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NASA PARK

Motoristas têm rotas alternativas para fugir da fila gigantesca na BR-163

Principal alternativa aumenta em 80 km a distância da Capital a São Gabriel do Oeste. Mas, milhares de condutores perdem mais de três horas na fila

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Parcialmente interditada desde a manhã de terça-feira, entre Campo Grande e Jaraguari, a BR-163 tinha fila de veículos que chegava a exatos dez quilômetros no fim da manhã desta quarta-feira no lado sul do local onde a enxurrada procedente do rompimento da represa do loteamento Nasa Park danificou a rodovia. A fila chegava perto da área urbana de Campo Grande. E, levando em consideração que em boa parte do trecho existe fila dupla, a extensão do congestionamento só compromete o tráfego no anel viário por conta disso. 

Do lado norte do local parcialmente interditado desde terça-feira (20), o tamanho da fila é ainda maior, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF). E, por conta do grande movimento, motoristas perdem pelo menos três horas nesta fila

Mas, boa parte destes condutores poderia pegar rotas alternativas. Uma delas, e pouco divulgada pelas autoridades, aumenta em cerca de 80 quilômetros a distância entre Campo Grande e São Gabriel do Oeste, ao norte da Capital.

Pela BR-163, a distância entre as duas cidades é de 139 quilômetros, segundo o Google Maps. Pegando as rodovias estaduais 080 e 430, passando por Rochedo, Corguinho e Rio Negro, o percurso é de 217 quilômetros, conforme o mesmo Google Maps. E, para chegar à 080, basta acessar o anel viário, próximo ao KM-495 da 163, e seguir até as imediações da sede do Detran.

O trajeto todo é de asfalto de boa qualidade e depois de Rio Negro é possível chegar a São Gabriel e à BR-163. E, além de evitar o congestionamento quilométrico, ainda é possível escapar dde duas praças de pedágio, que juntas somam R$ 14,50.

Trecho sinalizado em azul claro é completamente asfaltado e passa por Rochego, Corguinho e Rio Negro antes do retorno à BR-163. Na outra opção, existe trecho sem asfalto

Esta economia no pedágio não compensa o gasto a maior de combustível pela rota alternativa. Porém, levando em consideração que boa parcela dos motoristas que ficam  parados deixa o veículo ligado por conta do conforto do ar condicionado, é provável que o fuga da BR-163 signifique economia de tempo e dinheiro. 

Esta rota, porém, não é das mais indicadas para quem pretende acessar a BR-060, na altura do distrito de Congonha (Posto São Pedro). Mas, até para estes serve como alternativa, pois a distância extra aumenta em mais 40 quilômetros. Os 120 quilômetros a mais podem ser percorridos em tempo inferior ao das três horas que motoristas enfrentam no congestionamento. 

Outra alternativa (conforme o mapa acima)  seria a passagem pelo distrito de Rochedinho, saindo de Campo Grande pela MS-010 (a partir da UCDB ou do anel viário). Esta rota, porém, não é indicada para veículos de carga, pois nem toda é asfaltada. Neste caso, a distância aumenta em apenas 15 quilômetros na comparação com a rota pela BR-163, onde existe congestionamento e onde as obras de reparação devem se estender por até duas semanas.

Identificação

Quase um terço da população de MS já tem a identidade nacional

Saiba como ter acesso ao documento que unifica dados de registro

16/06/2026 14h16

Posto de identificação em Campo Grande (MS)

Posto de identificação em Campo Grande (MS) Gerson Oliveira/Arquivo

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Quase um terço da população de Mato Grosso do Sul já tem a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), informou o governo federal nesta terça-feira (16). Mais precisamente, 796,8 mil pessoas têm o novo documento no Estado, percentual que representa 27,4% da população do Estado. 

Em todo o Brasil, um total de 55,8 milhões de pessoas já emitiram o documento, conforme informou o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). 

Todos os Estados emitem a primeira via da Carteira de Identidade Nacional gratuiramente. Em todo o Brasil, são emitidas, em 39,6 mil carteiras por dia, e 1,13 milhão de documentos por mês. Nos primeiros dias de junho de 2026 já foram emitidas 782,6 mil novas identidades.

Em Mato Grosso do Sul, para agendar e solicitar a CIN, o cidadão deve entrar neste site da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). 

A CIN substitui o antigo Registro Geral (RG) e adota o CPF como número único de identificação do cidadão. A medida elimina a possibilidade de uma mesma pessoa possuir diferentes números de identidade em estados diferentes e reduz duplicidades e aumenta a confiabilidade dos registros públicos. O documento tem validade em todo o território nacional.

O novo documento nacional de identificação ainda incorpora mecanismos modernos de segurança, como o QR Code, que permite a verificação rápida da autenticidade do documento por meio do aplicativo de leitura da CIN, disponível gratuitamente nas lojas de aplicativos. Com a ferramenta, também é possível consultar as informações constantes na versão física do documento.

A CIN ainda está integrada a sistemas biométricos de identificação, fortalecendo a segurança do cidadão e do Estado e contribuindo para o acesso mais seguro a serviços e benefícios públicos.

