídicos de alterações legislativas ou regulatórias que afetem diretamente os projetos e parcerias.

A vigência do contrato é de 12 meses, e o valor seria equivalente a um salário mensal de R$ 125 mil. Para advogados admitidos por meio de concurso público, o valor inicial para carga horária de 200h mensal é de R$ 7 mil, ou seja, cerca de R$ 118 mil a menos que o suposto salário para profissionais contratados externamente pela empresa.

A Sanesul respondeu à reportagem que a remuneração acontece mediante a prestação de serviços realizados pela empresa de advocacia, assegurando "racionalidade no uso dos recursos, uma vez que não há pagamento por serviços não prestados". No entanto, não foi especificada a distribuição do valor contratual.

Segundo a Companhia, os serviços prestados pela Manesco Advogados ocorrerão conforme demanda e acionamento da Sanesul para questões pontuais.

Em nota, a empresa definiu a contratação como "prática comum e consolidada", e pontuou que os serviços serão acionados em temas como:

  • resíduos sólidos urbanos e Parcerias Público-Privadas (PPPs), que envolvem legislação específica;
  • marcos regulatórios em constante atualização;
  • modelagens contratuais de longo prazo;
  • e interação com diversos órgãos de controle e regulação;

A Assessoria de Comunicação da Companhia reforçou, assim como na publicação do DOE, que a nova parceria entre a empresa jurídica e a Sanesul é estratégica para "projetos de novos negócios e parcerias".

Apesar dessa nova parceria, a empresa Manesco Advogados aparece outras vezes em publicações do Governo relacionadas a Sanesul, com termos aditivos, e ainda durante o ano passado quando a empresa mantinha um outro nome.

O primeiro registro é de 5 de março de 2025, quando foi divulgado um contrato de assessoria jurídica no valor de R$ 260 mil, que teria sido assinado ao final de fevereiro, com vigência de 90 dias.

Neste contrato, a empresa até então nomeada de Escritório Manesco, Ramires, Perez, Azevedo Marques Sociedade Advogados receberia o valor para auxiliar juridicamente a Sanesul a informar quais contratos deveriam ou não ser aplicada a legislação de Licitações e Contratos Administrativos do Brasil.

Posteriormente, em 15 de maio do mesmo ano, um novo extrato de contrato foi divulgado no DOE, porém, no valor de R$ 920 mil, e com a vigência de 12 meses.

A Sanesul teria então contratado a empresa para asssessorar sobre os impactos do novo marco regulatório do saneamento nos aspectos legais e institucionais. O tema repete no último contrato divulgado hoje.

O contrato que duraria até maio de 2026, teve um termo aditivo ampliando a vigência por mais 12 meses, com duração até maio de 2027. Em agosto, a Companhia divulgou o valor de R$ 230 mil para o termo aditivo.

A empresa, agora Manesco Advogados, assina um novo contrato com a Sanesul, no valor de R$ 1,5 milhão. Até o momento, o montante recebido pela empresa por serviços de assessoria jurídica é de R$ 1.501.410,00.

Todos os contratos são assinados por Marcos Augusto Perez representante da empresa de advocacia e por Renato Marcílio da Silva, Diretor-presidente da Sanesul e seu Diretor de Administração e Finanças, Andre Luis Soukef Oliveira.

Conformes os documentos, os recursos utilizados para contratação são próprios da empresa de saneamento.

INVESTIMENTO

Campo Grande recebe R$ 411 milhões da União para melhorar asfalto

Aquidauana e Anastácio também tiveram propostas selecionadas pelo Ministério das Cidades

28/10/2026 11h45

Buracos tomam conta nos asfaltos de Campo Grande

Buracos tomam conta nos asfaltos de Campo Grande Foto: Marcelo Vitor / Correio do Estado

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O Ministério das Cidades divulgou no Diário Oficial da União a seleção de propostas apresentadas pelos municípios de Campo Grande, Aquidauana e Anastácio, em Mato Grosso do Sul. Juntas, as operações somam mais de R$ 437 milhões em recursos destinados à mobilidade, modernização tecnológica e reabilitação urbana. O dinheiro será intermediado pela Caixa Econômica Federal, por meio do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Campo Grande teve o maior investimento, no âmbito do Programa Avançar Cidades - Mobilidade Urbana. A Capital sul-mato-grossense teve aprovado um financiamento de R$ 411,73 milhões focado integralmente em intervenções de qualificação viária, com o objetivo de reestruturar vias públicas, otimizar o fluxo de veículos e reforçar a segurança do trânsito local.

Pelo Programa de Desenvolvimento Urbano (Pró-Cidades), Aquidauana teve sua proposta selecionada na modalidade de Modernização Tecnológica Urbana. O projeto contempla um investimento total de R$ 15,5 milhões voltado à implantação de soluções e ferramentas tecnológicas para o planejamento e a gestão inteligente da cidade.

Também pelo Pró-Cidades, Anastácio foi contemplado na modalidade de Reabilitação de Áreas Urbanas. A proposta prevê um investimento de R$ 10,52 milhões aplicados na requalificação e melhoria da infraestrutura de espaços urbanos consolidados.

Os programas têm como objetivo dar suporte a estados e municípios na execução de políticas de desenvolvimento urbano e infraestrutura.

A aprovação dessas propostas integra a seleção pública contínua do Ministério das Cidades, permitindo a formalização dos contratos junto ao agente financeiro para a execução dos projetos.

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