Cidades

DURANTE VISITA EM CAMPO GRANDE

Lula propõe a Riedel comprar fazenda em sociedade para atender indígenas

Presidente disse que compra e manutenção será conjunta entre governos para indígenas guarani-kaiowá de Dourados

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) propôs ao governador Eduardo Riedel (PSDB) uma parceria para comprar uma propriedade rural para alocar indígenas guarani-kaiowás que vivem à beira de estradas em Dourados.

A proposta foi feita durante evento no frigorífico JBS, na saída para Sidrolândia, em Campo Grande, nesta sexta-feira (12).

"Queria fazer uma proposta ao governador: vamos comprar em sociedade uma terra para a gente salvar aqueles guaranis que vivem perto de Dourados na beira da estrada", disse Lula a Riedel, sendo aplaudido de pé pelo público que participava do evento.

Riedel também se levantou e aplaudiu a proposta, em sinal de que aceita a parceria.

"Quero lhe dizer que se você encontrar as terras para que a gente recupere a dignidade daquele povo, o governo federal será parceiro na compra e no cuidado, para que eles voltem a viver dignamente. O que não pode é ficar na beira de estrada mendigando o direito a liberdade", acrescentou Lula.

"Pode me ligar na hora que você encontrar essa fazenda e nós vamos fazer o que precisar fazer na terra para dar aos indígenas o direito a decência que eles perderam por falta de trato e respeito com eles", concluiu Lula.

O acordo verbal foi firmado com aperto de mãos e abraço entre o presidente e o governador.

No discurso, Lula também lamentou o fato de não vir mais vezes a Mato Grosso do Sul e citou que gosta de pescar no Estado.

Agenda

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a Campo Grande por volta das 9h30.

Ele visitou as instalações do frigorífico da JBS em Campo Grande e realizou o embarque simbólico da primeira remessa de carne para a China.

A JBS da Capital é um dos 38 frigoríficos brasileiros recém-habilitados para exportar para a China.  

Além das duas unidades da JBS de Campo Grande, a Marfrig em Bataguassu, a Boibras em São Gabriel do Oeste, e a JBS de Naviraí, também estão estão habilitados para exportar carne para China. 

“Essas 38 habilitações pra China significam um passo gigantesco para o agronegócio brasileiro. Significam crescimento, geração de emprego e renda. Para indústria, para o campo, para as pessoas, para o comércio, para cidades”, afirmou Gilberto Tomazoni, CEO global da JBS. 

Além de Lula, participaram da visita o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PSDB), o secretário estadual de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação, Jaime Verruck, e o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Favaro, e o embaixador da China no Brasil, Zhu Qinjqiao, entre outras autoridades e políticos.

É a primeira vez que Lula vem a Mato Grosso do Sul desde que assumiu o cargo em 2023, para o terceiro mandato como presidente.


 

FERIADÃO

Servidores terão quatro dias de "molho" com feriado prolongado

Ponto facultativo de sexta-feira (30) será emendado com o feriado de Finados

27/10/2026 12h00

Servidores poderão aproveitar feriado prolongado esta semana

Servidores poderão aproveitar feriado prolongado esta semana Foto: Marcelo Victor / Correio do Estado

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Os servidores públicos de Campo Grande, do Governo de Mato Grosso do Sul e da administração federal terão um feriadão de quatro dias a partir desta sexta-feira (30). A folga, antecipadamente aguardada por parte destes funcionários, será possível graças à transferência do ponto facultativo do Dia do Servidor Público, celebrado em 28 de outubro, e ao feriado nacional de Finados, na segunda-feira (2).

Com a mudança no calendário, as repartições públicas abrangidas pelas medidas ficarão sem expediente regular na sexta-feira e na segunda-feira, formando uma pausa de quatro dias consecutivos, incluindo o sábado (31) e o domingo (1º). O atendimento ao público será retomado na terça-feira (3), enquanto os serviços essenciais continuarão funcionando durante o período.

Embora a data comemorativa seja nesta quarta-feira (28), o expediente será mantido normalmente nos órgãos municipais, estaduais e federais. A decisão de transferir a folga para o fim da semana foi adotada pelas três esferas de governo.

Em Campo Grande, a alteração consta no Decreto Municipal nº 16.734, de 8 de setembro de 2026, publicado no Diário Oficial do Município (Diogrande) no dia 10 do mesmo mês. A determinação abrange as repartições municipais, mas preserva o funcionamento dos serviços considerados essenciais à população.

Já no âmbito estadual, o Governo de Mato Grosso do Sul também estabeleceu o ponto facultativo para sexta-feira (30). A medida, publicada no Diário Oficial do Estado em 6 de outubro, contempla órgãos da administração direta, autarquias e fundações vinculadas ao Poder Executivo.