Além de funcionar como documento de identificação em todo o território nacional, a CIN também amplia o acesso aos serviços digitais do Governo do Brasil. Integrada à plataforma GOV.BR, a nova identidade permite a obtenção da conta nível Ouro, o mais alto grau de segurança disponível, e pode ser utilizada para recuperar o acesso à conta em casos de perda ou troca de celular.

Para utilizar essa funcionalidade, o cidadão deve manter o aplicativo GOV.BR atualizado e estar com a versão física da CIN em mãos. O processo inclui a realização do reconhecimento facial e a leitura do QR Code presente no documento. Após a validação da identidade, um código de confirmação é enviado por e-mail ou SMS, permitindo a recuperação da conta de forma ágil e segura.

SUSPEITAS

MPMS investiga contratos milionários de transporte no interior de MS

Prefeito de Rio Verde destinou R$ 929 para aluguel de micro-ônibus por oito meses. Um veículo novo custaria R$ 636 mil

16/06/2026 13h24

Somando contratos de transporte escolar e de pacientes do SUS, mesma empresa faturou quase R$ R$ 3,7 milhões em Rio Verde

Somando contratos de transporte escolar e de pacientes do SUS, mesma empresa faturou quase R$ R$ 3,7 milhões em Rio Verde

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Após receber denúncia de que a prefeitura de Rio Verde de Mato Grosso alugou um ônibus para o transporte de pacientes do SUS por um valor superior ao daquele que custaria um veícculo novo, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul instaurou um inquérito civil para investigar suposto superfaturamento do crontato. 

Conforme a denúncia, o aluguel do microônibus, com capacidade para até 37 passageiros,  foi contratado por R$ 929,4 mil. Um veículo novo, segundo esta denúncia, poderia ser adquirido por R$ 636,8 mil. 

Além disso, a empresa que firmou o contrato para transportar pacientes do SUS também conseguiu firmar outro contrato emergencial, sem licitação, com o prefeito Réus Antonio Sabedotti  Fornari (PP), garantindo o faturamento de outros R$ 2, 761 milhões. 

Ao apresentar sua defesa, a secretária de saúde, Aline Benvenutti Ribeiro, alegou à promotoria que o aluguel do ônibus para o transporte de pacientes era mais barato do que comprar um veículo novo, já que existe uma série de outros gastos além do custo inicial da compra do veículo. 

Pelo contrato, válido por oito meses, a empresa contratada teria de percorrer 60 mil quilômetros, o que equivale a R$ 15,49 por quilômetro. O transporte de pacientes foi feito para cidades como Coxim, São Gabriel do Oeste e Campo Grande, sempre em estrada asfaltada. 

Em média, um veículo deste porte percorre em torno de 3,5 quilômetros com um litro de diesel. Então, para percorrer os 60 mil quilômetros seriam necessários em torno de 18 mil litros de combustíveil. Levando em consideração o custo do litro da ordem de R$ 7,00, o gasto seria inferior a R$ 130 mil. 

Além disso, se este ônibus tivesse dois motoristas em tempo integral, ao custo mensal de R$ 7 mil cada um, valor bem superior ao custo real, seriam mais R$ 112 mil. E, em uma projeção pessimista, pode-se acrescentar mais R$ 50 mil de manutenção ao longo de oito meses. 

Somando tudo, seriam quase R$ 300 mil de gastos totais ao longo de 8 meses. Então, somando o custo da aquisição de um veículo novo, de R$ 636 mil, mais os R$ 300 mil de gastos, chegaria-se ao custo do contrato, de R$ 929 mil. 

A diferença, porém, é que ao final do contrato de oito meses a prefeitua estaria com um microônibus semi-novoem seu patrimônio. Atualmentel, a frota do setor de saúde já conta com nove veículos. E, segundo a secretária de saúde, o custo anual com os serviços de menutenção do ano passado foi de R$ 334 mil.

E, apesar de contar com uma frota significativa, toda ela adquirida depois de 2018, a prefeitura alegou que era necessário contratar um novo veículo para evitar que pacientes perdessem atendimentos agendados em diferentes hospitais de Campo Grande. 

Antes de fazer a contratação emergencial do microônibus, a prefeitura fez levantamento de preços e três empresas apresentaram proposta. A vencedora, Aleluia Logística e Transportes, pediu R$ 15,49 por quilômetro rodado. Uma outra, Transportadora Aleluia, se ofereceu a fazer o serviço por R$ 15,95. Uma terceira interesssada pediu R$ 24,80.

A suspeita da promotoria, porém, é de que estas propostas tenham sido forjadas somente para cumprir uma formalidade legal. Agora, o promotor quer saber se as duas empresas com nomes parecidos realmente existem e se pertencem à mesma família.

A investigação do MPMS começou ainda no final do ano passado e durante a apuração o denunciante revelou que a mesma empresa havia voltado a firmar contrato emergencial para o transporte de estudantes. 

Conforme este novo contrato, a Aleluia Logística e Transporte receberia R$ 2,761 milhões para percorrer 196,8 mil quilômetros e transportar 245 estudantes por dia. Isso equivale a pouco mais de R$ 14,02 por quilômetro rodado. 

Um levantamento feito pelo Correio do Estado em outras prefeituas de diferentes regiões do Estado revela que estas prefeituras, após terem feito licitação, estão pagando entre R$ 8 e R$ 12 por quilômetro rodado. O valor varia de acordo com o tamanho do veículo contratado.

 

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