Cidades

Superfaturamento

Juiza vê fraude e condena ex-prefeito de Três Lagoas a devolver R$ 7 milhões

Contratos com empresa de coleta de lixo foram superfaturados sem passar por licitação

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O ex-prefeito de Três Lagoas, Ângelo Guerreiro, foi condenado em 1ª instância, pela Vara de Fazenda Pública e Registros Públicos do município, por improbidade administrativa em contratos firmados com uma empresa de coleta de lixo.

O ex-prefeito e a empresa, juntamente com seu proprietário, foram condenados a devolver de forma solidária R$ 7,3 milhões pelos contratos considerados ilegais e superfaturados.

Além da devolução do valor fraudado, o ex-gestor teve decretada a suspensão de seus direitos políticos por oito anos.

A empresa ficou proibida de firmar contratos com o poder público pelo mesmo período e terá que pagar uma multa civil.

Fraude contratual

A condenação foi definida por causa de contratos emergenciais firmados entre 2017 e 2019 com um empresa de coleta de resíduos sólidos. 

A sentença da juiza Aline Beatriz de Oliveira Lacerda determinou a invalidade dos contratos e comprovou que o Município de Três Lagoas realizou diversas contratações emergenciais, sem licitação, com a mesma empresa do setor de construção e serviços ambientais, descumprindo o prazo legal de 180 dias previsto na Lei de Licitações.

O município teria justificado as contratações com supostas situações de emergência. No entanto, foi apontado em perícia judicial, que os contratos apresentaram valores superfaturados e prejuízo ao tesouro municipal estimado em mais de R$ 7 milhões.

Para a juiza, a emergência alegada para justificar os contratos foi artificialmente criada, para esconder a omissão do poder público em promover licitação regular.

Além disso, o laudo pericial confirmou que os valores praticados pela empresa contratada eram superiores aos de mercado e até mesmo maiores do que os apresentados pela própria companhia em licitações posteriores.

Conforme consta no processo, servidores responsáveis pelo setor de licitação, pela análise técnica das propostas e pela gestão de infraestrutura teriam atuado para direcionar os contratos à empresa investigada, mesmo diante da existência de concorrentes que apresentaram propostas mais vantajosas.

O ex-prefeito autorizava prorrogações e novos ajustes em caráter emergencial, permitindo a contratação direta e descumprindo os princípios da legalidade, moralidade, economicidade e eficiência.

Inocentes

Os servidores tiveram a responsabilidade retirada porque, conforme a juiza, não houve comprovação suficiente de que determinados servidores tivessem agido de forma dolosa ou obtido vantagem indevida.

A magistrada entendeu que a atuação deles se limitou ao cumprimento de funções burocráticas, sem participação efetiva nas irregularidades.

Assim, as condenações recaíram apenas sobre os agentes diretamente responsáveis pela contratação e pela gestão dos contratos considerados ilegais.

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Cidades

Júri nos EUA considera Instagram e YouTube responsáveis em julgamento sobre vício em redes

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas

25/03/2026 23h00

Crédito: Marcelo Casal Jr / Agência Brasil

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Um júri considerou a Meta e o YouTube responsáveis nesta quarta-feira, 25, em um processo inédito que visava responsabilizar as plataformas de mídia social por danos a crianças que usam seus serviços, concedendo a autora US$ 3 milhões em danos.

Após mais de 40 horas de deliberação ao longo de nove dias, os jurados da Califórnia decidiram que a Meta e o YouTube foram negligentes no design ou operação de suas plataformas.

O júri também decidiu que a negligência de cada empresa foi um fator substancial na causa do dano à autora, uma mulher de 20 anos que afirma ter se tornado viciada em mídias sociais quando criança e que esse vício exacerbou seus problemas de saúde mental.

Este é o segundo veredicto contra a Meta esta semana, depois que um júri no Novo México determinou que a empresa prejudica a saúde mental e a segurança das crianças, violando a lei estadual

Meta e YouTube (de propriedade do Google) emitiram declarações discordando do veredicto e prometendo explorar suas opções legais, o que inclui apelações.

O porta-voz do Google, Jose Castañeda, afirmou na declaração da empresa que o caso "não entende o YouTube, que é uma plataforma de streaming construída de forma responsável, não um site de mídia social". Fonte: Associated Press.

*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado

Cidades

Senado aprova criação de 794 cargos e funções no TSE e TREs com impacto anual de R$ 109 milhões

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas

25/03/2026 22h00

Crédito: Wilson Dias / Agência Brasil

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O Senado aprovou nesta quarta-feira, 25, o Projeto de Lei 4/2024, que cria 794 cargos e funções comissionadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e em Tribunais Regionais Eleitorais (TREs). De autoria do próprio TSE, o texto segue para sanção e tem impacto estimado de R$ 109,3 milhões por ano.

Estão previstos 85 postos no TSE, além de cargos e funções para 27 unidades federativas. O TRE do Distrito Federal receberá o maior número de postos (117), seguido de Bahia (30).

Ao todo, considerando TSE e TREs, os postos serão distribuídos da seguinte forma:

  • 232 cargos de analista judiciário;
  • 242 cargos de técnico judiciário;
  • 75 cargos em comissão;
  • 245 funções comissionadas.

O projeto determina que os custos serão pagos pelo orçamento já destinado ao TSE e aos TREs e que o valor só pode entrar em vigor se houver autorização na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e na Lei Orçamentária Anual (LOA).

O TSE alegou que a ampliação do quadro de pessoal é necessária pelo crescimento contínuo do eleitorado, do número de candidaturas e de processos judiciais e extrajudiciais em cada eleição. O Tribunal também argumentou haver "crescentes demandas relacionadas à segurança das urnas, ao combate à desinformação, ao cumprimento de normas do Conselho Nacional de Justiça e à manutenção da qualidade dos serviços prestados à sociedade".

Durante a votação, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), defendeu a proposta: "[Reconhecer] O momento mais importante da democracia, que são as eleições [...] Estamos fazendo com coerência o que deveríamos ter feito", declarou o parlamentar.
 

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