Já para os servidores federais, a norma transfere a folga do dia 28 para o dia 30 de outubro nos órgãos e entidades da administração pública federal direta, autárquica e fundacional.

Apesar da pausa prolongada no serviço público, o ponto facultativo não equivale a feriado nacional. Por isso, empresas privadas não são obrigadas a liberar seus funcionários na sexta-feira, ficando a decisão a critério dos empregadores.

sabatina

Secretário atribui buraqueira nas ruas a operação do MPMS e à chuva

Titular da Sisep diz que número de equipes de tapa-buracos caiu de 7 para 2 após operação. Agora são 12, mas a lentidão dos trabalhos persiste

27/10/2026 11h20

Titular da Sisep desde junho, André de Moura Brandão foi convocado pela Câmara para prestar esclarecimentos nesta terça-feira (27)

Titular da Sisep desde junho, André de Moura Brandão foi convocado pela Câmara para prestar esclarecimentos nesta terça-feira (27) Marcelo Victor

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Embora reconheça que em 2025 já tenha ocorrida queda de 30% nos serviços de tapa-buracos em Campo Grande no comparativo com a média dos anos anteriores, o secretário municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos (Sisep), André de Moura Brandão, atribuiu responsabilidade pelo caos da buraqueira nas ruas de Campo Grande à operação do Ministério Público Estadual que em maio deste ano resultou na suspensão de quatro dos sete contratos que estavam em vigor até então.

Além disso, conforme a sabatina nesta terça-feira (27) na Câmara de Vereadores, alegou que o aumento das chuvas ao longo deste ano estão atrapalhando o andamento dos trabalhos, já que diz estar com 12 equipes à disposição. Entre janeiro e setembro deste ano, segundo o secretário, foram 1,2 mil milímetros. No ano anterior, segundo ele, foram 698 milímetros.

A operação “Buracos sem Fim” foi desencadeada no dia 12 de maio e apontou supostas fraudes em contratos que somam mais de R$ 113 milhões com a empreiteira Rial (que depois disso passou a se chamar de Força). Naquela data,  Antônio Roberto Bittencourt Teixeira Pedrosa, dono da Rial foi preso e colocado em liberdade somente um mês depois, em 11 de junho. Ele foi acusado pelo Ministério Público de ter pagado propina para servidores públicos para receber recursos públicos sem fazer os serviços de tapa-buracos em quatro das sete regiões de Campo Grande.

O empresário foi preso juntamente com outras seis pessoas, entre as quais o ex-secretário da Sisep, Rudi Fiorese. De acordo com o MPMS, entre 2018 e 2025 a empresa alvo da operação assinou contratos e aditivos que ultrapassam os R$ 113 milhões. 

Depois daquela operação, a quantidade de equipes no serviço de tapa-buracos caiu para apenas duas, fazendo com que o volume mensal de serviços tenha despencado de 92 mil metros quadrados para apenas 17,9 mil metros quadrados em junho.

Desde o final de setembro, porém, são 12 equipes atuando nas ruas, segundo o secretário. Mesmo assim, admitiu André Brandão, apenas 14,1 mil metros quadrados de buracos foram tapados na cidade nos primeiros 15 dias outubro. Essa lentidão, alega o secretário, ocorreu por conta do grande volume de chuvas naquele período.

Em setembro, que segundo ele também foi um mês marcado por chuvas que ele considerou acima da média (151mm), a quantidade de buracos tapados também ficou muito abaixo daquilo que ocorria historicamente na cidade. Foram apenas 34,8 mil metros quadrados, segundo o secretário, sendo que normalmente este volume ficava próximo a 100 mil metros quadrados.

Além de atribuir a buraqueira à operação do MPMS e à chuva, o secretário também atribuiu a situação caótica à escassez de recursos. E uma das explicações é a queda nos repasses do Fundersul, que são administrados pelo Governo do Estado. Em 2017, segundo ele, foram R$ 23 milhões. Para 2026 estão previstos apenas R$ 2,7 milhões, conforme ele.

O secretário da Sisep foi convocado para prestar esclarecimentos aos vereadores às vésperas de os legisladores instalarem uma CPI para investigar a proliferação dos buracos pela cidade. Com apoio dos 29 vereadores, ela deve ser oficialmente criada na próxima quinta-feira (29)

Na sabatina desta terça-feira (27) cada vereador pode fazer dois questionamentos e a suposta falta de qualidade dos serviços de tapa-buracos esteve entre os principais questionamentos, já que os buracos normalmente reaparecem dias após a passagem das equipes em boa parte das vias que são atendidas. A dúvida, segundo eles, é saber se a corrupção no serviçou acabou ou não. 

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