Cidades

PROGNÓSTICO

Meteorologia prevê mais três meses de calor acima da média em Mato Grosso do Sul

Período de março, abril e maio será marcado também por poucas chuvas

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O trimestre que compreende os meses de março, abril e maio deve ser de calor acima da média em Mato Grosso do Sul, seguindo tendência que já vem desde o ano passado, de períodos mais quentes do que o normal para o Estado.

Conforme previsão do Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima (Cemtec), as projeções indicam tendência de chuva abaixo da média, enquanto as temperaturas devem ficar acima.

Conforme a normal climatológica, a média para o mês de março é de 24,7°C em Campo Grande; 27,2 °C em Corumbá e Nhumirim (Nhecolândia); 24,4°c em Dourados; 24,2°C em Ponta Porã; 26,5°C em Três Lagoas.

Para o trimestre, no entanto, as temperaturas máximas podem ficar entre 37°C e 40°C.

Apenas em março, Mato Grosso do Sul deve ser um dos estados mais quentes do País, conforme o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), ao lado de Roraima, Pernambuco, Bahia e São Paulo, com temperatura média de 29°C, enquanto nos demais estados a média deve ficar na casa dos 25°C.

Ainda em março, no dia 20, inicia-se o outono, que historicamente já é uma estação marcada pela estiagem e tempo seco, principalmente a partir de abril, condições que devem ser intensificadas neste ano.

“A previsão para a temperatura do ar indica que, no trimestre de MAM (março, abril e maio), deve ficar acima do que é esperado, ou seja, um trimestre bem mais quente que o normal em Mato Grosso do Sul”, diz a projeção.

Ainda conforme o Cemtec, há 75% de probabilidade para o fenômeno de El Niño no período.

O El Niño é considerado um fenômeno de aquecimento das águas superficiais do Pacífico e a tendência geral é de padrões de temperaturas mais elevados.

Chuvas

Assim como tem acontecido nos últimos meses, as chuvas devem ficar ligeiramente abaixo da média histórica.

Climatologicamente, em grande parte do Mato Grosso do Sul, as chuvas variam entre 300 a 400 mm. Já em partes das regiões pantaneira e leste as chuvas variam entre 200 a 300 mm.

Em Campo Grande, a normal climatológica (média histórica) é de 149,6 mm para março.

A projeção indica que choverá abaixo da média em todo o Estado, mas sem citar qual o acumulado esperado para o período.

 

encrenqueiro profissional

Pivô da 'demissão' de juíza de MS, advogado caçado pela Interpol tem vida de luxo

Justiça Italiana deve decidir nesta quinta-feira (5) se extradita ou não Eduardo Bottura, apontado como gospista em série

02/03/2026 10h40

Eduardo Bottura, que chegou a ser pré-candidato a governador em MS em 2014 pelo PTB, fugiu para a Itália após condenação judicial

Eduardo Bottura, que chegou a ser pré-candidato a governador em MS em 2014 pelo PTB, fugiu para a Itália após condenação judicial

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Pré-candidato a governador em Mato Grosso do Sul em 2014 pelo PTB e pivô da 'demissão' de uma juíza que atuava em Anaurilândia , o advogado Luiz Eduardo Bottura, foragido no Brasil por suspeita de aplicar golpes em série, vive uma vida de luxo na Itália, mesmo procurado pela Interpol. 

Nesta quinta-feira (5), conforme reportagem de 18 minutos exibida na noite deste domingo (1) no Fantástico, um pedido de deportação será julgado pela Justiça da Itália. Caso seja extraditado, terá de cumprir pena num presídio brasileiro.

A reportagem mostrou que Bottura, que também se apresenta como Engenheiro, apesar de ter sido preso na Itália em abril do ano passado, está solto e vivendo em um condomínio de alto padrão na cidade de Selvazzano Dentro, na região de Veneza.

Entre idas e vindas de academias e restaurantes de luxo, a reportagem mostrou que ele anda em dois carros de luxo. O advogado ostenta uma Mercedes avaliada em R$ 250 mil e um Maserati, cujo valor é estimado em R$ 1 milhão. Foi por conta da compra deste carrão que chegou a ser preso em 5 de abril do ano passado, mas recebeu autorização para responder em liberdade. 

Questionado sobre os processos que enfrenta no Brasil, Bottura disse que as denúncias foram baseadas em depoimentos falsos. "É uma mentira o que eles falam", afirmou ao repórter do Fantástico. Ele voltou a negar que tenha enganado vítimas.

Uma delas, que alega ter transferido cerca de R$ 7 milhões para Bottura, sobrevive vendendo mel em uma feira. Ela garante que foi vítima de golpe aplicado pelo advogado. 

