Cidades

ACUSOU RÉU

Mãe de suposta vítima dos Name é presa após interromper julgamento

Mulher interrompeu depoimento do ex-guarda municipal Marcelo Rios, o chamando de mentiroso e acusando de atirar em seu filho; Ela foi presa por perturbação da ordem

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Terezinha Brandão Reis, mãe do guarda municipal Fred Brandão Reis, 38 anos, morto em 2019 e que teve o caso arquivado, foi detida e encaminhada à Delegacia de Polícia após interromper o depoimento do ex-guarda municipal Marcelo Rios, em processo sobre a morte do empresário Marcel Colombo, conhecido como Playboy da Mansão, na tarde desta terça-feira (17), em Campo Grande.

A mulher faz parte de um grupo de pais que alegam que os filhos foram assassinados pela milícia comandanda pela família Name.

No caso do filho dela, Fred foi encontrado morto com um tiro na boca em abril de 2019. Inicialmente o caso foi investigado como suicídio, mas depois passou a ser investigado pela força-tarefa da operação Omertà, pois houve informações de que a vítima tinha ligações com a mílicia, além de laudos apontarem que não havia resíduos nas mãos do guarda, o que indica que ele não atirou contra si. 

No entanto, por falta de provas, o caso foi arquivado.

Durante o depoimento do ex-guarda municipal, ele falava sobre o que o motivou a escrever um bilhete e entregá-lo a um advogado, afirmando ter sido agredido, quando a mulher, que estava acompanhando o júri no local, levantou e passou a proferir acusações contra o guarda.

"Larga de ser mentiroso Marcelo, você matou meu filho, você deu um tiro na boca do meu filho", disse a mulher, xingando o réu.

De imediato, o juiz determinou que ela fosse retirada da sala e que o interrogatório seguisse. 

A defesa de Marcelo Rios pediu a anulação do julgamento, alegando que a ação da mulher poderia influenciar na imparcialidade e na decisão dos jurados. O pedido foi indeferido.

O juiz da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Aluizio Pereira dos Santos, explicou que a mulher "interviu de forma sorreteira", e que a polícia já estava monitorando-a, por não ser a primeira vez que ela faz interferências.

"Ela foi encaminhada para a delegacia, fazer um BO [boletim de ocorrência] pela perturbação da ordem dos trabalhos", disse o magistrado.

O juiz esclareceu ainda que Terezinha não tem nenhum tipo de relação com o caso em julgamento.

"Ela não é familiar da vítima, não é nada, não está representando ninguém da vítima, no caso, do Marcel Colombo, e por conta do destempero dela, obviamente será apurada a responsabilidade", acrescentou, retomando os depoimentos.

Júri

Começou na segunda-feira (16) o julgamento de Jamil Name Filho e outros acusados de envolvimento no assassinato de Marcel Hernandes Colombo, morto em um bar situado na Avenida Fernando Correa da Costa, em 2018.

Ele e mais dois amigos estavam sentados à mesa na cachaçaria, quando por volta da 0h, um suspeito chegou ao local de moto, estacionou atrás do carro da vítima e, ainda usando capacete, se aproximou pelas costas e atirou.  

A vítima morreu no local e um jovem de 18 anos foi atingido no joelho.

A motivação do crime, conforme o processo, seria vingança por um desentendido anterior da vítima e Jamilzinho em uma boate, em Campo Grande, quando Marcel deu um soco no nariz de Name Filho. Ele já prestou depoimento, por meio de videoconferência, pois se encontra preso em Mossoró (RN) e confirmou o desentendimento, mas negou participação no crime.

José Moreira Freires, Marcelo Rios e o policial federal Everaldo Monteiro de Assis foram são acusados de serem os intermediários, encarregados de levantar informações sobre a vítima, e Juanil Miranda foi o executor.

O ex-guarda Rafael Antunes Vieira não teve participação no homicídio, mas foi o responsável por ocultar a arma usada no crime.

Educação

Fies 2026: estudantes devem completar informações até amanhã

Pré-selecionados devem acessar o site do Fies Seleção

03/08/2026 22h00

Estadão Conteúdo

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Os pré-selecionados ao Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) para o segundo semestre tem até as 23 horas e 59 minutos desta terça-feira (4) para complementar dados informados na inscrição.

Os estudantes devem fazer o procedimento no site do Fies Seleção. É preciso fazer o login do portal Gov.br. A lista de pré-selecionados está disponível no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior. 

O Fies tem o objetivo de ampliar acesso ao ensino superior, ao conceder financiamento a estudantes em cursos superiores de instituições de educação superior privadas que participam do programa.

Vagas

Em 2026, foram disponibilizadas 75,5 mil vagas, distribuídas em 1,3 mil instituições privadas de educação superiorpara ingresso em28,8 mil cursos e turnos.

O processo seletivo do Fies registrou, nesta edição, 315.431 inscrições, de 127.175 inscritos. O MEC explica que cada candidato pode escolher até três opções de curso.