Em sua residência na Itália, o homem está acompanhado de Natália Pascucci. Segundo o Fantástico, consta como advogada dele e da mãe dele em um dos processos que ele enfrenta. 

Essa advogada, de acordo com a reportagem do Fantástico, estaria impedida de manter contato com Bottura após uma decisão de janeiro. Ao Fantástico, porém, a mulher afirmou que não tem ciência sobre procedimentos em desfavor dela, tendo prestado esclarecimentos após uma representação disciplinar há três meses.

ENCRENQUEIRO PROFISSIONAL

Bottura ficou conhecido como "litigante profissional" por mover mais de 3 mil ações judiciais no Brasil. Em pelo menos 300 delas, foi condenado por litigância de má-fé.

A estratégia, segundo decisões da Justiça de São Paulo, incluía indicar endereços falsos para provocar revelias e ajuizar ações contra magistrados com o objetivo de forçá-los a se declarar impedidos.

Em agosto de 2023, a 1ª Vara de Organização Criminosa de São Paulo recebeu denúncia formal contra Bottura por liderar um grupo composto por sete pessoas, incluindo familiares e advogados. A acusação inclui associação criminosa, corrupção ativa, falsificação de documentos públicos e coação no curso do processo. O grupo  teria causado prejuízo milionário com fraudes judiciais e contratos simulados 
 

SOGROS E EX-ESPÓSA

Entre 2007 e 2009, ele ajuizou mais de 200 ações contra a ex-esposa e o sogro — e chegou a obter uma pensão de R$ 100 mil usando documentos falsificados. As decisões judiciais foram concedidas pela Justiça em Anaurilândia, cidade na divisa de Mato Grosso do Sul com São Paulo. 

Por conta destas decisões, a juíza Margarida Elisabeth Weiler foi punida com a aposentadoria compulsória por ter participado de um esquema de fraudes com Bottura. Ele chegou a ser responsável por 25% das 600 ações que tramitavam em Anaurilândia. 

Segundo o Ministério Público de São Paulo, sua esposa, Raquel Fernanda de Oliveira, e os pais, Luiz Célio Bottura e Maria Alice Auricchio Bottura, também integram a organização criminosa. Raquel foi presa em Campo Grande pela Polícia Federal em dezembro de 2024, por envolvimento direto nas fraudes. Atualmente está em liberdade, mas usando tornozeleira.

 Segundo denúncias do Ministério Público de São Paulo, ele praticava usurpação de função pública e falsificação de documentos para aplicar golpes com aparência de legalidade. Ele, inclusive, assinava petições como advogado, sem estar inscrito na OAB. 

Segundo reportagem do site Consultor Jurídico, em novembro de 2024 a juíza Juliana Trajano de Freitas Barão, da 1ª Vara Criminal de São Paulo, decretou a prisão preventiva de Bottura e da mulher dele, Raquel Fernanda de Oliveira, que no mês seguinte foi presa. 

 Os dois são réus em uma ação penal que trata da prática dos crimes de associação criminosa; inserção de dados falsos em sistema de informações; falsificação de documento público; usurpação de função pública; prevaricação; e violação de sigilo funcional.

Além de dar endereços falsos, outra técnica do arsenal do litigante é processar magistrados para forçar que eles se declarem impedidos de julgá-lo. Para inibir quem o contraria, já processou um presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, o presidente da Associação Paulista de Magistrados (Apamagis). 

Além disso, processou vários advogados das partes que o processaram e chegou a processar o então secretário de Segurança de Mato Grosso do Sul, quando ele foi preso e seu nome e foto apareceram no site do governo.

Em 2014, quando foi pré-candidato ao governo de Mato Grosso do Sul pelo PTB, um vídeo institucional divulgado pelo partido defendia que “os ratos fossem retirados do poder”.

Porém, apesar de se filiaro ao PTB, ele acabou excluído da disputa, que teve como principais candidatos o senador Nelsinho Trad (MDB), Delcídio do Amaral (PT) e Reinaldo Azambuja (PSDB). O petista e o tucano foram para o segundo turno e Azambuja acabou vencendo. 

Em 2022, Bottura foi alvo de uma investigação da Polícia Civil de São Paulo, ocasião em que foram apreendidos veículos, celulares e documentos. Também havia sido expedido um mandado de prisão, mas ele não foi encontrado, pois já havia fugido para a Itália. 
 

Upa Coronel Antonino

Ataque em UPA deixa enfermeiro com dedo quebrado em Campo Grande

Durante o atendimento da paciente, os profissionais solicitaram que o acompanhante fosse à recepção para fazer a ficha. Contrariado, ele teria agredido quatro técnicos e um enfermeiro

02/03/2026 10h06

Crédito: Bruno Henrique / Correio do Estado / Arquivo

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Durante o primeiro atendimento de uma paciente, na UPA Coronel Antonino, ao solicitar que o acompanhante fosse à recepção preencher a ficha, ele acabou agredindo os enfermeiros, e um deles teve o dedo quebrado.

O presidente do Sindicato de Enfermagem de Campo Grande (SINTE-PMCG) informou à reportagem do Correio do Estado que, durante o episódio, ocorrido na noite de domingo (1º), quatro técnicos e uma enfermeira foram agredidos pelo acompanhante, que se recusou a deixar a sala.

“Eles entraram, a equipe foi iniciando os primeiros atendimentos e também é protocolo pedir que o acompanhante vá até a recepção com os documentos da paciente para fazer a ficha, porque é nela que é relatado todo o atendimento. Segundo a equipe, ele se recusou a sair e houve essa agressão”, disse Angelo.

Ainda conforme o presidente do sindicato, a estrutura de acesso na unidade é propícia para que o paciente entre na ala vermelha, que é a entrada de emergência, uma vez que a porta liga diretamente à área externa do local.

Embora a paciente não tenha passado pela triagem, o presidente do sindicato reforçou que, a partir do momento em que ela entrou na ala vermelha, a equipe realizou o atendimento.

Por isso, não houve recusa, mas sim a necessidade de acesso ao prontuário da paciente para o prosseguimento do trabalho.

“O que aconteceu foi a solicitação ao acompanhante para que fosse fazer a ficha. Se ela entrou pela sala vermelha, é uma emergência, pelo menos é dessa forma que nós, profissionais, entendemos e trabalhamos. Nós atendemos e depois direcionamos o paciente conforme o quadro clínico.”

Falta de segurança

Em uma tentativa de conscientizar os munícipes, o SINTE-PMCG, em parceria com o Conselho Regional de Enfermagem de Mato Grosso do Sul (Coren-MS), realizou diversas ações demonstrando o comprometimento da categoria no atendimento à população.

As entidades ingressaram com ação conjunta no Ministério Público do Trabalho (MPT-MS), buscaram solução para a questão da segurança junto ao Ministério Público e se reuniram com representantes da Secretaria Especial de Segurança e Defesa Social (SESDES) da Prefeitura de Campo Grande para tratar da situação.

“Sugerimos um método de barreira, que foi negado pela gestão. Ou seja, eles não querem criar uma situação de segurança. Na verdade, tudo o que nós podíamos fazer documentalmente para requerer segurança nas unidades nós fizemos”, explicou Angelo e completou:

“O município alega que a GCM é a responsável por garantir essa segurança, mas é fato que eles não têm efetivo e não conseguem oferecer a segurança necessária nas unidades.”

Métodos de barreira

Funcionaria como acontece no Hospital Regional, segundo Angelo, em que o acompanhante só entra no recinto com autorização, e o local não possui mais de uma entrada.

Diferentemente das UPAs, como relatou Angelo, em algumas unidades existem mais de cinco acessos por onde qualquer pessoa pode entrar, o que acaba colocando em risco pacientes e profissionais de saúde.

“Eu vejo com preocupação e tristeza os profissionais técnicos e enfermeiros que estão buscando entregar à população um pouco de dignidade e cuidados dentro de um ambiente em que falta tudo. Falta valorização, condições de trabalho, faltam insumos, falta RH. Enfim, mais desestruturado que isso é impossível e, infelizmente, falta segurança. Até hoje não conseguimos fazer com que o Executivo municipal cumpra esse requisito básico”, lamentou Angelo e finalizou:

“Se formos provocados, vamos atuar para responsabilizar a gestão e o secretário de Saúde, porque é inadmissível que assistam a isso e fiquem inertes. Pode acabar acontecendo uma fatalidade.”

Posicionamento do município

A reportagem entrou em contato com a Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), que repudiou a agressão aos profissionais de enfermagem e informou que os trabalhadores receberam atendimento médico e estão recebendo suporte. Confira a nota na íntegra:

“A Secretaria Municipal de Saúde manifesta total repúdio ao grave episódio de violência ocorrido na UPA Coronel Antonino, reforçando que atitudes dessa natureza são inaceitáveis, especialmente em um ambiente dedicado ao cuidado e à proteção da vida. A ocorrência foi prontamente controlada com o acionamento da Guarda Civil Municipal e da Polícia Militar. Os profissionais envolvidos receberam acolhimento institucional, atendimento médico e acompanhamento da gestão, com suporte da Saúde do Trabalhador.”
 

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