Dos mais de 127 mil inscritos nesta edição, as mulheres representam 67,5%, totalizando praticamente 85,9 mil candidatas, e os homens correspondem a 32,5%, com 41,3 mil inscritos. 

Ações afirmativas

O processo seletivo doFiesinclui a reserva de 50% das vagas para estudantes com renda familiar por pessoa de até meiosaláriomínimoe com inscrição ativa no Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal (CadÚnico).

Os pré-selecionados que atendam às regras doFiesSocial poderãofinanciaraté 100% dos encargos educacionais, o que cobreintegralmenteosvaloresdas mensalidades.

Tanto noFiesquanto noFiesSocial, são reservadas vagas para pessoas autodeclaradas pretas, pardas, indígenas, quilombolas e pessoas com deficiência (PCD), em proporção à população desses grupos em cada estado, conforme censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Lista de espera

Os candidatos que não foram pré-selecionados na chamada única estão, automaticamente, na lista de espera para preenchimento das vagas não ocupadas, observada a ordem de classificação.

Nessa etapa, a pré-seleção ocorrerá de 7 de agosto a 24 de setembro. 

Fies

O Fies promove anualmente dois processos seletivos regulares, um para o primeiro semestre e outro para o segundo semestre de cada ano letivo, além de processos seletivos para vagas remanescentes.

Em caso de dúvida, o interessado pode entrar em contato com o MEC pelo telefone 0800-616161.v

Contrabando

Policial rodoviário é preso com mais de 200 iPhones contrabandeados em MS

Servidor da PRF foi flagrado transportando carga avaliada em alto valor durante fiscalização em Mato Grosso do Sul e acabou preso em flagrante por suspeita de descaminho.

03/08/2026 19h28

Mais de 200 iPhones de origem estrangeira, sem comprovação de regular importação, foram apreendidos durante a operação que resultou na prisão em flagrante de um policial rodoviário federal em Mato Grosso do Sul.

Mais de 200 iPhones de origem estrangeira, sem comprovação de regular importação, foram apreendidos durante a operação que resultou na prisão em flagrante de um policial rodoviário federal em Mato Grosso do Sul. Foto: Divulgação

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Um policial militar rodoviário estadual foi preso após ser flagrado transportando uma carga de mercadorias de origem estrangeira sem comprovação fiscal na BR-463, em Ponta Porã, município localizado na fronteira entre Mato Grosso do Sul e o Paraguai.

O caso ocorreu no domingo (2) e envolve a apreensão de 201 aparelhos iPhone e 79 frascos de perfumes importados, encontrados no porta-malas do veículo conduzido pelo militar.

De acordo com as informações apuradas, o soldado Henrique de Oliveira Maurício dirigia um Volkswagen Voyage branco e utilizava a farda da Polícia Militar Rodoviária no momento da abordagem.

A suspeita levantada durante a ocorrência é de que o uniforme pudesse estar sendo utilizado para reduzir o nível de fiscalização durante o deslocamento.

A interceptação ocorreu no Posto Fiscal Pacuri, instalado na BR-463, durante uma operação de rotina realizada por militares do Exército Brasileiro. Conforme o registro da ocorrência, os agentes desconfiaram do peso apresentado pelo automóvel e decidiram realizar uma inspeção mais detalhada no veículo.

Durante a vistoria, os militares localizaram no porta-malas 201 celulares da marca iPhone e 79 perfumes de diferentes marcas, mercadorias que, segundo as autoridades, seriam provenientes de contrabando ou descaminho.

Inicialmente, os produtos e o automóvel permaneceram retidos no posto fiscal, enquanto o policial acabou liberado. Conforme as informações disponíveis, naquele momento a Polícia Militar de Mato Grosso do Sul ainda não havia sido acionada para acompanhar a ocorrência.

Posteriormente, após a comunicação oficial dos fatos, o militar foi preso. Em nota, a Polícia Militar confirmou que o soldado encontra-se custodiado no Presídio Militar Estadual e informou que também instaurou os procedimentos administrativos cabíveis para apurar a conduta do servidor.

Em comunicado, a corporação ressaltou que não compactua com práticas irregulares praticadas por integrantes da instituição e afirmou que o caso será analisado tanto na esfera disciplinar quanto na investigação criminal.

Sequência de ocorrências envolvendo policiais

O episódio ocorreu poucos dias após outra ocorrência registrada no mesmo Posto Fiscal Pacuri. Na última semana, um policial militar e um ex-policial militar foram presos durante fiscalização do Exército transportando 194 quilos de haxixe escondidos em um Toyota Corolla.

Na ocasião, os dois suspeitos foram autuados pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico e corrupção ativa, após, segundo o registro da ocorrência, tentarem convencer os militares a resolver a situação ainda no local da abordagem.

A nova ocorrência reforça a atenção das forças de fiscalização na região de fronteira, considerada uma das principais rotas de entrada de mercadorias irregulares e entorpecentes no país.

Agora, o caso envolvendo o policial militar rodoviário seguirá sob investigação das autoridades competentes, que deverão apurar tanto a responsabilidade criminal quanto eventual violação das normas disciplinares da corporação.

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